NANA RIZINNI
Lapidada pela renomada baterista e professora Vera Figueiredo e depois pela escola inglesa (de Londres) Drum-tech, Naná, 28 anos, formou-se em instrumento popular (bateria) na Faculdade de Música Carlos Gomes, onde estudou com o baterista Ronaldo Palleze. Desde as aulas com a Vera, ela já tocava e gravava na cena de Sampa. Teve sua banda de rock, o Krepax, trabalho de 3 anos e um EP gravado. Após segurar suas baquetas técnicas e explosivas para vários grupos e artistas (a banda belga Vive La Fete, Tié, K-SIS, Kiko Loureiro, Cuca Teixeira, Khristiano Oliveira, Michel Leme, Eduardo Ardanuy, Vera Figueiredo, Monica Agena, Wilson Sideral, Rogerio Flausino, Champignon, Negra Li etc), Naná dirige a cena com este Bacon Eggs. O rock predomina no EP, mas a baterista comanda sua banda em uma viagem também pelo pop, groove, funk (por favor, o original americano, de James Brown e não das cachorras!) e até por um climazinho lounge (como em um trecho da canção “Danger Zone”).
Vi a Nana pela primeira vez no programa do profissão repórter e achei ela uma pessoa muito capaz e múltipla. A menina vai de cantora, compositora, professora de bateria, professora de inglês, diretora de musicais. Achei muito bacana a batalha dela para viver da música. Através do Orkut, consegui obter essa entrevista que vocês vão ler a seguir:
Nana: Olá Jordélia, obrigada pelo convite…
Jordélia: Nana, por gentileza, para começar, conta um pouquinho da sua trajetória.
Nana: Comecei a tocar batera com 17. Tive muitas bandas, toquei de tudo um pouco. Aos 23 fui estudar musica em Londres. Fiquei quase 2 anos lá, tocando, estudando e vivendo… Voltei pro Brasil, entrei na Faculdade de música, camelei pra terminar mas terminei. Toquei bastante e tive muitas bandas nessa época da faculdade, inclusive KREPAX (com Dionisio Neto, Mônica Agena e Hagape Cakau). No ano passado resolvi graver meu próprio trampo, e foi assim que nasceu o meu primeiro EP “Bacon Eggs”.
Jordélia: Na reportagem do Profissão repórter, a jornalista fala que você desistiu de duas faculdades. Como foi na hora de decidir desistir delas?
Nana: Ah, foi super simples. Foi pensar e fazer. Nunca tive dúvidas de nada Na segunda faculdade foi até um pouco radical, tipo: vou vender meu carro e ir pra Londres. E fui, dois meses depois que tive a idéia eu estava em Londres.
Jordélia: Na mesma reportagem eu vi que você toca em 5 bandas, compõe, dá aulas de bateria, ainda estava, na época, com a direção musical de uma peça e ainda acha tempo para malhar. Como é seu dia de rotina com esse “vuco-vuco” todo? Como você faz para repor as energias?
Nana: Esse negócio de 5 bandas não é bem assim… Ficou confuso um pouco. Na época tava com 5, mas é trampo não é banda – tipo freelancer… Acompanho alguns artistas, vezes sim, vezes não, faço sub as vezes… é assim! E fora isso dou aulas.
Jordélia: Quais são as bandas que você toca?
Nana: Agora, além do meu projeto, estou tocando em uma banda chamada Jack & Fancy. É um trio: Sandra Coutinho (das Mercenárias) no baixo e vocal, Clemente (Inocentes) na guitarra e vocal e eu na batera. Tô acompanhando também o cantor Thiago Pethit.
Jordélia:Eu fiquei encantada com as suas multifaces, você é praticamente uma ninja (rsrsrss). Como é a história de se afastar um pouco da música para dar aulas de inglês?
Nana: É engraçado. Eu me transformo em um outro personagem e entro num universo paralelo.
Jordélia: Quando o “Profissão Repórter” te convidou, qual foi a sensação? Existe algo do tipo antes e depois dessa matéria?
Nana: Foi uma matéria muito bacana de fazer, divertido. E claro, a galera que assistiu e que se interessou, foi atrás do meu trabalho… Mas antes e depois da materias acredito que não… Muito mais pessoas nas minhas páginas de internet…. rsrsrsrsrs
Jordélia: O bom de sua matéria ir ao ar é que tira um pouco o mito de que artista não rala, que é tudo vida mansa, quando na verdade é pura batalha, um leão ao dia. Como foi a hora que você viu que tinha que trilhar o caminho da música e que dali sairia sua independência financeira?
Nana: Foi muito natural. Eu não pensei nisso em nenhum momento durante o processo. Quando agente ama alguma coisa, agente não fica pensando nas consequencias… Ainda mais no futuro! Vc se joga. É tudo muito gostoso.. Os probleminhas que vão aparecendo no caminho você vai se virando, arrumando. Claro que não é fácil, mas tenho certeza que a decisão que tomei foi a melhor pra mim!
Jordélia: Seu vídeos-clips são muito criativos. Foi você mesma que os criou?
Nana: Foi eu em parceria com pessoas extremamente criativas. O primeiro video clip “Bacon Eggs” quem fez a direção foi a Anna Penteado e o Toni Pereira. Agente conversou muito e criamos a concepção juntos. A fotografia foi o Fernando Moraes. O figurino foi a Alexandra Fernandes (da Tudi Cofusi) e a Mak e hair foi a Stella Fernandes. Enfim, uma equipe de pessoas muito amigas e muito criativas…. O segundo clip “Busy in the City” foi direção do Felipe Igarashi. A make e hair stylist foi a Rachel Ramos. O Iga é um amigão meu que sempre tem umas idéias loucas, como eu, e agente se entende. Nosas parceria sempre funcionou muito bem!
Jordélia: Por que a maioria de suas músicas são em inglês? Vem alguma novidade aí em “Portuguese” pra o próximo álbum?
Nana: Com certeza! Novidade em português sim! E tb em espanhol, francês, japonês, polonˆ´s.. rsrsrs. Gosto de brincar com as línguas. Mas de fato a lingual que melhor me expresso é ingles. Cresci no EUA e sempre li em ingles… Então quando escrevo a lingual que sai é essa! Mas estou trabalhando nas minhas próximas composições e quero escrever em português sim!
Jordélia: Conta pra gente de onde vem tanta inspiração? Tem algumas influencias musicais que te ajudaram nesse repertório?
Nana: Tudo é inspiração. Pessoas, homens e mulheres, livros, filmes, músicas, lugares, baladas, minha vida, outras bandas… Tudo! Acho que as influências musicais que influenciaram nas minhas músicas são as que estão embutidas em mim… Tudo que escutei na vida e que escuto até hoje.
Jordélia: O que você ouve?
Nana: Eu gosto de ouvir de tudo. Gosto de saber o que está Rolando no cenário, baixo milhões de discografias… Gosto das coisas mais antigas, anos 70, 80… Essa nova safra gosto bastante também: The Ting Tings, MIA, MGMT, Killers, Raconteurs, Hot Chip, The Knife… Aqui no Brasil: Moxine, Brollies and Apples, Blubell, Tiê, Thiago Pethit…
Mas as bandas e artistas que escutei muito na vida: Led Zeppelin, Beatles, Madonna, Nação Zumbi, Chico, Cake, Blur, Radiohead, Beck, Michael Jackson… Puts, muita coisa….
Jordélia: Quando você passará aqui por João Pessoa?
Nana: Espero que logo! Adoraria tocar pra galera de João Pessoa…
Jordélia: Nana foi um prazer fazer essa entrevista louca, eu aqui no fim do mundo e você aí do outro lado me respondendo tudo numa boa. Você é uma simpatia, eu não a conheço pessoalmente, mas pela reportagem dá pra sentir isso. Sim, o que eu não esqueço e que achei muito legal foi quando a repórter te perguntou o que você pretendia com seu trabalho e que você disse: “conquistar o mundo”. Parabéns pelo seu trabalho e mais uma vez obrigada. Sucesso pra você!
Nana: Hahahaha…. Obrigada você pelo convite e tudo de bom! Parabéns pelo seu blog!
Sorte para nós!
Onde você pode encontrar a grande Nana Rizinni
Site: http://www.nanarizinni.com.br/
Blog: http://nanarizinni.blogspot.com
Profissão repórter:
:http://www.youtube.com/watch?v=GPCgNUoLtLg&feature=player_embedded
COMUNIDADES NO ORKUT: