LYA LUFT

http://twitter.com/Lya_Luft

“O nosso jeito de sobreviver: Não comendo lixo concreto, mas engolindo lixo moral e fingindo que está tudo bem”.



Quem é Lya Luft? Uma mulher gaúcha, brasileira, que faz cada vez mais, aos sessenta e um anos, o que desde os três ou quatro desejava fazer: jogar com as palavras e com personagens, criar, inventar, cismar, tramar, sondar o insondável. “Tento entender a vida, o mundo e o mistério e para isso escrevo. Não conseguirei jamais entender, mas tentar me dá uma enorme alegria. Além disso, sou uma mulher simples, em busca cada vez mais de mais simplicidade. Amo a vida, os amigos, os filhos, a arte, minha casa, o amanhecer. Sou uma amadora da vida. O que você nunca vai esquecer? Escutar o vento e a chuva nas árvores do imenso jardim que cercava a casa de meu pai, na minha infância”. Puro maravilhamento. O que lhe causa repugnância? Preconceito, hipocrisia. Vale a pena escrever? “Não escrevo porque “valha a pena”, mas porque me faz feliz, simplesmente”. O que falta à literatura brasileira? “Nada, não falta nada. Ela é o que é, simplesmente, cheia de graça, desgraça, florescente, múltipla, lutando com a crise econômica que atinge também as editoras, mas, como não se escreve para ficar rico, tudo bem”. E Deus? “Deus eu imagino como força de vida: luminosa, positiva, imperscrutável”. E o Brasil? Brasil cujo jeito é parecer não ter jeito. “Não quero jamais ter de morar longe dele. Aqui tudo é possível. E tanto está ainda por fazer”. O que fazer para reverter esse quadro de miséria? “Que os responsáveis por isso criem vergonha na cara”. Quem não merece respeito algum de ninguém? “Todos merecem algum respeito, no mínimo compaixão”. Você costuma rezar? “Não tenho nenhuma religião instituída, mas tenho uma profunda visão “religiosa”, sagrada, da natureza, das pessoas, do outro”. Qual é seu momento ideal para escrever? “O momento em que meu livro quer ser escrito. Mas normalmente produzo mais de manhã bem cedo. Gosto de ver o dia nascer, aqui na minha mesa de trabalho e do meu computador”. Se confessa uma mulher tímida, embora não pareça.

Todos esses Anjos

Todos esses Anjos que à noite
agitam cortinas e sussurram frases
que temes entender:
se te tomarem nos braços
se te beijarem na boca,
se te entrarem no corpo,
não te darão certeza de que morrer, viver,
são igualmente suaves e difíceis
loucos e sensatos , e urgentíssimos?

Poderás enfim amar, rendendo-te aquilo
que te aflora com suas asas,
te chama com suas vozes,
te vara constantemente com essa luz,
essa dor.

Lya Luft

Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ”Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.

Lya Luft

Canção na plenitude

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

O texto acima foi extraído do livro “Secreta Mirada”, Editora Mandarim – São Paulo, 1997, pág. 151.

Lya Luft

Bibliografia:

No Brasil:

- Canções de Limiar, 1964
- Flauta Doce, 1972
- Matéria do Cotidiano, 1978
- As Parceiras, 1980
- A Asa Esquerda do Anjo, 1981
- Reunião de Família, 1982
- O Quarto Fechado, 1984
- Mulher no Palco, 1984
- Exílio, 1987
- O Lado Fatal, 1989
- O Rio do Meio, 1996
- Secreta Mirada, 1997
- O Ponto Cego, 1999
- Histórias do Tempo, 2000
- Mar de dentro, 2000

(Todos os livros foram publicados pelas Edições Siciliano e Mandarim, São Paulo – SP)

- Perdas e ganhos, 2003 – Editora Record

No exterior:

- The Island of the Dead (O Quarto Fechado), E. U. A.

Os dados acima foram obtidos em livros da autora, páginas da Internet e em artigo publicado por Álvaro Alves de Faria, jornalista, poeta e escritor.


http://twitter.com/Lya_Luft : A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida ‘ … (Twitter não oficial da Lya).

Lya Luft

Literatura Inglesa – William Blake

Retrato de William Blake, por Thomas Phillips.

Retrato de William Blake, por Thomas Phillips.

De acordo com sua biografia, William Blake ( nascido em Londres, 28 de novembro de 17757 a 12 de agosto de 1827), poeta, pintor e ilustrador,  filho de James e Catherine Blake. Ele foi um verdadeiro revolucionário de sua época,  pois, por meio de seus textos, encorajava as pessoas a se deligarem das imposições religiosas e políticas à procura de seus valores e ideais próprios.

Profundamente impressionado com o ritmo de atividades irrefreáveis nas Revoluções Americanas e Francesa, com todas as suas consequências sociais, Blake aplicou princípios revolucionários em suas reflexões acerca do desenvolvimento dinâmico do indivíduo. Sua obra pode ser dividida em dois períodos: antes e depois de Matrimônio do Céu e do Inferno, que li  através de um presente de aniversário de anos atrás de Renan Aversari. No início, as obras de William Blake eram basicamente de natureza poética, com algumas narrativas a respeito de lendas da Inglaterra, composições meditativas e alguns hinos idealizados à natureza. There is no Natural Religion faz parte desse período.

Apenas dois de seus primeiros livros de poesia foram publicados enquanto ele ainda era vivo. São eles: Canções de Inocência e Canções de Experiência. Depois do surgimento de Matrimônio do Céu e do Inferno, Blake entra no período mais criativo de sua carreira e passa a se preocupar com a temática do desenvolvimento interno do ser humano. Foi nesse período que  Blake produziu The Four Zoas e Jerusalem. Não é sem motivo que Matrimônio do Céu e do Inferno representa um marco na carreira de William Blake. Toda sua filosofia está resumida neste livro, totalmente ilustrado e colorido, e merece ser conhecida, dada a sensibilidade e a inteligência  com que foi concebida por este revolucionário de seu tempo. Viveu num período significativo da história, marcado pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglatera. A literatura estava no auge do que se pode chamar de clássico “augustano”", uma espécie de paraíso para os conformados às convenções sociais, mas não para Blake que, nesse sentido era romântico, “enxergava o que muitos se negavam a ver: a pobreza, a injustiça social, a negatividade do poder da Igreja Anglicana e do estado.

Em 1782, após um relacionamento infeliz que terminou com uma recusa à sua proposta de casamento, Blake casou-se com Catherine Boucher. Blake ensinou-a a ler e escrever, além de tarefas de tipografia. Catherine retribuiu ajudando Blake devotamente em seus trabalhos, durante toda sua vida.

No dia de sua morte, Blake trabalhava exaustivamente em A Divina Comédia de Dante Alighieri, apesar da péssima condição física que culminaria no seu fim. Seu funeral, bastante humilde, foi pago pelo responsável pelas ilustrações do livro, e apesar de sua situação financeira constantemente precária, Blake morreu sem dívidas.

Hoje Blake é reconhecido como um santo pela Igreja Gnóstica Católica, e o prêmio Blake Prize for Religious Art (Prêmio Blake para Arte Sacra) é entregue anualmente na Austrália  em sua homenagem.

Vejamos algumas obras desse gênio:

Satã observando o amor de Adão e Eva, Mus. de Belas-Artes - Boston.

Satã observando o amor de Adão e Eva, Mus. de Belas-Artes - Boston.

A criação de Adão, Tate Gallery - Londres.

A criação de Adão, Tate Gallery - Londres.

O Eterno, Whitworth Art Gallery - Univ. de Mancheste.

O Eterno, Whitworth Art Gallery - Univ. de Mancheste.

O círculo da luxúria: Paolo e Francesca, A Divina Comédia.

O círculo da luxúria: Paolo e Francesca, A Divina Comédia.

Nesse enderço você pode encontrar as 182 obras de arte do Blake: http://pintura.aut.org/BU04?Autnum=11.210

Biografia:

  • Poetical Sketches (1783)
  • There is no Natural Religion (1788)
  • All Religions Are One (1788)
  • Songs of Innocence (1789)
  • Book of Thel (1789)
  • The French Revolution: A Poem in Seven Books (1791)
  • A Song of Liberty (1792)
  • The Marriage of Heaven and Hell (1793)
  • Visions of the Daughters of Albion (1793)
  • America, A Prophecy (1793)
  • Songs of Experience (1794)
  • Songs of Innocence and of Experience (1794)
  • Europe, a Prophecy (1794)
  • The Book of Urizen (1794)
  • The Song of Los (1794)
  • The Book of Ahania (1795)
  • The Book of Los (1795)
  • Night Thoughts (1797) (ilustrações)
  • Milton (1804)
  • Grave (1808)
  • Everlasting Gospel (1818)
  • Jerusalem (1820)
  • The Ghost of Abel (1822)
  • Dante’s Divine Comedy (1825) (ilustrações)
  • O livro de Jó da Bíblia (1826) (ilustrações)

Vejamos um trecho da obra Matrimônio do Céu e do Inferno:

Capa da obra pela Editora Madras.

Capa da obra pela Editora Madras.

Provérbios do Inferno

No tempo de semeadura, aprende; na colheita, ensina; no inverno, desfruta.

Conduz teu carro e teu arado sobre a ossada dos mortos.

O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria.

A Prudência é uma rica, feia e velha donzela cortejada pela Impotência.

Aquele que deseja e não age engendra a peste.

O verme perdoa o arado que o corta.Imerge no rio aquele que a água ama.

O tolo não vê a mesma árvore que o sábio vê.

Aquele cuja face não fulgura jamais será uma estrela.

A Eternidade anda enamorada dos frutos do tempo.

À laboriosa abelha não sobra tempo para tristezas.

As horas de insensatez, mede-as o relógio; as de sabedoria,

porém, não há relógio que as meça.

Todo alimento sadio se colhe sem rede e sem laço.

Toma número, peso & medida em ano de m´ngua.

Ave alguma se eleva a grande altura, se se eleva com suas próprias alas.

Um cadáver não revida agravos.

O ato mais alto é até outro elevar-te.

Se persistisse em sua tolice, o tolo sábio se tornaria.

A tolice é o manto da malandrice.

O manto do orgulho, a vergonha.

Prisões se constroem com pedras da Lei; Bordéis, com

tijolos da Religião.

A vanglória do pavão é a glória de Deus.

O cabritismo do bode é a bondade de Deus.

A fúria do leão é a sabedoria de Deus.

A nudez da mulher é a obra de Deus.Excesso de pranto ri.

Excesso de riso chora.

O rugir de leões, o uivar de lobos, o furor do mar em procela e a

espada destruidora são fragmentos de eternidade, demasiado grandes para o

olho humano.

A raposa culpa o ardil, não a si mesma.

A alegria  fecunda. Tristeza engendra.

Vista o homem a pele do leão, a mulher, o velo da ovelha.

O pássaro um ninho, a aranha uma teia, o homem amizade.

O tolo, egoísta e risonho, & o tolo, sisudo e tristonho,

serão ambos julgados sábios, para que sejam exemplo.

O que agora se prova outrora foi imaginário.

O rato, o camundongo, a raposa e o coelho espreitam as raízes; o leão, o

tigre, o cavalo e o elefante espreitam os frutos.

A cisterna contém: a fonte transborda.

Uma só idéia impregna a imensidão.

Dize sempre o que pensas e o vil te evitará.

Tudo em que se pode crer é imagem da verdade.

Jamais uma águia perdeu tanto tempo como quando se submete a tomar liçõe do corvo.

A raposa provê a si mesma, mas Deus provê ao leão.

De manhã, pensa, Ao meio-dia, age. Ao entardecer, come. De noite, dorme.

Quem consentiu que dele te aproveitasses, este te conhece.

Assim como o arado segue as palavras, Deus recompensa as preces.

Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da instrução.

Da água estagnada espera veneno.

Jamais saberás o que é suficiente, se não souberes o que é mais que

suficiente.

Ouve a crítica do tolo! É um direito régio!

Os olhos de fogo, as narinas de ar, a boca de água, a barba de terra.

o fraco em coragem é forte em astúcia.

A macieira jamais pergunta à faia como crescer; nem o leão ao

cavalo como apanhar sua presa.

Quem reconhecido recebe, abundante colheita obtém.

Se outros não fossem tolos, seríamos nós.

A alma de doce deleite jamais será maculada.

Quando vês uma Águia, vês uma parcela do Gênio; ergue a cabeça!

Assim como a lagarta escolhe as mais belas folhas para pôr seus

ovos, o sacerdote lança sua maldição sobre as alegrias mais belas.

Criar uma pequena flor é labor de séculos.

Maldição tensiona: Benção relaxa.

O melhor vinho é o mais velho, a melhor água, a mais nova.

Orações não aram! Louvores não colhem!

Júbilos não riem! Tristezas não choram!

A cabeça, Sublime; o coração, Paixão; os genitais, Beleza; mãos

e pés, Proporção.

Como o ar para o pássaro, ou o mar para o peixe, assim o desprezo para o desprezível.

O corvo queria tudo negro; tudo branco, a coruja.

Exuberância é Beleza.

Se seguisse os conselhos da raposa, o leão seria astuto.

O Progresso constrói caminhos retos;

mas caminhos tortuosos sem Progresso são caminhos de Gênio.

Melhor matar um bebê em seu berço que acalentar desejos irrealizáveis.

Onde ausente o homem, estéril a natureza.

A verdade jamais será dita de modo compreensível,

sem que nela se creia.

Suficiente! ou Demasiado.

Os Poetas antigos animaram todos os objetos sensíveis com Deuses e Gênios, nomeando-os e adornando-os com os atributos de bosques, rios, montanhas, lagos, cidades, nações e tudo quanto seus amplos e numerosos sentidos permitiam perceber.E estudaram, em particular, o caráter de cada cidade e país, identificando-os segundo sua deidade mental;Até que se estabeleceu um sistema, do qual alguns se favoreceram, & escravizaram o vulgo com o intento de concretizar ou abstrair as deidades mentais a partir de seus objetos: assim começou o Sacerdócio;Pela escolha de formas de culto das narrativas poéticas.E proclamaram, por fim, que os Deuses haviam ordenado tais coisas.Desse modo, os homens esqueceram que todas as deidades residem no coração humano.




Algumas informações foram retiradas de http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Blake








JANE AUSTEN

Jane Austen

Jane Austen

O único retrato da escritora considerado autêntico é um desenho realizado para ilustrar as Memórias de Austen-Leigh, uma reinterpretação realizada na era vitoriana de um desenho de sua irmã. Atualmente, o desenho está na National Gallery de Londres. A partir deste, foram criadas todas as variações de retratos de Jane Austen que podemos encontrar hoje em dia.


Fui apresentada a Jane Austen, lendo os livros da saga Crepúsculo da, também autora Stephenie Meyer, quando um de seus personagens citou as obras da Jane Austen.  E c0mo não encontrei os livros das citadas obras procurei ver os filmes, todos de época e maravilhosos. Daí então, procurei, pesquisei sobre essa brilhante mulher e autora.

Jane Austen nasceu em Steventon, Reino Unido, 16 de dezembro de 1775  e faleceu em  Winchester, Reino Unido, 18 de julho de 1817.  Foi uma  escritora inglesa, que representa o exemplo de uma vida que, sem grandes sobressaltos, em nada reduziu a estatura da sua ficção. A ironia que utiliza para descrever as personagens de seus romances a coloca entre os clássicos, haja vista sua aceitação, inclusive na atualidade, sendo constantemente objeto de estudo acadêmico, e alcançando um público bastante amplo. De  uma família pertencente à burguesia agrária, sua situação e ambiente serviram de contexto para todas as suas obras, cujo tema gira em torno do casamento da protagonista.  A inocência das obras de Austen é apenas aparente, e pode ser interpretada de várias maneiras. Os meios acadêmicos a têm considerado uma escritora conservadora, apesar de a crítica feminista atual reconhecer em suas obras uma dramatização do pensamento de Mary Wollstonecraft sobre a educação da mulher. Era a sétima filha do reverendo George Austen, o pároco Anglicano local, e de sua esposa Cassandra. O reverendo Austen era uma espécie de tutor, e suplementava os ganhos familiares dando aulas particulares a alunos que residiam em sua casa. A família era formada por oito irmãos, sendo Jane e sua irmã mais velha, Cassandra, as únicas mulheres. Cassandra e Jane eram confidentes, e hoje se conhece uma série de cartas de sua correspondência. Em 1783, Jane e Cassandra foram para a casa da Sra. Cawley, em Southampton, para prosseguir a educação sob sua tutela, porém tiveram que regressar para casa, devido a uma enfermidade infecciosa em Southampton.

Bibliografia

Entre 1785 e 1786, ambas foram alunas de um internato em  Reading, lugar que pode ter inspirado Jane para descrever o internato da Sra. Goddard, que aparece no romance Emma. A educação que Austen recebeu ali foi a única recebida fora do âmbito familiar. Por outro lado, sabemos que o reverendo Austen tinha uma ampla biblioteca e, segundo ela mesma conta em suas cartas, tanto ela quanto sua família eram “ávidos leitores de romances, e não se envergonhavam disso”. Assim como lia romances de Fielding e de Richardson, lia também  Frances Burney. O título de ORGULHO E PRECONCEITO, que foi adaptado para  filme também, por exemplo, foi retirado de uma frase dessa autora, no romance Cecilia. Entre  1782 e 1784, os Austen fizera representações teatrais na reitoria de Steventon, que entre 1787-1788 foram mais elaboradas graças à colaboração de sua prima, Eliza de Feuillide, (a quem dedicou Love and Freindship). Nos anos posteriores a 1787, Jane Austen escreveu, para o divertimento de sua familia, Juvenilia, que inclui diversas paródias da literatura da época. Entre 1795 e 1799 começou a redigir as primeiras versões dos romances que se publicariam sob os nomes  Sense and Snsibility (RAZÃO E SENSIBILIDADE, também adaptado para fime), Pride and Prejudice  (orgulho e preconceito) e Northanger Abbey   (que antes se intitulavam Elinor and Marianne, First Impressions, e Susan, respectivamente). Provavelmente, também escreveu Lady Susan nesta época. Em 1797, seu pai quis publicar Pride and Prejudice, mas o editor recusou.

Amores

Não há provas de que Jane foi cortejada por ninguém, apesar de um breve amor juvenil com Thomas Lefroy (parente irlandês de uma amiga de Austen), aos 20 anos. Em janeiro do ano seguinte, 1796, escreveu a sua irmã dizendo que tudo havia terminado, pois ele não podia casar por motivos econômicos. Pouco depois, uma tia de Lefroy tentou aproximar Jane do reverendo Samuel Blackall, mas ela não estava interessada.

Em 1800, seu pai decidiu mudar-se para Bath, cidade que Jane não apreciava muito, e nessa época a família costumava ir à costa todos os verões, e foi em uma dessas viagens que Jane conheceu um homem que se enamorou dela. Quando partiu, decidiram voltar a se ver, porém ele morreu. Tal fato não aparece, porém, em nenhuma de suas cartas, mas foi escrito muitos anos depois, e não se sabe o quanto esse namoro possa ter afetado Austen, ainda que alguns o considerem inspiração para a obra Persuasion.

Em dezembro de 1802, estando Jane e Cassandra com a família Bigg, perto de Steventon, Harris Bigg-Wither pediu Jane em casamento, e ela consentiu. Provavelmente, rompeu o compromisso no dia seguinte, e foi com Cassandra para Bath. Cassandra se havia comprometido com Thomas Fowle, que morreu de febre amarela  no Caribe em 1797. Thomas Fowle não tinha condições financeiras para se casar, e o compromisso vinha sendo adiado desde 1794; havia ido ao Caribe como militar, justamente para conseguir dinheiro. Nem Jane, nem Cassandra Austen se casaram.

Jane Austen

Jane Austen

Profissão

Em 1803, Jane Austen conseguiu vender seu romance Northanger Abbey (então intitulado Susan) por 10 libras esterlinas, apesar de o livro ter sido publicado somente 14 anos depois. É possível, também, que nessa ocasião tenha começado a escrever The Watsons, logo abandonando a ideia.

Em janeiro de 1805, morreu seu pai, deixando a esposa e as filhas em situação economicamente precária, e elas passaram a depender de seus irmãos e da pequena quantia que Cassandra herdara de seu prometido.

En 1806 os Austen se mudaram para Southampton, perto da marina de  Portsmouth, o que permitia a elas visitar frequentemente seus irmãos Frank e Charles, que serviam na marinha, chegando a almirantes.

Em 1809se mudaram para Chawton, perto de Alton e Winchester, onde seu irmão Edward podia abrigá-las em uma pequena casa dentro de uma de suas propriedades.  Esta casa tinha a vantagem de ser em Hampshire, o mesmo condado de sua infância. Uma vez instaladas, Jane retomou suas atividades literárias revisando Sense and Sensibility, que foi aceita por um editor em 1810 ou 1811, apesar de a autora assunir os riscos da publicação. Foi publicado de forma anônima, en outubro, como pseudônimo: “By a Lady”. Segundo o diário de Fanny Knight, sobrinha de Austen, esta recebeu uma “carta da tia Cass pedindo que não fosse mencionado que a tia Jane era a autora de Sense and Sensibility. Teve algumas críticas favoráveis, e se sabe que os lucros para Austen foram de 140 libras esterlinas.

Morte

No início de 1817 começou Sanditon, porém teve que abandonar a obra por seu estado de saúde. Para receber tratamento médico foi levada a Winchester, onde faleceu em 18 de julho de 1817.

Suas últimas palavras foram: “Não quero nada mais que a morte“. Tinha 41 anos,está enterrada na Catedral de Winchester. O epitáfio, na catedral de Winchester, não menciona que foi a autora de seus conhecidos romances. Em 1872, depois que James Edward Austen-Leigh publicou suas Memórias, foi colocada uma nova placa explicando sua condição de escritora e salientando: “She opened her mouth with wisdom and in her tongue is the law of kindness” (”Ela abriu sua boca com sabedoria e em sua língua reside a lei da bondade”).

Legado

Seus romances Persuasion e Northanger foram preparados para publicação por Henry Austen, e foram publicadas em 1817, em uma edição combinada de quatro volumes. Da mesma forma que nas obras anteriores, seu nome não consta, mas é citado apenas que se trata da mesma autora das outras obras, e traz uma “nota biográfica sobre o autor”, anunciando sua morte.


Na Britsh Library, também em Londres, pode-se encontrar uma caderneta presenteada por seu pai, ilustrada por Cassandra, sua irmã, onde Jane escreveu suas primeiras histórias. Também se encontram ali manuscritos dos últimos capítulos de “Persuasión”, e um pequeno escritório em madeira.



Existem dois museus dedicados a Jane Austen. O “Jane Austen Centre”, em Bath, é um museu público situado em uma casa georgiana em Gay Street, a alguns metros do número 25, onde residiu Austen em 1805.  O outro, “Jane Austen’s House Museum”, na cabana de Chawton, em Hampshire, lugar onde viveu a escritora de  1809 até 1817.  Tem um site do museu onde você pode ver fotos do local :

http://www.jane-austens-house-museum.org.uk/

Detalhes do local:

http://www.mainhighway.com/jah/house_tour1.htm

O filme Razão e sensibilidade tem duas versões, uma mais recente de 2008 e uma mais antiga de 1995. Ambas, fascinantes.

Veja trailer de 1995: http://www.youtube.com/watch?v=eJMnm28vAqQ , veja trailer de 2008: http://www.youtube.com/watch?v=DSoRk8KrPQM&feature=related

Veja trailer do filme Orgulho e Preconceito: http://www.youtube.com/watch?v=y7_DZFkmkco

Orgulho e Preconceito, Título original:Pride & Prejudice. Lançado em 2005.

Orgulho e Preconceito, Título original:Pride & Prejudice. Lançado em 2005.

Razão e Sensibilidade - 1995

Razão e Sensibilidade - 1995

Razão e Sensibilidade - 2005

Razão e Sensibilidade - 2005

305 livros GRÁTIS!

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É só clicar no título para ler ou imprimir.

1.
A Divina Comédia -Dante Alighieri
2.
A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3.
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4.
Dom Casmurro -Machado de Assis
5.
Cancioneiro -Fernando Pessoa
6.
Romeu e Julieta -William Shakespeare
7.
A Cartomante -Machado de Assis
8.
Mensagem -Fernando Pessoa
9.
A Carteira -Machado de Assis
10.
A Megera Domada -William Shakespeare
11.
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12.
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13.
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14.
Dom Casmurro -Machado de Assis
15.
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16.
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17.
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18.
A Carta -Pero Vaz de Caminha
19.
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20.
Macbeth -William Shakespeare
21.
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22.
A Tempestade -William Shakespeare
23.
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24.
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25.
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26.
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27.
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28.
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29.
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30.
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31.
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32.
A Mão e a Luva -Machado de Assis
33.
Arte Poética -Aristóteles
34.
Conto de Inverno -William Shakespeare
35.
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36.
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37.
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38.
A Metamorfose -Franz Kafka
39.
A Cartomante -Machado de Assis
40.
Rei Lear -William Shakespeare
41.
A Causa Secreta -Machado de Assis
42.
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43.
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44.
Júlio César -William Shakespeare
45.
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46.
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47.
Cancioneiro -Fernando Pessoa
48.
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49.
A Ela -Machado de Assis
50.
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51.
Dom Casmurro -Machado de Assis
52.
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53.
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54.
Adão e Eva -Machado de Assis
55.
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56.
A Chinela Turca -Machado de Assis
57.
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58.
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59.
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60.
Iracema -José de Alencar
61.
A Mão e a Luva -Machado de Assis
62.
Ricardo III -William Shakespeare
63.
O Alienista -Machado de Assis
64.
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65.
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66.
A Carteira -Machado de Assis
67.
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68.
Senhora -José de Alencar
69.
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70.
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71.
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72.
Sonetos -Luís Vaz de Camões
73.
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74.
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75.
Iracema -José de Alencar
76.
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77.
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78.
O Guarani -José de Alencar
79.
A Mulher de Preto -Machado de Assis
80.
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81.
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82.
A Pianista -Machado de Assis
83.
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84.
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85.
A Herança -Machado de Assis
86.
A chave -Machado de Assis
87.
Eu -Augusto dos Anjos
88.
As Primaveras -Casimiro de Abreu
89.
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90.
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91.
Quincas Borba -Machado de Assis
92.
A Segunda Vida -Machado de Assis
93.
Os Sertões -Euclides da Cunha
94.
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95.
O Alienista -Machado de Assis
96.
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97.
Medida Por Medida -William Shakespeare
98.
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99.
A Alma do Lázaro -José de Alencar
100.
A Vida Eterna -Machado de Assis
101.
A Causa Secreta -Machado de Assis
102.
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103.
Divina Comedia -Dante Alighieri
104.
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105.
Coriolano -William Shakespeare
106.
Astúcias de Marido -Machado de Assis
107.
Senhora -José de Alencar
108.
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109.
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110.
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111.
A ‘Não-me-toques’ ! -Artur Azevedo
112.
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113.
Obras Seletas -Rui Barbosa
114.
A Mão e a Luva -Machado de Assis
115.
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116.
Aurora sem Dia -Machado de Assis
117.
Édipo-Rei -Sófocles
118.
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119.
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120.
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121.
Tito Andrônico -William Shakespeare
122.
Adão e Eva -Machado de Assis
123.
Os Sertões -Euclides da Cunha
124.
Esaú e Jacó -Machado de Assis
125.
Don Quixote -Miguel de Cervantes
126.
Camões -Joaquim Nabuco
127.
Antes que Cases -Machado de Assis
128.
A melhor das noivas -Machado de Assis
129.
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130.
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131.
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132.
Helena -Machado de Assis
133.
Contos -José Maria Eça de Queirós
134.
A Sereníssima República -Machado de Assis
135.
Iliada -Homero
136.
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137.
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138.
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139.
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140.
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco.. -Fernando Pessoa
141.
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142.
A Carne -Júlio Ribeiro
143.
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144.
Don Quijote -Miguel de Cervantes
145.
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146.
A Semana -Machado de Assis
147.
A viúva Sobral -Machado de Assis
148.
A Princesa de Babilônia -Voltaire
149.
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150.
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151.
Papéis Avulsos -Machado de Assis
152.
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153.
Cartas D’Amor -José Maria Eça de Queirós
154.
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155.
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156.
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157.
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158.
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159.
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160.
Almas Agradecidas -Machado de Assis
161.
Cartas D’Amor – O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162.
Contos Fluminenses -Machado de Assis
163.
Odisséia -Homero
164.
Quincas Borba -Machado de Assis
165.
A Mulher de Preto -Machado de Assis
166.
Balas de Estalo -Machado de Assis
167.
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168.
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169.
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170.
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171.
CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172.
Cinco Minutos -José de Alencar
173.
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174.
Lucíola -José de Alencar
175.
A Parasita Azul -Machado de Assis
176.
A Viuvinha -José de Alencar
177.
Utopia -Thomas Morus
178.
Missa do Galo -Machado de Assis
179.
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180.
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181.
Hamlet -William Shakespeare
182.
A Ama-Seca -Artur Azevedo
183.
O Espelho -Machado de Assis
184.
Helena -Machado de Assis
185.
As Academias de Sião -Machado de Assis
186.
A Carne -Júlio Ribeiro
187.
A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188.
Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189.
Antes da Missa -Machado de Assis
190.
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191.
A Carta -Pero Vaz de Caminha
192.
LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193.
A mulher Pálida -Machado de Assis
194.
Americanas -Machado de Assis
195.
Cândido -Voltaire
196.
Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197.
El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198.
Conto de Escola -Machado de Assis
199.
Redondilhas -Luís Vaz de Camões
200.
Iluminuras -Arthur Rimbaud
201.
Schopenhauer -Thomas Mann
202.
Carolina -Casimiro de Abreu
203.
A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204.
Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205.
Memorial de Aires -Machado de Assis
206.
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207.
A última receita -Machado de Assis
208.
7 Canções -Salomão Rovedo
209.
Antologia -Antero de Quental
210.
O Alienista -Machado de Assis
211.
Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212.
Alma Inquieta -Olavo Bilac
213.
A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214.
A Semana -Machado de Assis
215.
Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216.
A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217.
Esaú e Jacó -Machado de Assis
218.
Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219.
História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220.
A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221.
Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222.
Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223.
Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224.
A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225.
Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226.
As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227.
O LIVRO D’ELE -Florbela Espanca
228.
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229.
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230.
Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231.
A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232.
Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233.
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234.
A Bela Madame Vargas -João do Rio
235.
Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236.
Cinco Mulheres -Machado de Assis
237.
A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238.
O Cortiço -Aluísio Azevedo
239.
RELIQUIAE -Florbela Espanca
240.
Minha formação -Joaquim Nabuco
241.
A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242.
Auto da Alma -Gil Vicente
243.
345 -Artur Azevedo
244.
O Dicionário -Machado de Assis
245.
Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246.
A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247.
AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248.
Cinco minutos -José de Alencar
249.
Lucíola -José de Alencar
250.
Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251.
A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252.
A Alegria da Revolução -Ken Knab
253.
O Ateneu -Raul Pompéia
254.
O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255.
Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256.
A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257.
Noite de Almirante -Machado de Assis
258.
O Sertanejo -José de Alencar
259.
A Conquista -Coelho Neto
260.
Casa Velha -Machado de Assis
261.
O Enfermeiro -Machado de Assis
262.
O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263.
Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264.
A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265.
Poemas -Safo
266.
A Viuvinha -José de Alencar
267.
Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268.
Contos para Velhos -Olavo Bilac
269.
Ulysses -James Joyce
270.
13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271.
Cícero -Plutarco
272.
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273.
Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274.
As Religiões no Rio -João do Rio
275.
Várias Histórias -Machado de Assis
276.
A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277.
Bons Dias -Machado de Assis
278.
O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279.
A Capital Federal -Artur Azevedo
280.
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281.
As Forças Caudinas -Machado de Assis
282.
Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283.
Balas de Estalo -Machado de Assis
284.
AS VIAGENS -Olavo Bilac
285.
Antigonas -Sofócles
286.
A Dívida -Artur Azevedo
287.
Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288.
Uns Braços -Machado de Assis
289.
Ubirajara -José de Alencar
290.
Poética -Aristóteles
291.
Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292.
A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293.
Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294.
Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295.
Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296.
Via-Láctea -Olavo Bilac
297.
O Mulato -Aluísio de Azevedo
298.
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
299.
Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300.
A Pata da Gazela -José de Alencar
301.
BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302.
Vozes d’África -Antônio Frederico de Castro Alves
303.
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304.
O que é o Casamento? -José de Alencar
305.
A Harpa do Crente -Vania Ribas Ulbricht


Arnaldo Jabor para as mulheres com mais de 30.

mulher na praia



Isto é para as mulheres de 30 anos pra cima…
E para todas aquelas que estão entrando nos 30,
e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 30…
E para homens que têm medo de meninas com mais de 30!!!
“ A medida que envelheço, e convivo com outras,
valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30.
Estas são algumas razões do porquê:
- Uma mulher de 30 nunca o acordará
no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?”
Ela não se importa com o que você pensa,
mas se dispõe de coração se você tiver intenção de conversar.
- Se a mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica
à sua volta resmungando.
Ela faz alguma coisa que queira fazer.
E, geralmente è alguma coisa bem mais interessante.
- Uma mulher de 30 se conhece o suficiente
para saber quem é, o que quer e quem quer.
Poucas mulheres de 30 se incomodam com
o que você pensa dela ou sobre o que ela esta fazendo.
- Mulheres dos 30 são honradas.
Elas raramente brigam aos gritos com
você durante a ópera ou no meio de um
restaurante caro. É claro, que se você merecer,
elas não hesitarão em atirar em você, mas só
se ainda sim elas acharem que poderão se
safar impunes.
- Uma mulher de 30 tem total confiança
em si para apresentar-te para suas melhores amigas.
Uma mulher mais nova com um homem tende a
ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela
não confia no cara com outra mulher.
E falo por experiência própria. Não se fica
com quem não confia, vivendo e aprendendo né???
- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados
para uma mulher de 30. Elas sempre sabem….
- Uma mulher com mais de 30 fica linda usando
batom vermelho. O mesmo não ocorre com
mulheres mais jovens.
- Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota,
se você estiver agindo como um!
- Você nunca precisa se preocupar onde se
encaixa na vida dela. Basta agir como homem,
e o resto deixe que ela faça;.
- Sim, nós admiramos as mulheres com mais
de 30 por um “sem” números de razões.
Infelizmente, isso não é recíproco.
Para cada mulher de mais de 30, estonteante,
inteligente, bem apanhada e sexy,
existe um careca, velho, pançudo em
calças amarelas bancando o bobo para
uma garçonete de 22 anos.
Senhoras, EU PEÇO DESCULPAS:
Para todos os homens que dizem,
“porque comprar uma vaca se você pode
beber o leite de
graça?”, aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra
o casamento, sabe por quê?
Porque as mulheres perceberam que
não vale a pena comprar um porco inteiro
só para ter uma lingüiça.

Nada mais justo.”


Arnaldo Jabor

Como tudo começou – Creúsculo/Twilight

É fascinante a história de sucesso dessa autora, a Stephenie Meyer. Fuçando em seu site (www.stepheniemeyer.com) descobri como a mesma fez essa genial obra que deu origem as suas sucessoras:

“Eu recebo uma tonelada de perguntas sobre como eu vim com a história de Twilight e como consegui-lo publicado. Posso estar matando minha página de FAQ, fazendo isso, mas aqui está toda a história:

A Escrita: Eu sei a data exata em que começou a escrever Crepúsculo, porque ele também foi o primeiro dia de aulas de natação para os meus filhos. Então eu posso dizer com certeza que tudo começou em 2 de junho de 2003. Até este ponto, eu não tinha escrito nada além de alguns capítulos (de outras histórias) que nunca cheguei muito longe, e nada desde o nascimento do meu primeiro filho, seis anos antes.

Eu acordei (naquele 2 de junho) a partir de um sonho muito vívido. No meu sonho, duas pessoas estavam tendo uma conversa intensa em uma campina na floresta. Uma dessas pessoas era apenas uma garota a sua média. A outra pessoa era fantasticamente linda, brilhante, e um vampiro. Eles estavam discutindo as dificuldades inerentes ao fato de que A) eles foram caindo no amor com os outros, enquanto B) o vampiro estava particularmente atraído pelo cheiro do sangue dela, e estava tendo um momento difícil imobilizar-se de matá-la imediatamente. Por que é essencialmente uma transcrição do meu sonho, por favor consulte o capítulo 13 ( “Confissões”) do livro.

Embora eu tivesse um milhão de coisas para fazer (ou seja, fazer café da manhã para as crianças com fome, vestir e trocar as fraldas das crianças, disse, encontrando as roupas de banho que ninguém coloca longe no lugar certo, etc), eu fiquei na cama, pensando o sonho.Fiquei tão intrigado com a história do casal sem nome que eu odiava a idéia de esquecê-lo, era o tipo de sonho que faz você querer chamar sua amiga e chatear ela com uma descrição detalhada. (Além disso, o vampiro era tão enervante de boa aparência, que eu não queria perder a imagem mental.) Involuntariamente, acabei por me levantei e fiz as necessidades imediatas e, em seguida, colocar tudo o que eu poderia possivelmente em banho-maria e sentou-se ao computador para escrever algo que eu não tinha feito há tanto tempo que eu me perguntava por que eu estava incomodando. Mas eu não queria perder o sonho, então eu digitei o máximo que eu podia lembrar, chamando os personagens de “ele” e “ela”.

Desse momento em diante, não passou um dia que eu não escrevo alguma coisa. Em dia ruim, eu teria que digitar apenas uma ou duas páginas, em bom dia, gostaria de terminar um capítulo e então alguns. Eu escrevia principalmente à noite, depois que as crianças estavam dormindo, para que eu pudesse me concentrar por mais de cinco minutos sem ser interrompido. Eu comecei na cena no prado e escreveu até o fim. Então eu voltei para o início e até escreveu as peças se encaixassem. Eu dirigi o ponto de ouro “que ligavam no final de agosto, três meses depois.

Levei algum tempo para encontrar nomes para a dupla anônima. Para o meu vampiro (quem eu era apaixonado desde o primeiro dia), decidi usar um nome que já tinha sido considerado romântico, mas que havia caído de popularidade nas últimas décadas. Sr. Charlotte Bronte’s Mr. Rochester e Jane Austen Ferrars foram os personagens que me levaram ao nome de Edward. Eu fiquei tentando e descobri que se encaixa bem. Meu personagem feminina foi mais difícil. Nada que eu nomeou parecia perfeito. Depois de passar tanto tempo com ela, eu a amava como uma filha, e nenhum nome foi bom o suficiente.Finalmente, inspiradas por esse amor, eu dei-lhe o nome que eu estava guardando para a minha filha, que nunca tinha aparecido e era pouco para colocar em uma aparição neste ponto: Isabella. Hurra! Edward e Bella foram nomeados. Para o resto dos personagens, eu fiz um monte de pesquisar nos registros censitários de idade, à procura de nomes populares nos tempos que eles haviam nascido. Algumas curiosidades: Rosalie era originalmente “Carol” e Jasper foi o primeiro “Ronald”. Eu gosto de os novos nomes muito melhor, mas de vez em quando eu escorregava e trocava Carol ou Ron por acidente. É realmente confunde as pessoas que lêem meus rascunhos.

Pela minha definição, eu sabia que precisava de algum lugar ridiculamente chuvoso. Virei-me para o Google, como eu faço para todas as minhas necessidades de investigação, e olhou para o local com maior precipitação em os U. S. Este acabou por ser a Península Olímpica no estado de Washington. Puxei mapas da área e estudá-los, procurando por algo pequeno, fora do caminho, cercado por florestas … E ali, exatamente onde eu queria que fosse, era uma pequena cidade chamada “Forks”. Não poderia ter sido mais perfeito se eu tivesse chamado-o eu mesmo. Eu fiz uma pesquisa de imagens do Google na área, e se o nome não tinha me vendido, as fotografias belíssimas teria feito o truque. (Imagens como essas da Floresta Hoh (uma curta distância de Forks). Veja também garfos-web.com). Na pesquisa Forks, eu descobri o a Reserva La Push, o lar da tribo Quileute. Quileute, a história é fascinante, e alguns membros da tribo fictícia rapidamente tornou-se intrínseca à minha história.

Todo esse tempo, Bella e Edward estavam, literalmente, as vozes na minha cabeça. Eles simplesmente não se calaram. Eu ia ficar até tão tarde quanto eu poderia estar tentando fazer todas as coisas em minha mente digitado para fora, e depois engatinhar, exaustos, na cama (meu bebê ainda não estava dormindo durante à noite, até o momento) só para ter outra conversa iniciar na minha cabeça. Eu odiava perder alguma coisa por esquecimento, assim que eu levantar a cabeça para trás e para baixo para o computador. Eventualmente, eu tenho uma caneta e um caderno ao lado da minha cama para anotar. Era sempre um desafio emocionante de manhã para tentar decifrar as coisas que eu tinha rabiscado através da página no escuro.

Durante o dia, eu não podia ficar longe do computador, qualquer um. Quando eu estava preso em aulas de natação, nos 115 graus da luz do sol Phoenix, gostaria de enredo e regime e voltar para casa com tantas coisas novas que eu não conseguia digitar rápido o suficiente. Foi o seu verão Arizona típico, quente, ensolarado, quente e quente, mas quando penso voltar aos três meses, eu me lembro de chuva e frio coisas verdes, como se eu realmente passasse o verão na Mata Olímpicos.

Quando eu ia terminar o corpo do romance, comecei a escrever epílogos … lotes de epílogos.Isso acabou induzindo-me para o fato de que eu não estava pronta para abrir mão de meus personagens, e eu comecei a trabalhar na sequência. Enquanto isso, continuou a editar Crepúsculo de uma forma muito obsessiva-compulsiva.

Minha irmã mais velha, Emily, era a única que realmente sabia o que estava fazendo. Em junho, eu comecei a lhe enviar capítulos que acabei eles, e ela logo se tornou minha melhor torcida. Ela sempre foi verificar para ver se eu tinha algo novo para ela. Emily foi quem primeiro sugeriu, depois que eu tinha terminado, que eu deveria tentar obter Twilight publicado.Fiquei tão chocada pelo fato de eu realmente terminar um livro todo, que eu decidi olhar para ele.

Para dizer o mínimo, eu era ingênua sobre a publicação. Eu pensei que funcionava assim: você imprimia uma cópia de seu romance, embrulhava em papel pardo, e enviava-o para uma editora. Ho ho ho, isso é uma boa. Comecei procurar (naturalmente) e comecei a descobrir que essa não era a forma como é feito. Todo o conjunto com consulta de letras, agentes literários, apresentação simultânea contra envios exclusivos sinopses, etc, foi extremamente intimidante, e eu quase não saia. Certamente não era a minha crença no talento fabuloso que me fez avançar, eu acho que era justo que eu amava tanto os meus personagens, e eles estavam tão real para mim, que eu queria que outras pessoas os conhecesse também.

Eu subscrevi a WritersMarket.com e compilou uma lista de pequenos editores que aceitaram propostas não solicitadas e algumas agências literárias. Foi nessa época que minha irmã caçula, Heidi, mencionado site Janet Evanovich para mim. Em seu Q e A para a seção de escritores, Janet E. mencionado Writers House, entre alguns outros, como “a coisa real” no mundo das agências literárias. Writers House passou na minha lista de desejos como o mais desejável, e também menos provável.

Eu mandei as consultas em torno de quinze (e ainda sinto borboletas no estômago residual quando dirijo pela caixa Enviei as cartas-emails deles era aterrorizante.). Afirmo que, para o registro, que minhas consultas realmente me sugaram, e eu não culpo ninguém que me enviou uma rejeição (fiquei com sete ou oito deles. Eu ainda tenho todos eles, também). A rejeição que realmente foi ferido em uma pequena agência que realmente ler o primeiro capítulo antes que ela deixou cair o machado sobre mim. O pior rejeição que eu recebi veio depois de Little, Brown , me pegou de um contrato de três livros, por isso não me incomoda em tudo. Eu vou admitir que eu considerava enviar de volta uma cópia dessa rejeição grampeado ao escrever-te o meu negócio começou em Publisher’s Weekly, mas tomei o caminho mais elevado.

Minha grande surpresa veio na forma de um assistente Writers House chamado Genevieve. Eu não consegui descobrir até muito mais tarde o quão sortudo eu era, despeja que o general não sabia que 130.000 palavras, é um pedaço inteiro de um monte de palavras. Se ela soubesse que 130K palavras seria igual a 500 páginas, ela provavelmente não teria pedido para vê-lo. Mas ela não sabia (enxugando o suor da testa), e ela pediu para ler os três primeiros capítulos. Fiquei emocionada ao receber uma resposta positiva, mas um pouco preocupada porque eu senti o início do livro não fazia parte mais forte. Eu enviei fora desses três capítulos e recebi uma carta de volta uma semana depois (eu mal conseguia abri-la, minhas mãos estavam tão fracas, com medo). Era uma carta muito simpática. Ela voltou com uma caneta e duas vezes sublinhado a parte onde ela digitou o quanto ela gostava de os três primeiros capítulos (eu ainda tenho essa carta, é claro), e ela pediu para todo o manuscrito. Esse foi o exato momento em que percebi que eu poderia realmente ver Twilight na cópia, e realmente um dos pontos mais feliz em toda minha vida. Eu fiz um monte de gritos.

Cerca de um mês depois de eu ter enviado o manuscrito, eu recebi um telefonema de Jodi , um agente literário bem honesto, que queria representar o meu livro. Eu tentei muito duro para soar como uma profissional e uma adulta durante essa conversa, mas eu não tenho certeza se eu enganei ela. Mais uma vez, minha sorte foi enorme (e eu não costumo ter sorte-Eu nunca ganhei nada na minha vida, e ninguém pega um peixe quando eu estou no mesmo barco), porque Jodi é o super-agente. Eu não poderia ter acabado em melhores mãos. Ela é advogada, ninja (parte que está trabalhando para ganhar o seu cinturão negro, agora, sem brincadeira), uma editora bastante surpreendente em seu próprio direito, e uma grande amiga.

Jodi e eu trabalhamos por duas semanas em Twilight para entrar em forma antes de o enviar para os editores. A primeira coisa que trabalhei foi o título, que começou como Forks (e ainda tenho um ponto minúsculo soft para esse nome). Então nós polimos até alguns pontos ásperos, e Jodi mandou para nove diferentes editoras. Isso realmente mexeu com a minha capacidade de dormir, mas felizmente eu não estava em suspense por muito tempo.

Megan Tingley, de Megan Tingley Books, da Little, Brown and Company, leu Crepúsculo em um vôo cross-country e voltou para a Jodi dias após o fim de semana de Ação de Graças com um acordo de preferência tão grande que eu sinceramente pensava Jodi foi puxando a minha perna especialmente a parte onde ela recusou a oferta e pediu mais. O resultado foi que, até ao final do dia, eu estava tentando processar a informação de que não só foi o meu livro vai ser publicado por uma das maiores editoras de adultos jovens no país, mas que eles iam me pagar para ele. Por muito tempo, eu estava convencido que era uma piada realmente cruel prática, mas eu não poderia imaginar que iria para esses extremos selvagem para desempenhar uma farsa sobre essa hausfrau um insignificante.

E foi assim que, no decurso de seis meses, Twilight foi sonhado, escrito, e aceito para publicação.

Manter as coisas ficando louca, o que com o negócio de filmes e todos os pré-publicação atenção que Twilight continua a receber. Embora eu tenha chegado impaciente ao longo do tempo, estou feliz que eu tive nos últimos dois anos para tentar chegar a um acordo com a situação. Estou muito ansioso para finalmente ter Twilight nas prateleiras, e mais um pouco assustada também. No geral, ele foi um verdadeiro trabalho de amor, amor por Edward e Bella e todo o resto dos meus amigos imaginários, e estou muito feliz que outras pessoas chegaram a conhecê-los agora.”

Stephenie Meyer

Stephenie Meyer

Stephenie Meyer e os atores  Robert Pattinson (Edward) e Kristen Stewart (Bella).
Stephenie Meyer e os atores Robert Pattinson (Edward) e Kristen Stewart (Bella).
Capa do livro Twilight

Capa do livro Twilight

A autora com os atores Edi Mue Gathegi (LAURENT) e Peter Facinelli (CHARLISLE CULLEN)

A autora com os atores Edi Mue Gathegi (LAURENT) e Peter Facinelli (CHARLISLE CULLEN)

Visite: www.stepheniemeyer.com

Libertinagem – Manuel Bandeira

LIBERTINAGEM

(Manuel Bandeira)

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“Libertinagem contém os poemas que escrevi de 1924 a 1930 – os anos de maior força e calor do movimento modernista. Não admira pois que seja entre os meus livros o que está mais dentro da técnica e da estética do modernismo”. (Manuel Bandeira)

SÍNTESE


1. Obra publicada em 1930, Libertinagem é composta por trinta e oito poemas. Embora comporte características da primeira geração modernista, como o humor, os versos livres e brancos, a linguagem mais coloquial e o cotidiano, o toque especial do poeta faz-se presente em todos os poemas: a simplicidade, responsável pelo refinamento da obra.
2. Libertinagem é, portanto, a novidade, o erotismo, a musicalidade, a força de imagens, o cunho biográfico, a paixão pela vida e a visão da morte, a infância, a pureza, a crítica, a liberdade, a saudade, o amor, a alegria, a tristeza, a evasão, a solidão.

CARACTERÍSTICAS DA OBRA:

01. Recusa da poesia comedida. Bandeira não emprega nenhuma métrica padrão. Rejeição aos padrões literários vigentes.
02. Cultivou as formas fixas do Parnasianismo e também fez experiências com o Concretismo.
03. Sua poesia assemelha-se a uma espécie de diário íntimo em que os acontecimentos do mundo se refletem nas imagens da vida íntima e pessoal, como se a expressão poética resultasse da soma entre a confidência e a notação exterior, a contemplação da realidade.
04. Reveste seus poemas de um tom irônico e, tantas vezes, amargo.
05. Poesia Confessional – apresentação de vultos familiares, brincadeiras e festas de ruas, cenas que ficaram na memória do poeta como mágicos.
06. A morte – a morte é tratada com  ironia e humor negro (Poema – Piada).
07. O Lirismo romântico- grande subjetividade onde o poeta demonstra um neo-romantismo.
08. Metalinguagem.
09. A Evasão – cria um mundo paralelo à realidade, onde os desejos e as fantasias são realizados.
10. A solidariedade e religião –

Como elemento da cultura brasileira, o catolicismo se apresenta fazendo menção:

À festas e cerimônias do calendário religioso: “Profundamente”; “Poema de finados” ;

Na referência a figuras do imaginário católico:  O Anjo da guarda”;

Na paródia de preces : “Oração do saco  de Mangaratiba”; “Oração  a “Teresinha do menino Jesus”

Citações bíblicas:  “ Teresa”

Há sempre uma certa ironia na reações entre o poeta e a fé católica.

TEXTOS:
01) Porquinho-da-Índia – Poema de tom narrativo e memorialista. Destaca a pureza, a inocência de uma criança que dedica todo seu afeto a um bicho de estimação. O toque de humor fica por conta do verso final, espécie de conclusão em que se introduz a fala do eu lírico. Epifania.

02) Teresa – Poema-paródia do texto lírico de Castro Alves chamado O “adeus” de Teresa. Antilírico, o poeta revela distância da idealização, confirmando, na última estrofe, a presença das transformações seja no plano físico, seja no sentimental.
O texto de Castro Alves é uma exaltação à beleza e ao erotismo da mulher amada, contudo, a última estrofe revela traição:
“A vez primeira que eu fitei Teresa
Como as plantas que arrasta a correnteza
A valsa nos levou nos gritos seus…
E amamos juntos… E depois na sala
“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala…
E ela, corando, murmurou-me: “adeus!”
(Castro Alves)

“A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo

Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.”
(Manuel Bandeira)

03) Madrigal tão engraçadinho – “Madrigal” é uma pequena composição poética. O lirismo amoroso surge do ponto de vista de uma criança que exalta o ser amado, porém por meio de uma comparação inusitada: o porquinho-da-Índia.
O grande momento do poema está nessa comparação, porque ela é sinônimo de sinceridade e alto valor.

04) A Virgem Maria – As figuras que aparecem na primeira estrofe revelam a realidade opressora e a morte se pronunciando. Ansiedade, ira e hipocrisia compõem o quadro do enterro até que, em oposição à escuridão e à morte, surge a imagem da Virgem Maria da qual o poeta só ouve a voz dizendo-lhe que “fazia sol lá fora”. É a vida, a liberdade.

05) Oração no Saco de Mangaratiba – O pedido do poeta a Nossa Senhora se dá em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e refere-se à vida. Enfadado, opõe a morte que o espreita, à vida que, apesar de comprida, lhe parece tão mal cumprida. Mistura duas variedades lingüísticas: escrita culta e uma modalidade da língua oral-popular. Versos eneassílabos.
Nossa Senhora me dê paciência
Para estes mares para essa vida!
Me dê paciência pra que eu não caia
Pra que eu não pare nesta existência
Tão mal cumprida tão mais comprida
Do que a restinga de Marambaia!…”

06) Poema tirado de uma notícia de jornal – A morte é o grande tema. Trata-se de uma notícia de jornal sobre a morte de mais um favelado. A miséria anônima e irônica (vem do alto, no morro da Babilônia, como o jardim suspenso da Babilônia) desce e chega à Lagoa Rodrigo de Freitas (lugar da classe alta no Rio de Janeiro). O drama e o elemento narrativo unem-se ao ritmo: versos longos na introdução e no desfecho. Versos curtos, dissílabos quando se trata do prazer.
“João Gostoso era carregador da feira-livre e morava no morro da Babilônia num  barracão sem número
Uma noite ele chegou no Bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.”


07) Andorinha – A vida, simbolizada pelo pássaro, é o exterior, o mundo, o cotidiano, todas as “coisas” que contrastam com o sofrimento, a tristeza do poeta que constata: não pôde viver o que queria, passou a vida à toa e, agora, só a morte o aguarda.

08) Evocação do Recife – A subjetividade, o memorialismo, a infância, o folclore e a cultura popular caracterizam esse famoso poema de Manuel Bandeira.
. O eu lírico revive cenas do passado, como se fosse menino outra vez.
. Surgem pessoas com as quais conviveu: parentes, vizinhos, amigos. Até os nomes das ruas eram líricos: Rua da União, do Sol, da Aurora.
. A morte reforça que a cidade de Recife de seu passado fora-se como seu avô, restou-lhe apenas a memória.
“Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
— Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância”

09) Não sei dançar – Poema que abre o livro Libertinagem e traz elementos típicos da primeira geração modernista: os versos livres e brancos, aproximação do surrealismo, referência ao carnaval e à mistura de raças, às doenças “tropicais” e à crítica irônica à indiferença. Os prazeres escapistas acenam para o poeta.

10) O major – como apregoavam os modernistas, a poesia nasce a qualquer momento, é concebida pelo encontro com situações mais diversas do cotidiano. A beleza se esconde nos fatos mais banais, a ternura está nas coisas mais simples.
O major morreu.
Reformado.
Veterano da Guerra do Paraguai.
Herói da ponte do Itororó.
Não quis honras militares.
Não quis discursos.”

11) Pneumotórax – Refere-se à doença de Manuel Bandeira – a tuberculose. A morte, novamente em evidência, é tratada em tom jocoso da primeira geração modernista: humor negro, coloquialismos, auto-ironia, além da técnica de marcação teatral com o emprego do diálogo.
“Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
…………………………………………………………………………………

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.”


12) Irene no Céu  - Embora o poema refira-se à imagem de uma pessoa querida pelo poeta, presente em sua infância, Irene representa também a mulher escrava, submissa, inferiorizada. O poeta sutilmente opõe a relação branco e negro na segunda estrofe, onde Irene pede licença a São Pedro, chamando-o de meu branco.
“Há ainda a exaltação à linguagem coloquial. A fala de São Pedro ordena: “- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” Na linguagem normativa, o correto seria conservar o tu ou empregar o verbo na 3ª pessoa do singular. Assim, teríamos:
- Entra, Irene. Tu não precisas pedir licença
- Entre, Irene. Você não precisa pedir licença “

13) Vou-me Embora Pra Pasárgada  - Nesse poema, Bandeira busca a utopia, a evasão, o lugar onde possa realizar-se, onde fuja da morte, onde se mesclem os elementos reais e o nonsense, onde a doença não será empecilho porque simplesmente não existirá, onde a infância será revivida e os homens e mulheres que participaram de sua vida, presentes, representados por Rosa.
“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.”

14) Poema de Finados – A morte a autocomiseração. Na primeira estrofe, o poeta dirige-se a um interlocutor – tu – refere-se a cemitério e à sepultura do pai; na segunda, ao ritual de se colocar flores na sepultura e orar. Na terceira estrofe, a explicação: o sofrimento, a amargura, já não há mais nada. Sente-se um morto vivo. Versos octossílabos
Amanhã quem é dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.”

15) Poética – Espécie de plataforma teórica da poesia modernista, Poética é um texto de propostas e críticas. Propostas modernistas e críticas ao tradicionalismo, representado pela estética parnasiana. Propõe a liberdade de expressão, a autenticidade, rompendo com o parnasiano tanto no plano do significante quanto do significado. Trata-se, portanto, de um poema metalingüístico.
“Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
[...]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.”

16) Lenda brasileira – Trabalha mitologia, a epifania, o humor e evasão.
“A moita buliu. Bentinho Jararaca levou a arma à cara : o que saiu do mato foi o veado Branco! Bentinho ficou pregado no chão. Quis puxar o gatilho e não pôde.
- Deus me perdoe!
Mas o Cussarim veio vindo, veio vindo, parou junto  do caçador e começou a comer devagarinho o cano da espingarda.”

17) Macumba do Pai Zusé – Evasão, morte e aspectos do Brasil.
“Na macumba do Encantado
Nego véio pai de santo fez mandinga
No palacete de Botafogo
Sangue de branca virou água
Foram vê estava morta!”

18) Camelôs – A poesia do cotidiano, evasão e evocação da infância.
“Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão:
O que vende balõezinhos de cor
O macaquinho que trepa no coqueiro
O cachorrinho que bate com o rabo
Os homenzinhos que jogam boxe
A perereca verde que de repente dá um pulo que engraçado
E as canetinhas-tinteiro que jamais escreverão coisa alguma.”

19) O cacto – A poesia do cotidiano, metalinguagem e reflexão. Envolve conceitos e conhecimentos da história da arte e da mitologia, até se envolver na dura realidade do seco Nordeste, evocado a partir de sua árvore-símbolo.
“Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas
[privou a cidade de iluminação e energia:
- Era belo, áspero, intratável.”

20) Comentário musical – A poesia do cotidiano e epifania.
“O meu quarto de dormir a cavaleiro da entrada da barra.
Entram por ele dentro
Os ares oceânicos,
Maresias atlânticas:
São Paulo de Luanda, Figueira da Foz, praias gaélicas da Irlanda…”

21) Pensão familiar – Paródia da linguagem jornalística. Denúncia da insensibilidade da imprensa. Fatos são narrados de forma impessoal. Linguagem seca, sintética e referencial.
“Jardim da pensãozinha burguesa.
Gatos espapaçados ao sol.
A tiririca sitia os canteiros chatos.
O sol acaba de crestar as boninas que murcharam.
Os girassóis
amarelos!
resistem.”

22) Namorados – Coloquialismo, ironia e bom humor.
“O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta
listada?
A moça se lembrava:
— A gente fica olhando…
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.”

23) Profundamente – o poeta confunde os tempos em função da emotividade. Aí surgem os avós, a saudade do passado identificada pelas vozes de um tempo remoto, encarcerados na memória dos seus seis anos. Dessa evocação surgem personagens como Totônio Rodrigues, Rosa, Tomásia.
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.”

24) Palinódia – É uma retratação poética. Algo que foi dito no passado é retificado no presente. Epifania, ludismo e experimentalismo.
“Quem te chamara prima
Arruinaria em mim o conceito
De teogonias velhíssimas
Todavia viscerais.
Hoje em verdade te digo
Que não és prima só
Senão prima de prima
Prima-dona de prima
- Primeva.”

  • Teogonia – gênese dos deuses (universo mitológico grego)
  • Primeva – retorno a tempos primordiais.

25) O impossível carinho – metalinguagem, evasão, lirismo e evocação da infância.
“Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
Eu soubesse repor –
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!”

26) Mulheres – A poesia do cotidiano, evocação da infância e leve erotismo.
“Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido…
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.”

27) O último poema – a ca­racterização autobiográfica é conduzida para recordações da infância, sempre tratada com melancólica proximidade; são relatadas as reminiscências mais longínquas do poeta, que refletem a amargura de perceber-se contemplando o final de uma vida poética:
Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

28) O anjo da guarda – Singela homenagem que o poeta faz à irmã morta. Memorialismo, lirismo e evasão.
“Quando minha irmã morreu,
(Devia ter sido assim)
Um anjo moreno, violento e bom,
- brasileiro.
Veio ficar ao pé de mim.
O meu anjo da guarda sorriu
E voltou pra junto do Senhor.”

29) Chambre vide – A poesia do cotidiano e reflexão.
“Petit chat blanc et gris
Reste encore dans la chambre
La nuit est si noire dehors
Et le silence pèse.”

30) Bonheur Lyrique – Autobiografia, melancolia e lirismo.
Coeur de phtisique
O mon coeur lyrique
Ton bonheur ne peut pas être comme celui des autres
Il faut que tu te fabriques

31) Mangue - traços da piedade Cristã mesclados à religião afro-brasileiras “Mangue”.
“Mangue mais Veneza americana do que o Recife
Cargueiros atracados nas docas do Canal Grande
O Morro do Pinto morre de espanto
Trapiches alfandegados
Catraias de abacaxis e de bananas
Há macumbas no piche
Eh cagira mia pai
Eh cagira
E o luar é uma coisa só”

32) Belém do Pará – Memorialismo, lirismo e exaltação da pátria.
“Bembelelém
Viva Belém!
Belém do Pará porto moderno integrado na equatorial
Beleza eterna da paisagem
Bembelelém
Viva Belém!

33) Cunhantã – A poesia do cotidiano, lirismo e aspectos do Brasil.
“Vinha do Pará.
Chamava Siquê.
Quatro anos. Escurinha. O riso gutural da raça.
Piá branca nenhuma corria mais do que ela.”

34) Cabedelo – Evasão, melancolia, lirismo e intertextualidade.
“Viagem à roda do mundo
Numa casquinha de noz:
Estive em Cabedelo.
O macaco me ofereceu cocos.”

35) Noturno da rua da Lapa – Autobiografia, melancolia, epifania e experimentalismo.
“A janela estava aberta. Para o que não sei, mas o que entrava era o vento dos lupanares, de mistura com o eco que se partia nas curvas cicloidais, e fragmentos do hino da bandeira.
Não posso atinar no que eu fazia: se meditava, se morria de espanto ou se vinha de muito longe.”

36) Na boca – Autobiografia e pessimismo.
“Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval
Paixão

Ciúme
Dor daquilo que não se pode dizer”.

37) Noturno da parada Amorim – Epifania e evasão.
“O violoncelista estava a meio do Converto de Schumann
Subitamente o coronel ficou transportado e começou a gritar:
- Je vois des anges! Je vois des anges!
- E deixou-se escorregar sentado pela escada abaixo.”

38) Oração a Teresinha do menino Jesus – Autobiografia, melancolia e evasão.
“Perdi o jeito de sofrer.
Ora essa.
Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza.
Quero alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!
Santa Teresa não, Teresinha…
Teresinha… Teresinha…
Teresinha do Menino Jesus.”

O Romance do pavão misterioso – José Camelo de Melo Resende

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O ROMANCE DO PAVÃO MISTERIOSO
(José Camelo de Melo Resende)
Cordel
A literatura de cordel nordestina é uma manifestação da cultura popular tradicional. Nascida no interior do nordeste, espalhou-se por todo o país, pelo processo migratório do sertanejo-nordestino. O folheto é a forma tradicional de impressão. Escritos de  forma rimada e alguns poemas são ilustrados.
O cordel é assim chamado pelo fato dos folhetos serem expostos pendurados em barbantes e vendidos em feiras em Portugal. A nomenclatura espalhou-se no Brasil (muitos dos nossos cordelistas não perpetuaram a tradição de pendurar folhetos em barbantes e os vendem em bancas ou no chão). No nordeste, o nome dado é “folhetos” ou “romance”. Nas feiras de João Pessoa, Campina Grande e nas cidades de interior como Guarabira, Areia, Sapé … é bastante comum encontrar esses livrinhos tão cheios de cultura.

O enredo
“O Pavão Misterioso”, folheto de cordel, possui 141 estrofes de seis versos (sextilhas) de sete sílabas (redondilha maior). Conta a história da Condessa Creuza, a moça mais bonita da Grécia, conservada pelo pai trancada desde a infância no mais alto quarto do sobrado.Uma vez no ano, a moça aparece por uma hora ao povo, que vem de longe, só para contemplar-lhe a beleza. Um retrato dela chega até a Turquia, onde mora Evangelista, que se apaixona pela bela figura da jovem. Dirigindo-se à Grécia, ele encomenda a um engenheiro um mecanismo alado – o Pavão Misterioso do título – a bordo do qual consegue chegar até o quarto da moça, raptando-a, depois de vários perigos e dificuldades.

Características e temas da obra

a) “O Pavão Misterioso” é um folheto cujos “objetos misteriosos(objetos mágicos)” possuem um quê de realidade:

“Foram experimentar
Se tinha jeito o pavão
Abriram a lavanca e chave
Encarcaram num botão
O monstro girou suspenso
Maneiro como balão”.

Além do pavão propriamente dito, há ainda no folheto a presença de uma serra, facilmente identificável com nossas atuais serras portáteis. Com ela, Evangelista, o herói, depois de aterrar silenciosamente com seu pavão-helicóptero na cumeeira do palácio do Conde, praticava uma abertura pela qual podia descer e contemplar a sua amada Creuza:

“Edmundo ainda lhe deu
Uma serra azougada
Que serrava caibro e ripa
Sem que fizesse zoada
Tinha dentes de navalha
De gume bem afiada.”

Entra em cena o outro objeto, o lenço enigmático, que nada mais devia ser do que um lenço embebido em clorofórmio, anestésico e desmaiante:
“Deu-lhe um lenço enigmático
Que quando Creuza gritava
Chamando pelo pai dela
Aí o moço passava
Ele no nariz da moça
Com isso ela desmaiava!”.
b) N’O Pavão Misterioso está onipresente a tecnologia, a ciência, e uma exposição clara da mágica subjacente aos objetos. Pode-se dizer que, n’O Pavão, a Ciência assume o status da magia, realizando prodígios, apontando soluções, desenvolvendo estratégias, demonstrando uma vez mais que a magia é parceira e precursora da ciência.
“Movido a motor elétrico
Depósito de gasolina
Com locomoção macia
Que não fazia buzina
A obra mais importante
Que fez em sua oficina.
Tinha cauda como leque
As asas como pavão
Pescoço, cabeça e bico
Lavanca, chave e botão
Voava igualmente ao vento
Para qualquer direção.

– Eu fiz o aeroplano
da forma de um pavão
que arma e se desarma
comprimindo em um botão
e carrega doze arroba
três léguas acima do chão”.
Outros exemplos: a presença dos fotógrafos que se atropelam uns aos outros para tirar o retrato de Creuza e depois vendê-lo; a indelével “banha amarela” que a moça, meio a contragosto, mas obedecendo ao pai, passa na cabeça de Evangelista para que ele possa ser identificado depois.
Finalmente, um telegrama substitui o “mensageiro” ou o “portador”, levando as notícias no final da história.
“Enquanto Evangelista
Gozava imensa alegria
Chegava um telegrama
Da Grécia para Turquia
Chamando a condessa urgente
Pelo motivo que havia”.

c) Espaço e tempo se movimentam. A obra é marcadamente cronológica e os ambientes são descritos com clareza (Turquia, Japão e Grécia).
“Residia na Turquia”
(…)
“Depois que o velho morreu”
(…)
“E seguiu para o Japão”
(…)
“Depois voltou para a Grécia”
(…)
“Logo no segundo dia”
(…)
“Depois de sessenta dias”
(…)
“Na cidade de Atenas
Estava a população
Esperando pela volta
Do aeroplano pavão
Ou o cavalo do espaço
Que imita um avião”.
d) Semelhança com as narrativas medievais: a filha trancafiada numa torre e o herói que vai resgatá-la numa aventura de amor.
“À meia-noite o pavão
Do muro se levantou
Com as lâmpadas apagadas
Como uma flecha voou
Bem no sobrado do conde
Na cumeeira pousou.
A donzela estremeceu
Acordou no mesmo instante
E viu um rapaz estranho
De rosto muito elegante
Que sorria para ela
Com um olhar fascinante”.
e) Endeusamento da figura feminina.

A donzela estremeceu
Acordou no mesmo instante
E viu um rapaz estranho
De rosto muito elegante
Que sorria para ela
Com um olhar fascinante.
– De ano em ano essa moça
bota a cabeça de fora
para o povo adorá-la
no espaço de uma hora
para ser vista outra vez
tem um ano de demora.
Respondeu João Batista
- Creuza é muito mais formosa
do que o retrato dela
em beleza é preciosa
tem o corpo desenhado
por uma mão milagrosa.
f) Autoritarismo do pai da moça.
“O conde não consentiu
Outro homem educá-la
Só ele como pai dela
Teve o poder de ensiná-la
E será morto o criado
Que dela ouvir a fala”.
g) Presença da curiosidade, elemento incontrolável no ser humano.
“Os estrangeiros têm vindo
Tomarem conhecimento
Amanhã quando ela aparece
No grande ajuntamento
É proibido pedir-se
A mão dela em casamento.

Então disse João Batista
– Agora vou me demorar
pra ver essa condessa
estrela desse lugar
quando eu chegar à Turquia
tenho muito o que contar”.
h) Manifestações do capitalismo.
→ Símbolo de riqueza:
“Logo que chegou na Grécia
Hospedou-se Evangelista
Em um hotel dos mais pobres
Negando assim sua pista
Só para ninguém saber
Que era um capitalista”.
→ Símbolo de vantagem:
“Logo no segundo dia
Creuza saiu na janela
Os fotógrafos se vexaram
Tirando o retrato dela
Quando inteirou uma hora
Desapaeceu a donzela.

Logo no segundo dia
Creuza saiu na janela
Os fotógrafos se vexaram
Tirando o retrato dela
Quando inteirou uma hora
Desapareceu a donzela”.
i) Ideal de felicidade.
→ Evangelista: casar com Creuza
“– Todo o meu sonho dourado
é fazer-te minha senhora
se quiseres casar comigo
te arrumas e vamos embora
senão o dia amanhece
e se perde a nossa hora”.
→Creuza: viver a mocidade
“Disse Creuza: – Ora papai
Me prive da liberdade
Não consente que eu goze
A distração da cidade
Vivo como criminosa
Sem gozar a mocidade”.
→ João Batista: viajar para o estrangeiro
“Um dia João Batista
Pensou pela vaidade
E disse a Evangelista:
– Meu mano eu tenho vontade
de visitar o estrangeiro
se não te deixar saudade”.
→ Conde: dominar a vida da bela filha única
“– É a moça em que eu falo
Filha do tal potentado
O pai tem ela escondida
Em um quarto de sobrado
Chama-se Creuza e criou-se
Sem nunca ter passeado”.
→ Mãe de Creuza: ver a felicidade e liberdade da filha
“Disse a velha: – Minha filha
Saíste do cativeiro
Fizeste bem em fugir
E casar no estrangeiro
Tomem conta da herança
Meu genro é meu herdeiro”.
→ Edmundo: criar nova arte engenhosa
“Quando Edmundo findou
Disse a Evangelista:
– Sua obra está perfeita
ficou com bonita vista
o senhor tem que saber
que Edmundo é artista”.
j) Ápice da vitória: o casamento.
“Em casa de João Batista
Deu-se grande ajuntamento
Dando vivas ao noivado
Parabéns ao casamento
À noite teve retreta
Com visita e cumprimento”.
k) Simbologia do pavão:
→ Invenção de artista
“O grande artista Edmundo
Desenhou nova invenção
Fazendo um aeroplano
De pequena dimensão
Fabricado de alumínio
Com importante armação”.
→ Amor
“Então dizia um soldado:
– Orgulho é uma ilusão
um pai governa uma filha
mas não manda no coração
pois agora a condessinha
vai fugindo no pavão”.
→ Liberdade
“O pavão de asas abertas
Partiu com velocidade
Coroando todo o espaço
Muito acima da cidade
Como era meia noite
Voaram mesmo à vontade”.
→ Confidência: o pavão era cúmplice de Evangelista
“Então disse o jovem turco:
– Muito obrigado fiquei
do pavão e dos presentes
para lutar me armei
amanhã a meia-noite
com Creuza conversarei”.
l) Ave dicotômica.
→ Aparência de realidade: simulação de um pássaro
→ Função abstrata: realização do amor
“À meia-noite o pavão
Do muro se levantou
Com as lâmpadas apagadas
Como uma flecha voou
Bem no sobrado do conde
Na cumeeira pousou”.
m) O acróstico – poema em que as letras iniciais de cada verso, quando lidas verticalmente, formam uma palavra ou frase.
“J ustiça, só a de Deus,
O juiz que já não era,
S enhor que, do Céus pra Terra,
E stende os poderes seus!
C omo somos pigmeus,
A Ele não enxergamos,
M as, contudo, precisamos
E naltecer Sua luz,
L embrarmos que, com Jesus,
O Satanás afastamos!

15 MOTIVOS PARA LER SEMPRE


Os Livros podem mudar seu futuro. E bastam 15 minutos de leitura por dia!


Não é exagero! Com poucos minutos você já aproveita os benefícios que a prática da leitura traz. Nem é preciso ler textos complicados. Acompanhe um jornal, uma revista ou mesmo um blog: ajuda muito.
O QUE O HÁBITO DE LER PODE FAZER POR VOCÊ:
1. SOLTAR A IMAGINAÇÃO;
2. ESTIMULAR SUA CRIATIVIDADE;
3. AUMENTAR SEU VOCABULÁRIO;
4. FACILITAR A ESCRITA;
5. SIMPLIFICAR A COMPREENSÃO DAS COISAS;
6. MELHORAR A COMUNICAÇÃO;
7. AMPLIAR SEU CONHECIMENTO GERAL;
8. MOSTRAR SEMELHANÇAS EM PESSOAS DIFERENTES;
9. REVELAR NOVAS AFINIDADES;
10. LEVAR A MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS;
11. DESENVOLVER SEU REPERTÓRIO;
12. EMOCIONAR E CAUSAR IMPACTO;
13. LIGAR SEU SENSO CRÍTICO NA TOMADA;
14. MUDAR SUA VIDA;
15. MELHORAR SEU RENDIMENTO NO COLÉGIO, FACULDADE, TRABALHO.