Traços ..::

Kurt trabalhando.

Traços D’Amor

Você já deve ter visto pela internet ou no avatar do msn de algum amigo seu, uma imagem do artista norte americano Kurt Halsey Frenderiksen. Mas talvez você nunca tenha ouvido falar dele. Vamos lá então … Na época do colégio  ele já pintava e mais tarde formou-se em Belas Artes no Minneapolis College of Art and Design. É quase impossível não se apaixonar por seus desenhos, principalmente se você já teve um amor não-correspondido, sofreu  uma desilusão amorosa  ou simplesmente sentiu sozinho alguma vez. Isto porque as ilustrações do rapaz expressam, de forma delicada, as angústias da juventude. Segundo o próprio  Halsey, seu trabalho é influenciado por sua mente romântica. Para fazer os retratos megafofo, ele presta muita atenção  nos pequenos detalhes da vida e da relação entre duas pessoas.  Com traços simples, o artista fala de um tema que faz e sempre fará  parte da existência humana. Vale demais visitar a página e conferir o trabalho desse artista.


Kurt

Halsey

Página: http://www.kurthalsey.com/

Twitter: http://twitter.com/kurthalsey

LYA LUFT

http://twitter.com/Lya_Luft

“O nosso jeito de sobreviver: Não comendo lixo concreto, mas engolindo lixo moral e fingindo que está tudo bem”.



Quem é Lya Luft? Uma mulher gaúcha, brasileira, que faz cada vez mais, aos sessenta e um anos, o que desde os três ou quatro desejava fazer: jogar com as palavras e com personagens, criar, inventar, cismar, tramar, sondar o insondável. “Tento entender a vida, o mundo e o mistério e para isso escrevo. Não conseguirei jamais entender, mas tentar me dá uma enorme alegria. Além disso, sou uma mulher simples, em busca cada vez mais de mais simplicidade. Amo a vida, os amigos, os filhos, a arte, minha casa, o amanhecer. Sou uma amadora da vida. O que você nunca vai esquecer? Escutar o vento e a chuva nas árvores do imenso jardim que cercava a casa de meu pai, na minha infância”. Puro maravilhamento. O que lhe causa repugnância? Preconceito, hipocrisia. Vale a pena escrever? “Não escrevo porque “valha a pena”, mas porque me faz feliz, simplesmente”. O que falta à literatura brasileira? “Nada, não falta nada. Ela é o que é, simplesmente, cheia de graça, desgraça, florescente, múltipla, lutando com a crise econômica que atinge também as editoras, mas, como não se escreve para ficar rico, tudo bem”. E Deus? “Deus eu imagino como força de vida: luminosa, positiva, imperscrutável”. E o Brasil? Brasil cujo jeito é parecer não ter jeito. “Não quero jamais ter de morar longe dele. Aqui tudo é possível. E tanto está ainda por fazer”. O que fazer para reverter esse quadro de miséria? “Que os responsáveis por isso criem vergonha na cara”. Quem não merece respeito algum de ninguém? “Todos merecem algum respeito, no mínimo compaixão”. Você costuma rezar? “Não tenho nenhuma religião instituída, mas tenho uma profunda visão “religiosa”, sagrada, da natureza, das pessoas, do outro”. Qual é seu momento ideal para escrever? “O momento em que meu livro quer ser escrito. Mas normalmente produzo mais de manhã bem cedo. Gosto de ver o dia nascer, aqui na minha mesa de trabalho e do meu computador”. Se confessa uma mulher tímida, embora não pareça.

Todos esses Anjos

Todos esses Anjos que à noite
agitam cortinas e sussurram frases
que temes entender:
se te tomarem nos braços
se te beijarem na boca,
se te entrarem no corpo,
não te darão certeza de que morrer, viver,
são igualmente suaves e difíceis
loucos e sensatos , e urgentíssimos?

Poderás enfim amar, rendendo-te aquilo
que te aflora com suas asas,
te chama com suas vozes,
te vara constantemente com essa luz,
essa dor.

Lya Luft

Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ”Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.

Lya Luft

Canção na plenitude

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

O texto acima foi extraído do livro “Secreta Mirada”, Editora Mandarim – São Paulo, 1997, pág. 151.

Lya Luft

Bibliografia:

No Brasil:

- Canções de Limiar, 1964
- Flauta Doce, 1972
- Matéria do Cotidiano, 1978
- As Parceiras, 1980
- A Asa Esquerda do Anjo, 1981
- Reunião de Família, 1982
- O Quarto Fechado, 1984
- Mulher no Palco, 1984
- Exílio, 1987
- O Lado Fatal, 1989
- O Rio do Meio, 1996
- Secreta Mirada, 1997
- O Ponto Cego, 1999
- Histórias do Tempo, 2000
- Mar de dentro, 2000

(Todos os livros foram publicados pelas Edições Siciliano e Mandarim, São Paulo – SP)

- Perdas e ganhos, 2003 – Editora Record

No exterior:

- The Island of the Dead (O Quarto Fechado), E. U. A.

Os dados acima foram obtidos em livros da autora, páginas da Internet e em artigo publicado por Álvaro Alves de Faria, jornalista, poeta e escritor.


http://twitter.com/Lya_Luft : A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida ‘ … (Twitter não oficial da Lya).

Lya Luft

::: Joe Penna – Criatividade sem limites e brasileira :::

MysteryGuitarMan

MysteryGuitarMan, assim como Joe é conhecido e famoso pelos seus vídeos criativos no Youtube, o ex-estudante de medicina é o diretor, editor, ator e músico toca violão, gaita, guitarra e, claro, a vuvuzela dos vídeos que compõem o 11º canal mais assinado por usuários do YouTube em todo o mundo. Os filmes ultracoloridos, com edição ágil, música, caretas e efeitos exclusivos do YouTube já foram reproduzidos 92,7 milhões de vezes. Toda vez que MysteryGuitarMan põe um vídeo no YouTube, mais de 1 milhão de pessoas são avisadas automaticamente. Brasileiro, 23 anos e está nos EUA, Los Angeles desde os 12 anos.

A maior parte da audiência é norte-americana; os brasileiros estão em segundo, “mas gente do mundo inteiro vê”, faz questão de dizer. Narra, canta (e faz barulhos) quase sempre em inglês, mas coloca legendas em português.

Ele se cadastrou no site em 2006 e no início só colocava vídeos pouco criativos e sem emoção. Começou porque gostava de fazer filmes e foi assistente de direção em direção de comerciais locais em Boston e aí começo a se dedicar a direção.

Em tempos de crise com a recessão econômica de 2008 e com o fim de algumas oportunidades nesse mercado, Penna queria continuar com os filmes na internet… Mudou-se para Los Angeles e começou a fazer os vídeos para o youtube para ganhar. Não se sabe quanto recebe do Google, proprietário do YouTube e nem pelos comerciais exibidos com seus filmes mas em entrevistas recentes disse que hoje recebe o suficiente para pagar o carro, a casa e tudo que precisa. Não só os seus vídeos lhe rendem mas também suas camisetas com desenhos que os próprios fãs mandam para ele ( e vale lembrar que ele envia uma de graça para o desenhista do trabalho), adesivos e até aplicativos para o iPhone e para o Facebook com a grife MysteryGuitarMan. Divulga seu trabalho no twitter, Orkut e no Facebook para amigos e seguidores.  Coloca dois clipes por semana no ar e demora até 16 horas para editar filmetes que, não raro, duram um ou dois minutos.


JOE PENNA

VISITE E COMPROVE A CRIATIVIDADE DOS VÍDEOS

DO JOE NA SUA PÁGINA NO YOUTUBE:

http://youtube.com/mysteryguitarman

E o siga no twitter: http://twitter.com/MysteryGuitarM


				

Kseniya Simonova

Kseniya Simonova

A animação com areia é uma arte performativa em que o artista cria uma série de imagens sequênciais em cima de uma mesa, usando as mãos para desenhar linhas e formas. Recentemente, esta atividade tornou-se mais mediática com a utilização de mesas de luz e projetores. Esta técnica tem sido também utilizada para realizar filmes de animação. Mas tudo se torna mais espetacular nas atuações ao vivo, onde a jovem ucraniana Kseniya Simonova é um dos expoentes máximos desta expressão artística.

Com apenas vinte e quatro anos, Simonova possui já uma reputação internacional considerável que lhe advém em grande parte de ter sido a vencedora da edição de 2009 do concurso televisivo Ukraine’s Got Talent, ocorrido em Abril passado. Durante a sua prova, a artista realizou uma animação que evocava a participação do seu país na Segunda Guerra Mundial que foi vista com grande emoção e que lhe valeu o primeiro prémio e a atribuição de um valor pecuniário de 125 000 dólares.

O vídeo da atuação foi colocado no YouTube e, desde então, foi visualizado mais de um milhão de vezes. A maestria e a expressividade do traço da jovem ucraniana são verdadeiramente notáveis, a que se junta uma excelente presença em cena.

Kseniya

Veja alguns vídeos da Kseniya  Simonova:

http://www.youtube.com/watch?v=heMgid4rkzU&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=8uYne5ezkfw&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=hhbKovroSgg&feature=player_embedded

http://www.kseniyasimonova.com/

::. RICARDO AIALLA .::

Ricardo Aialla

Ricardo Aialla.

Fotógrafo e Baiano.

Suas fotos fazem o maior sucesso por sua autenticidade e estilo.

Diferente do habitual, Aialla conquistou a Paraíba por sua competência e capacidade de inovar quando o assunto é fotografia.

Conheci o Ricardo através de um outro Baiano, o Fabio. Desde então, acompanho sua carreira através de revistas, blogs e amigos que requisitam o profissional.

Muito sucesso, Aialla! E obrigada por ceder um pouco do seu tempo a esse blog. Obrigada!

JORDÉLIA: Quando foi que você se deu conta que iria viver da profissão “fotógrafo”?

RICARDO AIALLA: Ainda na época da Faculdade, já era assistente de um fotógrafo em Feira de Santana, acompanhava ele nos eventos e em seu estúdio.  Logo quando cheguei em Guarabira, não vi por onde me manter, ainda que o custo de vida fosse relativamente baixo, eu precisaria de algum para o meu sustento, assim  aquele fotógrafo para quem eu dava assistência, Franz Reuter, me presenteou com uma de suas máquinas, e me disse: “você com seu talento e sua perseverança vai conseguir muito sucesso”. Eu dei risada e falei, que só queria a fotografia pra manter meus estudos. Porém, a coisa tomou outro rumo, a aceitação exacerbada do meu trabalho naquela cidade, fez com que eu me apaixonasse cada vez mais pela arte e desinteressasse pelo Direito. Assim, quando me dei conta a fotografia, que eu digo “é viciante”, me deixou totalmente apaixonado por ela.

JORDÉLIA: Você fez 10 anos de carreira. Conte-nos um pouco sobre sua trajetória?

RICARDO: Minha vida como fotógrafo é um verdadeiro passeio. Faço com paixão, com amor, e quando esses dois ingredientes estão presentes na sua atividade, o reconhecimento é irremediável. Logo quando comecei, senti um pouco de preconceito de alguns colegas e até por parte de familiares, e isso foi terrível, pois como seria possível, um cara que ia se formar em Direito, tendo uma variedade imensa de caminhos a seguir, pois o Advogado tem um leque de opções a seguir. Por que esse cara seria Fotógrafo? Mas eu deixei meu coração falar mais alto e aceitei as gozações e brincadeiras, de uma pequena parcela de pessoas que me cercava. Uma vez, quando comentei isso com Melquíades (um lojista no ramo), ele me aconselhou a debater falando: sou fotógrafo com muito amor e orgulho. E aquela frase que ouvira se tornou meu lema, foi o começo a parte mais difícil da minha carreira.

http://www.ricardoaialla.com/blog/

JORDÉLIA: Você fez o curso de Direito, no campus de Guarabira. Quando você foi cursá-lo tinha pretensões de praticar alguma profissão do ramo do Direto? Como foi essa experiência e como você conciliou o curso e a profissão de fotógrafo?

RICARDO AIALLA: Tinha vários sonhos, como todo acadêmico, de qualquer curso. No início queria seguir no Direito Penal, porém depois me deixou muito intranqüilo como seria minha vida pessoal seguindo esse ramo do Direito. Costumava-se dizer que quem se apaixona pelo crime casa-se com o Civil. E assim foi, quando comecei a fotografar, só tive sortes, primeiro, os eventos são sempre nos finais de semanas, e a noite. E quando eu precisava viajar pra fazer eventos fora do estado, eu contava sempre com a ajuda dos Mestres, que pareciam pressentir esse cara vai ser é fotógrafo, isso sim!!

JORDÉLIA: Como foi que se deu a sua vinda da Bahia até o Estado da Paraíba? Você já fotografava lá, antes de vir para cá?

RICARDO AIALLA: Era assistente de um grande homem, de caráter e condutas ilibadas, que além da fotografia, me ensinou muitas coisas em relação ao mercado e a vida, até hoje somos muito ligados, nossas esposas são irmãs, e pelo menos nos vemos 4 a 5 vezes por ano. E ainda passamos férias juntos.

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JORDÉLIA: Ricardo, você acaba de participar Wedding Brasil, considerado o maior congresso de fotografia de casamento da América Latina. Conte-nos como foi sua passagem por esse grandioso evento. E o que trouxe de inovador (se não for segredo).

RICARDO AIALLA: Esses Congressos são ótimos, pra mim funcionam como descanso,  é quando eu tenho a oportunidade de encontrar meus colegas de outros Estados, e amigos da Bahia, é uma verdadeira farra pra mim. Quanto ao aprendizado, é muito útil, em especial, pra quem estar começando, eu particularmente aprendo mais nos bate papos que tenho com as feras que ficam circulando pelos corredores, enquanto as palestras acontecem. Mas é muito bom, você volta renovado. O único senão é que eles não são tão animados como eram os Congressos de Direito.

JORDÉLIA: Existe alguma fotografia em especial, que você através dela se veja ou que seja um marco para a sua carreira? Qual?

RICARDO AIALLA: Pergunta difícil, as imagens que o fotógrafo registra, são como suas filhas….não pode ter preferidas, em cada evento, em cada momento de trabalho, cada vez que a gente sai pra clicar, temos assim uma imagem preferida, aquela foto, “que grita” querendo sair do papel. Mas talvez a que mais me marcasse, foram as praças que fotografei em Guarabira, assim que cheguei, e as expôs, todo mundo adorou, porque eram feitas ao entardecer ou à noite, no lusco-fusco, coisa que ainda nenhum profissional tinha feito naquela cidade.

JORDÉLIA: Existiu algo de essencial a sua trajetória, que sem esse algo não seria possível tal prestigio que você tem hoje em sua profissão e aqui em nossa região, fora sua garra e dedicação?

RICARDO AIALLA: Primeiro agradeço a Deus, por me dar forças e me cercar de pessoas que tanto me fizeram crescer. Pois sem essas pessoas que me pegaram no colo e me conduziram por onde eu devia ir, talvez eu não tivesse alçado um vôo tão alto assim. Em Guarabira, Alzinete, que tinha uma doceria Pedaço do Céu, hoje está em JP. Ao Zenóbio Toscano e à Família Guaraves, que ao se tornarem meus clientes, se tornaram meus incentivadores nessa profissão. Em João Pessoa, Wendel Rodrigues um florista que me presenteou com um estande no Shopping Manaira num evento de Casamento, foi minha primeira exposição em JP, sucesso tão grande que nossos Álbuns foi motivo de reportagem na TV da capital. Também a Socorro Medeiros, uma cerimonialista, que na época, comandava a cidade. O interessante e mais marcante,  essas pessoas eu não tinha relacionamento comercial, fora criado verdadeiros laços de amizades. E até hoje, tem uma pessoa que me carrega no seu colo, que é minha esposa Helda Bastos, a quem devo grande parte do meu Sucesso, pois sem a sua presença me aconselhando, me alertando pros perigos, eu não teria esse prestígio e esse reconhecimento que alcançamos.

http://www.ricardoaialla.com/blog/

JORDÉLIA: Hoje, o que é fotografar para você?

RICARDO AIALLA: Como dizia Bresson,

“fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”

Acho que não preciso mais completar, fotografar é TUDO.

Conheça mais sobre o trabalho do Ricardo Aialla:

http://www.ricardoaialla.com/

http://www.ricardoaialla.com/blog/

twitter: http://twitter.com/ricardoaialla

::: BELLE SOARES ::


Belle Soares em um de seus espetáculos na Praia do Jacaré, Paraíba.

Belle Soares em um de seus espetáculos na Praia do Jacaré, Paraíba.

…E em mais uma ida à Praia do Jacaré para ver o pôr do sol, vi uma pequena que deixava todos paralisados admirando sua intimidade com o violino e sua beleza e simpatia, soava uma música suave e que acalmava a todos que ali estavam. Tem sido assim em todas essas tardes lindas de verão para o turistas que chegam ao local.

A jovem musicista Belle Soares, 21 anos, faz seus espetáculos junto a outros músicos, como por exemplo o Jurandy do sax que ao terminar  o bolero de Ravel dá espaço à música linda e delicada que ecoa do violino da Belle.  O cenário é  de arrepiar, o sol e o mar em perfeita sintonia.  A violinista faz sua música com tamanha perfeição que chega a atrair para o local turistas de todo o mundo, todos querem conhecer esse talento que enche de orgulho todos os paraibanos.

A bela Belle, tem dois dois perfis lotados no site de relacionamento o orkut, graças a sua simpatia, simplicidade e popularidade. Num desses perfis, consegui manter contato com a mesma que me enviou um release da sua  vida musical e em seguida me respondeu algumas perguntas.

PARABÉNS BELLE PELO SEU TRABALHO E OBRIGADA PELA ATENÇÃO.

RELEASE:

Belle Soares, natural de João Pessoa-PB, iniciou seus estudos em teoria musical aos 7 anos (1994), na Escola de Música Antenor Navarro (EMAN-FUNESC-PB), e aos 11 anos (1998) começou a estudar violino, pelo método tradicional, na Escola de Música SPAAC-PB. Aos 13 anos (2000), ingressou no Centro Musical Susuki, sob a orientação do professor Ademar Rocha (violinista da Orquestra Sinfônica da Paraíba – OSPB), onde permaneceu pelo período de quatro anos. Retornou a Escola Antenor Navarro aos 17 anos (2004), curso de Técnica Musical, tendo como professores de teoria musical, Mabel Hipólito, Nadya Amorim, Pedro Wellington, Luiz Carlos Durier e Rogério Borges, e instrumental, Sandra Aquino e Yerko Tabilo (2004 – 2007), e Renata Simões (2008) até o presente momento. Participou de mini cursos com os professores Sheyla Yatsugafu (SP) e Daniel Guedes (RJ), durante o XIII e XVI Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga (2002 e 2005), em Juiz de Fora – MG. Convidada pela Banda Sinfônica (RJ) a fazer participação especial no Concerto Bicentenário do Corpo de Fuzileiros Navais, no Teatro Paulo Pontes – FUNESC-PB, em 2008, sob a regência do Capitão-Tenente Marcos Rabelo. Atualmente, é violinista do restaurante Bombordo, no ponto turístico da praia do Jacaré – PB, no qual executa músicas clássicas e populares.

Fiz algumas perguntas a Belle sobre trabalho, preferências musicais, ideias e projetos:

“Sou natural de João Pessoa – PB. A ideia de eu tocar lá no jacaré foi o seguinte: Eu sempre ía lá ver um amigo meu que toca violino. Então, eu já tinha esse sonho de um dia poder tocar por lá, nem que fosse só por uma vez. Daí, um dia eu recebi a ligação de minha amiga Danielle que tinha uma sorveteria por lá e ela me põe para falar com uma violinista que toca num restaurante chamado Bombordo. Foi aí que tudo começou. Essa violinista chamada Juliana, precisava de uma substituta pois ela não poderia tocar todos os dias lá. E aí foi quando eu comecei no dia 08 de Dezembro de 2007 a tocar no Bombordo. No começo tive algumas dificuldades é lógico mais depois que fui pegando o jeito eu me tornei o que me tornei e aí hoje em dia tem até pessoas que vão lá só pra me ver. Isso é uma felicidade que não tem tamanho para mim. A questão do reconhecimento, é tudo para qualquer artista. E quando você ganha isso, você está feito!
Minha mãe é bailarina, e daí eu sempre desde pequena escutei músicas clássicas e já fiz ballet também. Daí com uns 7 anos eu vi uma amiga tocando violino e fiquei louca. Desde então eu quis entrar em uma escola de música para aprender o tal instrumento. E foi aí que tudo começou como diz o meu relese. Para ficar mais claro, ninguém na minha família é musicista. Eu sou a primeira e eu quem tomei essa iniciativa e tive como tenho até hoje o apoio da minha mãe e do meu padrasto, tanto é que virou minha profissão, minha paixão, minha vida! Digo a você que escuto de tudo! Sou bem eclética e vou desde o clássico até o rock pesado. Mais te confesso que sou bem romântica e nas minhas horas de “solidão” ehehe, escuto muito trilhas sonoras de filmes do Wall Disney, ou qualquer outro filme sem ser Wall Disney. Adoro trilhas sonoras de filmes. Também escuto Bach, Vivaldi, Corelli, entre outros. Mais também não deixo de lado o forrozinho arretado! ehehhe.. Eu amo forró e adoro dançar e cantar também, inclusive agora estou tocando e cantando, no meu cd vocês podem comprovar isso!
Com relação ao cd foi tudo muito rápido para mim. Eu conheci uma turista mineira chamada Linda Saab lá no jacaré mesmo, e daí ela quis me ajudar a gravar o cd. Todos os turistas me pediam, todos os dias eu escutava isso. Foi a partir dessa turista mineira que eu comecei a trabalhar nesse projeto. Daí ela conseguiu um encontro meu com Marcus Viana (compositor, cantor, violinista. produtor musical e etc, faz trilhas sonoras das novelas da Rede Globo e um de seus grandes sucessos foi na novela Pantanal e O clone com a música – A miragem). Quando conheci Marcus tudo mudou em minha vida a ponto dele querer me produzir e o fez. Gravei meu cd em seu estúdio (Sonhos e Sons), sob toda a direção dele e tudo mais. A escolha das músicas foi de acordo com o gosto dos turistas. Fiz uma pesquisa e muitos deles gostariam que no meu cd tivessem as músicas que eu toco lá no jacaré. Coloquei então elas menos a música do Roberto Carlos – Como é grande o meu amor por você, mais as outras estão todas no cd inclusive o Bolero de Ravel, incluindo mais outras 3 que mais gostava e A Miragem de Marcus Viana.
Ai! São tantas músicas que mais gosto de tocar, difícil dizer uma, mais a que eu posso citar seria uma música que contêm no meu cd que é Zombie - The Cramberries. Eu gosto muito dessa banda! Eu acho que a que eu não posso deixar de tocar seria a Ave Maria pois além de trazer um grande conforto e paz pra todos nós, é bastante bonita e cativante.”

“Bem, além de musicista – cantora, sou também professora de violino e pedagoga. Faço curso de pedagogia na federal e pretendo um dia trabalhar a música como forma de terapia para as crianças que tenham alguma deficiência e também em hospitais. Tudo isso em forma de ação social.”

“Quem quiser adquirir o meu cd, posso enviar por sedex quem não for da minha cidade, é só me mandar email dizendo quantos quer e qual a cidade que devo mandar =) belladona_violinista@hotmail.com

“Acho que é isso. Espero que tenham gostado! =)”

Belle Soares.

Belle, em um bar na Praia do Jacaré, em apresentação.

Belle, em um bar na Praia do Jacaré, em apresentação.

Izi, BELLE e eu em uma de suas apresentações na Praia do Jacaré.

Izi, BELLE e eu em uma de suas apresentações na Praia do Jacaré.

Belle Soares - Praia do Jacaré.

Belle Soares - Praia do Jacaré.

CD da violinista Belle Soares.

CD da violinista Belle Soares.

No estúdio, gravando seu primeiro CD.

No estúdio, gravando seu primeiro CD.

Confira algumas apresentações da Belle acessando os links a seguir:


http://www.youtube.com/watch?v=21JRAt8HlaU

http://www.youtube.com/watch?v=hXWvaw8QXnI

http://www.youtube.com/watch?v=6pIIJGecHTM

http://www.youtube.com/watch?v=z7W2BNnbwfQ

http://www.youtube.com/watch?v=e5ZtVbwIWp0

E com muito orgulho apresento-lhes: CLÓVIS JÚNIOR!

Criador e criatura. Clóvis Júnior e sua obra.

Criador e criatura. Clóvis Júnior e sua obra.

Clóvis Junior, Guarabirense radicado em João Pessoa.

Clóvis Junior, Guarabirense radicado em João Pessoa.

Clóvis Júnior nasceu na cidade de Guarabira – PB, meu conterrâneo, radicado em João Pessoa, onde veio morar desde os 17 anos de idade. O artista trabalha com pinturas, esculturas e gravuras. Sua primeira participação como artista plástico foi no ano de 1983, aos 18 anos de idade. Em 1985, ingressa no curso de educação artística – UFPB. Faz curso de gravura, Prof. Hermano José, UFPB.

Clóvis Júnior nasceu na cidade de Guarabira – PB, radicado em João Pessoa, onde veio morar desde os 17 anos de idade. O artista trabalha com pinturas, esculturas e gravuras. Sua primeira participação como artista plástico foi no ano de 1983, aos 18 anos de idade. Em 1985, ingressa no curso de educação artística – UFPB. Faz curso de gravura, Prof. Hermano José, UFPB.

Dono de muitos prêmios, Clóvis Júnior se destaca com premiações de 1° lugar em diversos concursos pela ONU em 1993. Contando no seu currículo com 35 exposições individuais no Brasil e no mundo e mais de 50 exposições coletivas e salões. Há outra série de exposições coletivas e participações na Bienal Naifs do Brasil, em São Paulo; Exposição Bikoo-kem(Eco 92), no Rio de Janeiro. Para nosso orgulho, Clóvis está entre nós, criando e se inspirando na Paraíba, mas já se tornou um fenômeno nacional. De 1983 até hoje, soma em seu currículo uma lista de 16 exposições internacionais, destacando-se trabalhos realizados na Flórida, Nova York, Washington, Ovar, Paris, Buenos Aires, Alemanha, Itália, Londres, entre outras. Hoje, o artista tem trabalhos publicados em livros importantes como “Brazilian Knotd – Embaixada do Brasil – Londres”; “Brasilian Art – São Paulo”; participou de vários livros de Bienal Naifs do Brasil; “XXVIII Anuário do Clube da Criação de São Paulo”; “10 Anos do Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro”.

Dono de muitos prêmios, Clóvis Júnior se destaca com premiações de 1° lugar em diversos concursos pela ONU em 1993. Contando no seu currículo com 35 exposições individuais no Brasil e no mundo e mais de 50 exposições coletivas e salões. Há outra série de exposições coletivas e participações na Bienal Naifs do Brasil, em São Paulo; Exposição Bikoo-kem(Eco 92), no Rio de Janeiro. Para nosso orgulho, Clóvis está entre nós, criando e se inspirando na Paraíba, mas já se tornou um fenômeno nacional. De 1983 até hoje, soma em seu currículo uma lista de 16 exposições internacionais, destacando-se trabalhos realizados na Flórida, Nova York, Washington, Ovar, Paris, Buenos Aires, Alemanha, Itália, Londres, entre outras. Hoje, o artista tem trabalhos publicados em livros importantes como “Brazilian Knotd – Embaixada do Brasil – Londres”; “Brasilian Art – São Paulo”; participou de vários livros de Bienal Naifs do Brasil; “XXVIII Anuário do Clube da Criação de São Paulo”; “10 Anos do Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro”.

FONTE: www.clovisjunior.com.br


Prêmios e Salões

  • 2008: Comenda “Gente que faz a nossa Paraíba”, Guarabira, PB.
  • 2008: Medalha Honorífica Osmar de Araújo Aquino, Guarabira,PB.
  • 2007: Medalha Augusto dos Anjos, Assembléia Legislativa da Paraíba, João Pessoa, PB.
  • 2006: Participação do Livro Artistas Brasileiros, Senado Federal, Brasília, DF.
  • 2006: Título de Cidadão Pessoense, João Pessoa, PB.
  • 2006: Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 2005: Participação do Livro Brazilian Art, São Paulo, SP.
  • 2005: Artista paraibano selecionado para compor Calendário 2005, CHESF, João Pessoa, PB.
  • 2004: Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 2004: III Bienal Internacional de Gravuras, Jundiaí, SP.
  • 2003: XXVIII Anuário do Clube de Criação de São Paulo, SP.
  • 2003: 10 anos do Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, RJ.
  • 2000: XV Noite da Cultura da Paraíba, Menção Honrosa, João Pessoa, PB.
  • 2000: V Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 1997: Lendas e Crenças: Mostra Itinerante de Arte de São Paulo, SP.
  • 1996: Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba, SP.
  • 1996: 1° Salão Mercosul de Arte Sacra, Grande Menção Honrosa, Buenos Aires, Argentina.
  • 1996: Troféu Paraíba Artista Plástico do Ano, João Pessoa, PB.
  • 1993: 1° Lugar no Concurso Nacional de Cartazes Contra as Drogas, Promovido pela ONU, Brasília, DF.
  • 1992: Mostra Internacional de Arte Ingênua e Primitiva, Menção Honrosa, Piracicaba, SP.
  • 1990: 3° Lugar no Concurso Listel/Telpa, Catálogo Telefônico da Paraíba, PB.
  • 1987: 1° Lugar no Concurso Listel/Telpa, Catálogo Telefônico da Paraíba, PB.
  • 1986: Salão Cenas da Cultura Popular, Piracicaba, SP.
  • 1985: A Presença do Mar nas Artes Plásticas, Galeria Pedro Américo, João Pessoa, PB.
  • 1985: Prêmio Aquisição Salão São João, Galeria Pedro Américo João Pessoa, PB.
  • 1985: VI Salão Municipal de Artes Plásticas, (artista convidado), João Pessoa, PB.
  • 1983: XXXVI Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, Recife.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Clóvis_Júnior

Obra do artista plástico Clóvis Junior.

Obra do artista plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

A entrevista a seguir foi  retirada do site:  www.brazilianartists.net :

Londres fica mais colorida neste verão

A arte de Clóvis Júnior arde e encanta brasileiros apaixonados por sua terra natal.

Por Georgia Martins*

O suspiro alto e a alegre surpresa foram minhas primeiras reações ao ver o colorido dos quadros de Clóvis Júnior na Galeria 32 da Embaixada Brasileira em Londres. Artista plástico há 20 anos, o poeta das telas Clóvis Júnior nos recebe com a mesma beleza e simplicidade que vemos em seus quadros. Seguidor e expoente brasileiro da arte naïf, acostumou-se a fazer exposições internacionais, principalmente após ter recebido o primeiro prêmio no Concurso Nacional de Cartazes promovido pela ONU em 1993, tendo seu trabalho divulgado em mais de 150 países. Suas últimas exposições passaram por Portugal, Alemanha, Milão, Nova Iorque, Paris, entre outros. Em Londres, apresenta até o dia 26 de junho a exposição Magic Paintings, seguindo depois para a Embaixada do Brasil em Berlim.

A explosão de cores característica de seu trabalho retrata, como ele mesmo define, um Cordel colorido. Paraibano e morador de João Pessoa, tem muito a mostrar sobre nossa cultura nordestina.

A cultura naïf tem origem na França pelos pincéis de Russeau, que registra então as primeiras marcas de uma arte ingênua, primitiva, natural, como é definida. Pintar a fauna, o meio ambiente e o folclore, com incursões sociais no meio do caminho também são traços marcantes da pintura naïf.

Leia abaixo entrevista exclusiva concedida por Clóvis Júnior ao www.BrazilianArtists.net para o jornal Brazilian News.

BA: Há uma citação de Jorge Amado sobre a pintura naïf em que ele disse o seguinte: “Sou daqueles que acham que a única pintura brasileira que possui caráter realmente nacional e se expressa numa corrente de nossa cultura mestiça é a pintura naïf, ingênua, primitiva – cada um escolha a designação que lhe pareça melhor”.

Depois do pai da palavra nordestina eu quero saber de você. A arte naïf não é uma arte de origem brasileira mas podemos dizer ser a mais brasileira das artes?

Clóvis: Eu considero a mais brasileira das artes por que a gente vê a nossa cultura nela. A pintura naïf representa muito bem os nossos povos, nossos costumes, nossas festas folcloricas, quer dizer, tem uma identidade e força muito grande por que representa diretamente os movimentos que acontecem no país e o pintor é um repórter clássico, ele reproduz aquilo que vê pras pessoas poderem ver tambem.

BA: Podemos dizer então que é uma arte popular com tendências folclóricas. Voce acredita que essa é uma característica da pintura naïf em geral ou pintar o folclore é uma contribuição essencialmente brasileira nesse estilo de arte?

Clóvis: O folclore é uma fonte de inspiração tamém para a pintura naïf, não que ele seja obrigado a pintar somente isso, a arte naïf é livre. Eu por exemplo prefiro pintar o lado bom da vida, a alegria, a harmonia, o bem estar do ser humano. De violência já basta o que a gente vê na televisão. Claro que o artista pode mostrar o que quiser mas eu prefiro pintar o lado bom da vida, acho que o espírito é esse.

BA: E a questão da crítica social percebida em seus quadros, como você a retrata?

Clóvis: Pintei uma vez um dragão caindo no Congresso em Brasilia e um político da minha cidade quando viu o quadro ficou chocado por que ele não entendeu a mensagem e nem eu quis dizer a ele o que era. A mensagem está no que você pensa, né? Um outra vez pintei um quadro do bando de Lampião chegando no Congresso com os políticos corruptos atrás.O quadro não era assim agressivo mas tinha também uma mensagem política que não é direta, ela é surrealista. Meu trabalho tem muito disso, esse surrealismo, essa coisa meio fantástica, de ilusão, do imaginário. Não estou diretamente ligado à pintura tradicional naïf de pessoas do interior, gosto de trabalhar com o surrealismo de quebrar as figuras também. Por exemplo, criei uma vez um Lampião montado em um cavalo marinho. Se eu tivesse feito um cavalo comum seria mais um pintado, mas eu fiz ele vir em uma outra forma, em uma outra roupagem. Na minha imaginação ele foi à Brasilia assim, com uma festa grande atrás dele.

BA:O historiador brasileiro Jose Pierre afirma que o artista naïf se mantém sempre como um “primitivo de épocas futuras”. Voce concorda? Qual o futuro da pintura naïf brasileira?

Clóvis: O brasileiro ao longo do tempo foi tão colonizado, globalizado que a nossa auto-estima era muito pouca, só via o outro lado, nunca valorizava os artistas da terra. A pintura naïf também sofreu muito isso, essa rejeição por ser uma pintura simples que não seguia um padrão de qualidade acadêmica. Eu, por exemplo, no começo sofri muitas críticas por alguns artistas de outras escolas por ser um pintor primitivo mas mesmo assim eu segui em frente e hoje estou aqui, fazendo o meu trabalho, o resultado está aqui. Assim como em todas as outras tendências artísticas, sempre vai haver uma pessoa pra dar continuidade. A pintura naif não tem moda, passa tudo na frente dela e ela segue caminhando com sua característica particular. Não importa em que época estamos, ela é natural, tem seu lugar certo na arte.

BA:Os brasileiros que visitam sua exposição conseguem identificar todo um significado social retratado em seu quadros por que estes são aspectos de nossa cultura. E os europeus, como reagem ao seu trabalho?

Clóvis: Infelizmente o europeu na maioria das vezes tem mais olhos pra nossa pintura que os próprios brasileiros. É engracado que quando eles vêem meu trabalho, tem apenas uma noção do que é o Brasil, eles vêem que o Brasil é um pais que ainda está por ser descoberto, não sabem a potência que o país tem, da alegria de um povo que independente de crise está sempre com sorriso na boca, não precisa ser rico ou pobre pra ser alegre. Certa vez estava com uma exposição em Buenos Aires e uma pessoa me perguntou: ‘Por que vocês só vivem sorrindo se ganham tão pouco?’ Eu tomei um choque com aquela pergunta. Na época a Argentina estava bem e aí eu disse ‘mas por que vocês ganham tão bem e são todos tão tristes?’

BA: Percebi que você tem umas xilogravuras expostas também. Tem aí uma influência de Cordel?

Clóvis: Esses quadros na verdade são cordéis coloridos, os traços da xilogravura estão todos aí, é puro cordel. A arte no cordel nasceu pela necessidade de se expressar, é outro movimento da pintura junto com a poesia. Eu faço a xilogravura também, que é assim um trabalho muito particular, é como se fosse uma mágica. Você com um papel, estilete, um lápis, um cartão e pronto, ja fez uma xilogravura, que é mágica pela sua simplicidade. O bom da xilogravura pro meu trabalho é que ele quebra o colorido.

BA: O tema da sua exposição é “Pinturas Mágicas”. Mágicas por que?

Clóvis: Porque você pode criar a mágica em cima de cada quadro. Eu posso dizer que esse quadro é isso e você imagina de outra forma, ele dá essa possibilidade de você viajar, de também fazer parte dele. Aí que está a magia da pintura dos meus quadros, deixar as pessoas à vontade com eles.

A exposição aconteceu dias 10 a 26 de junho de 2004 na Galeria 32, Embaixada do Brasil em Londres.

* Geogia Martins é poeta e estudante do curso de jornalismo da PUC-SP. Atualmente vivendo em Londres, ela participa do movimento www.BrazilianArtists.net.

FONTE: http://www.brazilianartists.net/profiles/clovisrossi/interview_portuguese.htm

Como tudo começou – Creúsculo/Twilight

É fascinante a história de sucesso dessa autora, a Stephenie Meyer. Fuçando em seu site (www.stepheniemeyer.com) descobri como a mesma fez essa genial obra que deu origem as suas sucessoras:

“Eu recebo uma tonelada de perguntas sobre como eu vim com a história de Twilight e como consegui-lo publicado. Posso estar matando minha página de FAQ, fazendo isso, mas aqui está toda a história:

A Escrita: Eu sei a data exata em que começou a escrever Crepúsculo, porque ele também foi o primeiro dia de aulas de natação para os meus filhos. Então eu posso dizer com certeza que tudo começou em 2 de junho de 2003. Até este ponto, eu não tinha escrito nada além de alguns capítulos (de outras histórias) que nunca cheguei muito longe, e nada desde o nascimento do meu primeiro filho, seis anos antes.

Eu acordei (naquele 2 de junho) a partir de um sonho muito vívido. No meu sonho, duas pessoas estavam tendo uma conversa intensa em uma campina na floresta. Uma dessas pessoas era apenas uma garota a sua média. A outra pessoa era fantasticamente linda, brilhante, e um vampiro. Eles estavam discutindo as dificuldades inerentes ao fato de que A) eles foram caindo no amor com os outros, enquanto B) o vampiro estava particularmente atraído pelo cheiro do sangue dela, e estava tendo um momento difícil imobilizar-se de matá-la imediatamente. Por que é essencialmente uma transcrição do meu sonho, por favor consulte o capítulo 13 ( “Confissões”) do livro.

Embora eu tivesse um milhão de coisas para fazer (ou seja, fazer café da manhã para as crianças com fome, vestir e trocar as fraldas das crianças, disse, encontrando as roupas de banho que ninguém coloca longe no lugar certo, etc), eu fiquei na cama, pensando o sonho.Fiquei tão intrigado com a história do casal sem nome que eu odiava a idéia de esquecê-lo, era o tipo de sonho que faz você querer chamar sua amiga e chatear ela com uma descrição detalhada. (Além disso, o vampiro era tão enervante de boa aparência, que eu não queria perder a imagem mental.) Involuntariamente, acabei por me levantei e fiz as necessidades imediatas e, em seguida, colocar tudo o que eu poderia possivelmente em banho-maria e sentou-se ao computador para escrever algo que eu não tinha feito há tanto tempo que eu me perguntava por que eu estava incomodando. Mas eu não queria perder o sonho, então eu digitei o máximo que eu podia lembrar, chamando os personagens de “ele” e “ela”.

Desse momento em diante, não passou um dia que eu não escrevo alguma coisa. Em dia ruim, eu teria que digitar apenas uma ou duas páginas, em bom dia, gostaria de terminar um capítulo e então alguns. Eu escrevia principalmente à noite, depois que as crianças estavam dormindo, para que eu pudesse me concentrar por mais de cinco minutos sem ser interrompido. Eu comecei na cena no prado e escreveu até o fim. Então eu voltei para o início e até escreveu as peças se encaixassem. Eu dirigi o ponto de ouro “que ligavam no final de agosto, três meses depois.

Levei algum tempo para encontrar nomes para a dupla anônima. Para o meu vampiro (quem eu era apaixonado desde o primeiro dia), decidi usar um nome que já tinha sido considerado romântico, mas que havia caído de popularidade nas últimas décadas. Sr. Charlotte Bronte’s Mr. Rochester e Jane Austen Ferrars foram os personagens que me levaram ao nome de Edward. Eu fiquei tentando e descobri que se encaixa bem. Meu personagem feminina foi mais difícil. Nada que eu nomeou parecia perfeito. Depois de passar tanto tempo com ela, eu a amava como uma filha, e nenhum nome foi bom o suficiente.Finalmente, inspiradas por esse amor, eu dei-lhe o nome que eu estava guardando para a minha filha, que nunca tinha aparecido e era pouco para colocar em uma aparição neste ponto: Isabella. Hurra! Edward e Bella foram nomeados. Para o resto dos personagens, eu fiz um monte de pesquisar nos registros censitários de idade, à procura de nomes populares nos tempos que eles haviam nascido. Algumas curiosidades: Rosalie era originalmente “Carol” e Jasper foi o primeiro “Ronald”. Eu gosto de os novos nomes muito melhor, mas de vez em quando eu escorregava e trocava Carol ou Ron por acidente. É realmente confunde as pessoas que lêem meus rascunhos.

Pela minha definição, eu sabia que precisava de algum lugar ridiculamente chuvoso. Virei-me para o Google, como eu faço para todas as minhas necessidades de investigação, e olhou para o local com maior precipitação em os U. S. Este acabou por ser a Península Olímpica no estado de Washington. Puxei mapas da área e estudá-los, procurando por algo pequeno, fora do caminho, cercado por florestas … E ali, exatamente onde eu queria que fosse, era uma pequena cidade chamada “Forks”. Não poderia ter sido mais perfeito se eu tivesse chamado-o eu mesmo. Eu fiz uma pesquisa de imagens do Google na área, e se o nome não tinha me vendido, as fotografias belíssimas teria feito o truque. (Imagens como essas da Floresta Hoh (uma curta distância de Forks). Veja também garfos-web.com). Na pesquisa Forks, eu descobri o a Reserva La Push, o lar da tribo Quileute. Quileute, a história é fascinante, e alguns membros da tribo fictícia rapidamente tornou-se intrínseca à minha história.

Todo esse tempo, Bella e Edward estavam, literalmente, as vozes na minha cabeça. Eles simplesmente não se calaram. Eu ia ficar até tão tarde quanto eu poderia estar tentando fazer todas as coisas em minha mente digitado para fora, e depois engatinhar, exaustos, na cama (meu bebê ainda não estava dormindo durante à noite, até o momento) só para ter outra conversa iniciar na minha cabeça. Eu odiava perder alguma coisa por esquecimento, assim que eu levantar a cabeça para trás e para baixo para o computador. Eventualmente, eu tenho uma caneta e um caderno ao lado da minha cama para anotar. Era sempre um desafio emocionante de manhã para tentar decifrar as coisas que eu tinha rabiscado através da página no escuro.

Durante o dia, eu não podia ficar longe do computador, qualquer um. Quando eu estava preso em aulas de natação, nos 115 graus da luz do sol Phoenix, gostaria de enredo e regime e voltar para casa com tantas coisas novas que eu não conseguia digitar rápido o suficiente. Foi o seu verão Arizona típico, quente, ensolarado, quente e quente, mas quando penso voltar aos três meses, eu me lembro de chuva e frio coisas verdes, como se eu realmente passasse o verão na Mata Olímpicos.

Quando eu ia terminar o corpo do romance, comecei a escrever epílogos … lotes de epílogos.Isso acabou induzindo-me para o fato de que eu não estava pronta para abrir mão de meus personagens, e eu comecei a trabalhar na sequência. Enquanto isso, continuou a editar Crepúsculo de uma forma muito obsessiva-compulsiva.

Minha irmã mais velha, Emily, era a única que realmente sabia o que estava fazendo. Em junho, eu comecei a lhe enviar capítulos que acabei eles, e ela logo se tornou minha melhor torcida. Ela sempre foi verificar para ver se eu tinha algo novo para ela. Emily foi quem primeiro sugeriu, depois que eu tinha terminado, que eu deveria tentar obter Twilight publicado.Fiquei tão chocada pelo fato de eu realmente terminar um livro todo, que eu decidi olhar para ele.

Para dizer o mínimo, eu era ingênua sobre a publicação. Eu pensei que funcionava assim: você imprimia uma cópia de seu romance, embrulhava em papel pardo, e enviava-o para uma editora. Ho ho ho, isso é uma boa. Comecei procurar (naturalmente) e comecei a descobrir que essa não era a forma como é feito. Todo o conjunto com consulta de letras, agentes literários, apresentação simultânea contra envios exclusivos sinopses, etc, foi extremamente intimidante, e eu quase não saia. Certamente não era a minha crença no talento fabuloso que me fez avançar, eu acho que era justo que eu amava tanto os meus personagens, e eles estavam tão real para mim, que eu queria que outras pessoas os conhecesse também.

Eu subscrevi a WritersMarket.com e compilou uma lista de pequenos editores que aceitaram propostas não solicitadas e algumas agências literárias. Foi nessa época que minha irmã caçula, Heidi, mencionado site Janet Evanovich para mim. Em seu Q e A para a seção de escritores, Janet E. mencionado Writers House, entre alguns outros, como “a coisa real” no mundo das agências literárias. Writers House passou na minha lista de desejos como o mais desejável, e também menos provável.

Eu mandei as consultas em torno de quinze (e ainda sinto borboletas no estômago residual quando dirijo pela caixa Enviei as cartas-emails deles era aterrorizante.). Afirmo que, para o registro, que minhas consultas realmente me sugaram, e eu não culpo ninguém que me enviou uma rejeição (fiquei com sete ou oito deles. Eu ainda tenho todos eles, também). A rejeição que realmente foi ferido em uma pequena agência que realmente ler o primeiro capítulo antes que ela deixou cair o machado sobre mim. O pior rejeição que eu recebi veio depois de Little, Brown , me pegou de um contrato de três livros, por isso não me incomoda em tudo. Eu vou admitir que eu considerava enviar de volta uma cópia dessa rejeição grampeado ao escrever-te o meu negócio começou em Publisher’s Weekly, mas tomei o caminho mais elevado.

Minha grande surpresa veio na forma de um assistente Writers House chamado Genevieve. Eu não consegui descobrir até muito mais tarde o quão sortudo eu era, despeja que o general não sabia que 130.000 palavras, é um pedaço inteiro de um monte de palavras. Se ela soubesse que 130K palavras seria igual a 500 páginas, ela provavelmente não teria pedido para vê-lo. Mas ela não sabia (enxugando o suor da testa), e ela pediu para ler os três primeiros capítulos. Fiquei emocionada ao receber uma resposta positiva, mas um pouco preocupada porque eu senti o início do livro não fazia parte mais forte. Eu enviei fora desses três capítulos e recebi uma carta de volta uma semana depois (eu mal conseguia abri-la, minhas mãos estavam tão fracas, com medo). Era uma carta muito simpática. Ela voltou com uma caneta e duas vezes sublinhado a parte onde ela digitou o quanto ela gostava de os três primeiros capítulos (eu ainda tenho essa carta, é claro), e ela pediu para todo o manuscrito. Esse foi o exato momento em que percebi que eu poderia realmente ver Twilight na cópia, e realmente um dos pontos mais feliz em toda minha vida. Eu fiz um monte de gritos.

Cerca de um mês depois de eu ter enviado o manuscrito, eu recebi um telefonema de Jodi , um agente literário bem honesto, que queria representar o meu livro. Eu tentei muito duro para soar como uma profissional e uma adulta durante essa conversa, mas eu não tenho certeza se eu enganei ela. Mais uma vez, minha sorte foi enorme (e eu não costumo ter sorte-Eu nunca ganhei nada na minha vida, e ninguém pega um peixe quando eu estou no mesmo barco), porque Jodi é o super-agente. Eu não poderia ter acabado em melhores mãos. Ela é advogada, ninja (parte que está trabalhando para ganhar o seu cinturão negro, agora, sem brincadeira), uma editora bastante surpreendente em seu próprio direito, e uma grande amiga.

Jodi e eu trabalhamos por duas semanas em Twilight para entrar em forma antes de o enviar para os editores. A primeira coisa que trabalhei foi o título, que começou como Forks (e ainda tenho um ponto minúsculo soft para esse nome). Então nós polimos até alguns pontos ásperos, e Jodi mandou para nove diferentes editoras. Isso realmente mexeu com a minha capacidade de dormir, mas felizmente eu não estava em suspense por muito tempo.

Megan Tingley, de Megan Tingley Books, da Little, Brown and Company, leu Crepúsculo em um vôo cross-country e voltou para a Jodi dias após o fim de semana de Ação de Graças com um acordo de preferência tão grande que eu sinceramente pensava Jodi foi puxando a minha perna especialmente a parte onde ela recusou a oferta e pediu mais. O resultado foi que, até ao final do dia, eu estava tentando processar a informação de que não só foi o meu livro vai ser publicado por uma das maiores editoras de adultos jovens no país, mas que eles iam me pagar para ele. Por muito tempo, eu estava convencido que era uma piada realmente cruel prática, mas eu não poderia imaginar que iria para esses extremos selvagem para desempenhar uma farsa sobre essa hausfrau um insignificante.

E foi assim que, no decurso de seis meses, Twilight foi sonhado, escrito, e aceito para publicação.

Manter as coisas ficando louca, o que com o negócio de filmes e todos os pré-publicação atenção que Twilight continua a receber. Embora eu tenha chegado impaciente ao longo do tempo, estou feliz que eu tive nos últimos dois anos para tentar chegar a um acordo com a situação. Estou muito ansioso para finalmente ter Twilight nas prateleiras, e mais um pouco assustada também. No geral, ele foi um verdadeiro trabalho de amor, amor por Edward e Bella e todo o resto dos meus amigos imaginários, e estou muito feliz que outras pessoas chegaram a conhecê-los agora.”

Stephenie Meyer

Stephenie Meyer

Stephenie Meyer e os atores  Robert Pattinson (Edward) e Kristen Stewart (Bella).
Stephenie Meyer e os atores Robert Pattinson (Edward) e Kristen Stewart (Bella).
Capa do livro Twilight

Capa do livro Twilight

A autora com os atores Edi Mue Gathegi (LAURENT) e Peter Facinelli (CHARLISLE CULLEN)

A autora com os atores Edi Mue Gathegi (LAURENT) e Peter Facinelli (CHARLISLE CULLEN)

Visite: www.stepheniemeyer.com

♪♫♫♪ Nana Rizinni ♪♫♫♪


NANA RIZINNI








NANA RIZINNI

Lapidada pela renomada baterista e professora Vera Figueiredo e depois pela escola inglesa (de Londres) Drum-tech, Naná, 28 anos, formou-se em instrumento popular (bateria) na Faculdade de Música Carlos Gomes, onde estudou com o baterista Ronaldo Palleze. Desde as aulas com a Vera, ela já tocava e gravava na cena de Sampa. Teve sua banda de rock, o Krepax, trabalho de 3 anos e um EP gravado. Após segurar suas baquetas técnicas e explosivas para vários grupos e artistas (a banda belga Vive La Fete, Tié, K-SIS, Kiko Loureiro, Cuca Teixeira, Khristiano Oliveira, Michel Leme, Eduardo Ardanuy, Vera Figueiredo, Monica Agena, Wilson Sideral, Rogerio Flausino, Champignon, Negra Li etc), Naná dirige a cena com este Bacon Eggs. O rock predomina no EP, mas a baterista comanda sua banda em uma viagem também pelo pop, groove, funk (por favor, o original americano, de James Brown e não das cachorras!) e até por um climazinho lounge (como em um trecho da canção “Danger Zone”).

Vi a Nana pela primeira vez no programa do profissão repórter e achei ela uma pessoa muito capaz e múltipla. A menina vai de cantora, compositora, professora de bateria, professora de inglês, diretora de musicais. Achei muito bacana a batalha dela para viver da música. Através do Orkut, consegui obter essa entrevista que vocês vão ler a seguir:

Nana: Olá Jordélia, obrigada pelo convite…

Jordélia: Nana, por gentileza, para começar, conta um pouquinho da sua trajetória.

Nana: Comecei a tocar batera com 17. Tive muitas bandas, toquei de tudo um pouco. Aos 23 fui estudar musica em Londres. Fiquei quase 2 anos lá, tocando, estudando e vivendo… Voltei pro Brasil, entrei na Faculdade de música, camelei pra terminar mas terminei. Toquei bastante e tive muitas bandas nessa época da faculdade, inclusive KREPAX (com Dionisio Neto, Mônica Agena e Hagape Cakau). No ano passado resolvi graver meu próprio trampo, e foi assim que nasceu o meu primeiro EP “Bacon Eggs”.

Jordélia: Na reportagem do Profissão repórter, a jornalista fala que você desistiu de duas faculdades. Como foi na hora de decidir desistir delas?

Nana: Ah, foi super simples. Foi pensar e fazer. Nunca tive dúvidas de nada Na segunda faculdade foi até um pouco radical, tipo: vou vender meu carro e ir pra Londres. E fui, dois meses depois que tive a idéia eu estava em Londres.

Jordélia: Na mesma reportagem eu vi que você toca em 5 bandas, compõe, dá aulas de bateria, ainda estava, na época, com a direção musical de uma peça e ainda acha tempo para malhar. Como é seu dia de rotina com esse “vuco-vuco” todo? Como você faz para repor as energias?

Nana: Esse negócio de 5 bandas não é bem assim… Ficou confuso um pouco. Na época tava com 5, mas é trampo não é banda – tipo freelancer… Acompanho alguns artistas, vezes sim, vezes não, faço sub as vezes… é assim! E fora isso dou aulas.

Jordélia: Quais são as bandas que você toca?

Nana: Agora, além do meu projeto, estou tocando em uma banda chamada Jack & Fancy. É um trio: Sandra Coutinho (das Mercenárias) no baixo e vocal, Clemente (Inocentes) na guitarra e vocal e eu na batera. Tô acompanhando também o cantor Thiago Pethit.

Jordélia:Eu fiquei encantada com as suas multifaces, você é praticamente uma ninja (rsrsrss). Como é a história de se afastar um pouco da música para dar aulas de inglês?

Nana: É engraçado. Eu me transformo em um outro personagem e entro num universo paralelo.

Jordélia: Quando o “Profissão Repórter” te convidou, qual foi a sensação? Existe algo do tipo antes e depois dessa matéria?

Nana: Foi uma matéria muito bacana de fazer, divertido. E claro, a galera que assistiu e que se interessou, foi atrás do meu trabalho… Mas antes e depois da materias acredito que não… Muito mais pessoas nas minhas páginas de internet…. rsrsrsrsrs

Jordélia: O bom de sua matéria ir ao ar é que tira um pouco o mito de que artista não rala, que é tudo vida mansa, quando na verdade é pura batalha, um leão ao dia. Como foi a hora que você viu que tinha que trilhar o caminho da música e que dali sairia sua independência financeira?

Nana: Foi muito natural. Eu não pensei nisso em nenhum momento durante o processo. Quando agente ama alguma coisa, agente não fica pensando nas consequencias… Ainda mais no futuro! Vc se joga. É tudo muito gostoso.. Os probleminhas que vão aparecendo no caminho você vai se virando, arrumando. Claro que não é fácil, mas tenho certeza que a decisão que tomei foi a melhor pra mim!

Jordélia: Seu vídeos-clips são muito criativos. Foi você mesma que os criou?

Nana: Foi eu em parceria com pessoas extremamente criativas. O primeiro video clip “Bacon Eggs” quem fez a direção foi a Anna Penteado e o Toni Pereira. Agente conversou muito e criamos a concepção juntos. A fotografia foi o Fernando Moraes. O figurino foi a Alexandra Fernandes (da Tudi Cofusi) e a Mak e hair foi a Stella Fernandes. Enfim, uma equipe de pessoas muito amigas e muito criativas…. O segundo clip “Busy in the City” foi direção do Felipe Igarashi. A make e hair stylist foi a Rachel Ramos. O Iga é um amigão meu que sempre tem umas idéias loucas, como eu, e agente se entende. Nosas parceria sempre funcionou muito bem!

Jordélia: Por que a maioria de suas músicas são em inglês? Vem alguma novidade aí em “Portuguese” pra o próximo álbum?

Nana: Com certeza! Novidade em português sim! E tb em espanhol, francês, japonês, polonˆ´s.. rsrsrs. Gosto de brincar com as línguas. Mas de fato a lingual que melhor me expresso é ingles. Cresci no EUA e sempre li em ingles… Então quando escrevo a lingual que sai é essa! Mas estou trabalhando nas minhas próximas composições e quero escrever em português sim!

Jordélia: Conta pra gente de onde vem tanta inspiração? Tem algumas influencias musicais que te ajudaram nesse repertório?

Nana: Tudo é inspiração. Pessoas, homens e mulheres, livros, filmes, músicas, lugares, baladas, minha vida, outras bandas… Tudo! Acho que as influências musicais que influenciaram nas minhas músicas são as que estão embutidas em mim… Tudo que escutei na vida e que escuto até hoje.

Jordélia: O que você ouve?

Nana: Eu gosto de ouvir de tudo. Gosto de saber o que está Rolando no cenário, baixo milhões de discografias… Gosto das coisas mais antigas, anos 70, 80… Essa nova safra gosto bastante também: The Ting Tings, MIA, MGMT, Killers, Raconteurs, Hot Chip, The Knife… Aqui no Brasil: Moxine, Brollies and Apples, Blubell, Tiê, Thiago Pethit…

Mas as bandas e artistas que escutei muito na vida: Led Zeppelin, Beatles, Madonna, Nação Zumbi, Chico, Cake, Blur, Radiohead, Beck, Michael Jackson… Puts, muita coisa….

Jordélia: Quando você passará aqui por João Pessoa?

Nana: Espero que logo! Adoraria tocar pra galera de João Pessoa…

Jordélia: Nana foi um prazer fazer essa entrevista louca, eu aqui no fim do mundo e você aí do outro lado me respondendo tudo numa boa. Você é uma simpatia, eu não a conheço pessoalmente, mas pela reportagem dá pra sentir isso. Sim, o que eu não esqueço e que achei muito legal foi quando a repórter te perguntou o que você pretendia com seu trabalho e que você disse: “conquistar o mundo”. Parabéns pelo seu trabalho e mais uma vez obrigada. Sucesso pra você!

Nana: Hahahaha…. Obrigada você pelo convite e tudo de bom! Parabéns pelo seu blog!

Sorte para nós!

Onde você pode encontrar a grande Nana Rizinni

Site: http://www.nanarizinni.com.br/

Blog: http://nanarizinni.blogspot.com

Profissão repórter:

:http://www.youtube.com/watch?v=GPCgNUoLtLg&feature=player_embedded

COMUNIDADES NO ORKUT:

RENAN AVERSARI


Renan Aversari

Estudante de Direito (último período)

Estudante de Física

Atleta

email: sr_aversari@hotmail.com

Jordélia: Renan, Porque junto com o “direito”, você, escolheu também fazer física. Qual dos dois cursos foi a primeira escolha? E por quê?

Renan: Minha primeira opção foi a física, foi uma escolha um tanto turbulenta. Sempre fui muito curioso, um aluno aplicado e sempre tive muita aptidão matemática. Durante minha infância, minha primeira experiência literária foi a enciclopédia Delta Universal, o que abriu minha mente para os livros e me fez despertar interesse especial pelo universo científico, tanto que montei um pequeno laboratório na casa onde morava. No ensino médio, houve uma identificação imediata com a física, a química e a biologia o que mostrava que nos próximos anos trilharia uma carreira científica, entretanto, a confusão instaurou-se justamente em qual curso escolher. Após muita pesquisa e muitas conversas com professores, o curso escolhido foi o bacharelado em física, motivado pela paixão a decisão havia sido tomada, iria ser um cientista. Nunca pensei em estudar direito na verdade, depois de muito insistir, meu pai acabou me convencendo a seguir uma carreira jurídica e, um ano depois de iniciar o curso de física, prestei um novo vestibular, dessa vez para direito.

Jordélia: O que te prende à física?

Renan: A física está incrustada em mim, foi o meu primeiro amor e continua a me encantar a cada dilema, a cada descoberta, a cada debate. O que me prende a física é o desejo de tornar-me um dia um grande cientista.

Jordélia: O que te prende ao direito?

Renan: O direito me conquistou pela sua beleza disfarçada, não é tão sublime e elegante quanto a física, entretanto, a lógica depreendida e sua filosofia fundamentalista o constituem academicamente com um encanto maestral, realmente é um curso encantador. O que me prende hoje ao direito é, principalmente, o vislumbre financeiro, ou seja, é a ambição por ser um profissional sem frustrações econômicas.

Jordélia: Conte-nos, como foi essa história do “foguete” e o sonho de trabalhar na NASA ?

Renan: Entre verdades e lendas, foi um episódio lúdico. Essa história do foguete começou com uma feira de ciências ainda nos tempos ginásio, eu e um amigo, hoje químico, tivemos essa ideia de construir alguns protótipos inocentes para a feira de ciências, mas nem houve a bendita feira, e então ficamos com aqueles projetos sem destinação específica. Acabamos levando em continuidade por diversão e a coisa tomou proporções inesperadas, ficando cada vez maiores, mais sofisticados e mais caros. Depois de destruir alguns telhados, remanescerem uns 30 quilos de alumínio para feitura de combustível aqui em casa, montes de rolos de plantas e projetos, muito dinheiro e horas gastas trabalhando nisso deixamos sobrestado, mas mais por falta de tempo do que por qualquer outro motivo. Essa história de ir para a NASA é mais uma estória, um lenda urbana ao meu respeito.

Jordélia: É sabido por todos seus amigos que você lê bastante, mas bastante mesmo. Em suas leituras, diga-nos uma obra, ou até mais, que você acha que todos deveriam ler.

Renan: Indicaria algumas obras que todos deveriam ler: O príncipe, de Maquiavel; A arte da guerra, de Sun Tzu; Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking; O mundo de sofia, de Jostein Gaarder e O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Outra leitura que não se configura como uma obra em si, mas são fabulosas também, são os provérbios chineses. Para mim, estas, além de excepcionais, são obras fundamentais.

Jordélia: Hoje, como aluno do curso de direito, como você vê o papel do advogado e/ou profissões agregadas na sociedade brasileira?

Renan: O advogado despende uma função essencial em qualquer sociedade moderna, sendo sua valia desenvolvida pela necessidade de uma sociedade justa e equilibrada onde haja a efetiva valoração e respeito, do povo, pelos princípios democráticos, pela Constituição e pelas leis, neste âmbito, o advogado resplande como um símbolo.

Jordélia: Como estudante de física, qual o futuro visto para essa ciência, no seu conceito?

Renan: Não só o futuro da física, mas também o de toda ciência reside no interminável, isto é, sempre novas descobertas são feitas e com isso mais mistérios a serem estudados, a ciência se concebe num ciclo ininterrupto em busca da verdade. Entretanto, os benefícios dos avanços científicos e tecnológicos são resvalados diretamente à população. Como exemplo desse efeito podemos citar os avanços na medicina, nos transportes, na comunicação, etc.

Jordélia: Você ainda quer ser “Diplomata”? Como se deu essa vontade e o que faz para que alcançar esse objetivo?

Renan: Na verdade não. A idéia da diplomacia me pareceu charmosa e convidativa, principalmente por seu estatus, no entanto, algumas dificuldades na carreira me fizeram desistir da idéia. A principal razão da minha desistência foi o abandono da carreira científica, isso me destruiria.

Jordélia: E a natação, como surgiu em sua vida?

Renan: A natação surgiu por uma recomendação médica, ainda quando criança, hoje a sigo como estilo de vida, a piscina e o cloro fazem parte do meu cotidiano. Pratico diariamente como atleta empenhado e com uma disciplina rigorosa. Seus benefícios são inúmeros, mas o que mais me contenta é estar sempre de bom humor.


Jordélia: Você é sempre disciplinado com as suas atividades ou a disciplina foi algo que você sentiu necessidade de adquirir?

Renan: A disciplina talvez seja o meu maior trunfo, juntamente com a paciência e a perseverança. Essa combinação sempre me rendeu ótimos resultados.

Jordélia: Você já fez alguma viagem a algum lugar que até hoje você não esquece? Qual? Fale-nos um pouco dela, por gentileza.

Renan: Viagens são sempre inesquecíveis, as companhias, os lugares desconhecidos, tudo isso me traz recordações muito boas, muito felizes. Talvez não conte, mas a viagem mais interessante que já fiz foi aqui nos arredores da minha própria cidade. João Pessoa, e também a Paraíba, tem uma história belíssima e este seu arcabouço permanece vivo e presente nos edifícios da cidade. Um dia, eu acompanhado de um amigo, visitamos, a pé, cada ponto histórico desde a cidade antiga até Cabedelo, escutando e “vivenciando” as histórias sobre os locais. Tivemos a oportunidade de ver algumas fotografias antigas da cidade e de conhecer mais intimamente a história de alguns prédios, igrejas e praças desta maravilhosa cidade. Sem dúvida a melhor viagem, a qual não sai da cidade, foi uma viagem “temporal” sobre os acontecimentos históricos de João Pessoa.

Jordélia: Seu pai tem um grande escritório de advocacia em João Pessoa, como você se sente em relação a um dia herdar as responsabilidades do escritório? Você pensa nisso ou simplesmente deixa as coisas irem acontecendo?

Renan: Inevitavelmente isso acabará acontecendo e terei de estar preparado para tanto, não é uma tarefa simples de fato. A vida nos ensina a estar preparado para todas as situações e venho me qualificando para isso. Existe um provérbio chinês que se aplica plenamente a esta situação, costumo repeti-lo para mim mesmo algumas vezes: “Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier”.

Jordélia: Depois dos dois cursos, que profissão você pensa em exercer?

Renan: O magistério, sempre tive esse objetivo, estou planejando um mestrado para o ano que vêm, em direito, pela PUC de São Paulo. Pretendo exercer a advocacia em comunhão com o magistério acadêmico. E quanto a ciência, eu a quero exercê-la sem pressões financeiras, resumindo-me a uma carreira acadêmica de alto nível, inclusive com participações em instituições de renome internacional.

Jordélia: E a paixão por música clássica, existe mais algum outro tipo de música que você goste?

Renan: A música é alimento da alma, é ela quem me movimenta. Me considero um eclético, mas além da música clássica, tenho uma queda especial pelo rock de vanguarda. Minha banda favorita é o Pink Floyd, não resisto a musicalidade deles, são solos incrivelmente delirantes. Algumas músicas como “Confortable numb”, “Learning to fly”, “Poles apart” e “Coming back to life” conseguem, literalmente, me paralisar.

Jordélia: Desde já, muito obrigada pela sua entrevista. Foi uma honra. Obrigada!!!

Renan além de grande amigo é colaborador do blog e quem me dá várias e várias ideias. Mais uma vez, Renan, muito obrigada!