::. RICARDO AIALLA .::

Ricardo Aialla.
Fotógrafo e Baiano.
Suas fotos fazem o maior sucesso por sua autenticidade e estilo.
Diferente do habitual, Aialla conquistou a Paraíba por sua competência e capacidade de inovar quando o assunto é fotografia.
Conheci o Ricardo através de um outro Baiano, o Fabio. Desde então, acompanho sua carreira através de revistas, blogs e amigos que requisitam o profissional.
Muito sucesso, Aialla! E obrigada por ceder um pouco do seu tempo a esse blog. Obrigada!
JORDÉLIA: Quando foi que você se deu conta que iria viver da profissão “fotógrafo”?
RICARDO AIALLA: Ainda na época da Faculdade, já era assistente de um fotógrafo em Feira de Santana, acompanhava ele nos eventos e em seu estúdio. Logo quando cheguei em Guarabira, não vi por onde me manter, ainda que o custo de vida fosse relativamente baixo, eu precisaria de algum para o meu sustento, assim aquele fotógrafo para quem eu dava assistência, Franz Reuter, me presenteou com uma de suas máquinas, e me disse: “você com seu talento e sua perseverança vai conseguir muito sucesso”. Eu dei risada e falei, que só queria a fotografia pra manter meus estudos. Porém, a coisa tomou outro rumo, a aceitação exacerbada do meu trabalho naquela cidade, fez com que eu me apaixonasse cada vez mais pela arte e desinteressasse pelo Direito. Assim, quando me dei conta a fotografia, que eu digo “é viciante”, me deixou totalmente apaixonado por ela.
JORDÉLIA: Você fez 10 anos de carreira. Conte-nos um pouco sobre sua trajetória?
RICARDO: Minha vida como fotógrafo é um verdadeiro passeio. Faço com paixão, com amor, e quando esses dois ingredientes estão presentes na sua atividade, o reconhecimento é irremediável. Logo quando comecei, senti um pouco de preconceito de alguns colegas e até por parte de familiares, e isso foi terrível, pois como seria possível, um cara que ia se formar em Direito, tendo uma variedade imensa de caminhos a seguir, pois o Advogado tem um leque de opções a seguir. Por que esse cara seria Fotógrafo? Mas eu deixei meu coração falar mais alto e aceitei as gozações e brincadeiras, de uma pequena parcela de pessoas que me cercava. Uma vez, quando comentei isso com Melquíades (um lojista no ramo), ele me aconselhou a debater falando: sou fotógrafo com muito amor e orgulho. E aquela frase que ouvira se tornou meu lema, foi o começo a parte mais difícil da minha carreira.

JORDÉLIA: Você fez o curso de Direito, no campus de Guarabira. Quando você foi cursá-lo tinha pretensões de praticar alguma profissão do ramo do Direto? Como foi essa experiência e como você conciliou o curso e a profissão de fotógrafo?
RICARDO AIALLA: Tinha vários sonhos, como todo acadêmico, de qualquer curso. No início queria seguir no Direito Penal, porém depois me deixou muito intranqüilo como seria minha vida pessoal seguindo esse ramo do Direito. Costumava-se dizer que quem se apaixona pelo crime casa-se com o Civil. E assim foi, quando comecei a fotografar, só tive sortes, primeiro, os eventos são sempre nos finais de semanas, e a noite. E quando eu precisava viajar pra fazer eventos fora do estado, eu contava sempre com a ajuda dos Mestres, que pareciam pressentir esse cara vai ser é fotógrafo, isso sim!!
JORDÉLIA: Como foi que se deu a sua vinda da Bahia até o Estado da Paraíba? Você já fotografava lá, antes de vir para cá?
RICARDO AIALLA: Era assistente de um grande homem, de caráter e condutas ilibadas, que além da fotografia, me ensinou muitas coisas em relação ao mercado e a vida, até hoje somos muito ligados, nossas esposas são irmãs, e pelo menos nos vemos 4 a 5 vezes por ano. E ainda passamos férias juntos.

JORDÉLIA: Ricardo, você acaba de participar Wedding Brasil, considerado o maior congresso de fotografia de casamento da América Latina. Conte-nos como foi sua passagem por esse grandioso evento. E o que trouxe de inovador (se não for segredo).
RICARDO AIALLA: Esses Congressos são ótimos, pra mim funcionam como descanso, é quando eu tenho a oportunidade de encontrar meus colegas de outros Estados, e amigos da Bahia, é uma verdadeira farra pra mim. Quanto ao aprendizado, é muito útil, em especial, pra quem estar começando, eu particularmente aprendo mais nos bate papos que tenho com as feras que ficam circulando pelos corredores, enquanto as palestras acontecem. Mas é muito bom, você volta renovado. O único senão é que eles não são tão animados como eram os Congressos de Direito.
JORDÉLIA: Existe alguma fotografia em especial, que você através dela se veja ou que seja um marco para a sua carreira? Qual?
RICARDO AIALLA: Pergunta difícil, as imagens que o fotógrafo registra, são como suas filhas….não pode ter preferidas, em cada evento, em cada momento de trabalho, cada vez que a gente sai pra clicar, temos assim uma imagem preferida, aquela foto, “que grita” querendo sair do papel. Mas talvez a que mais me marcasse, foram as praças que fotografei em Guarabira, assim que cheguei, e as expôs, todo mundo adorou, porque eram feitas ao entardecer ou à noite, no lusco-fusco, coisa que ainda nenhum profissional tinha feito naquela cidade.
JORDÉLIA: Existiu algo de essencial a sua trajetória, que sem esse algo não seria possível tal prestigio que você tem hoje em sua profissão e aqui em nossa região, fora sua garra e dedicação?
RICARDO AIALLA: Primeiro agradeço a Deus, por me dar forças e me cercar de pessoas que tanto me fizeram crescer. Pois sem essas pessoas que me pegaram no colo e me conduziram por onde eu devia ir, talvez eu não tivesse alçado um vôo tão alto assim. Em Guarabira, Alzinete, que tinha uma doceria Pedaço do Céu, hoje está em JP. Ao Zenóbio Toscano e à Família Guaraves, que ao se tornarem meus clientes, se tornaram meus incentivadores nessa profissão. Em João Pessoa, Wendel Rodrigues um florista que me presenteou com um estande no Shopping Manaira num evento de Casamento, foi minha primeira exposição em JP, sucesso tão grande que nossos Álbuns foi motivo de reportagem na TV da capital. Também a Socorro Medeiros, uma cerimonialista, que na época, comandava a cidade. O interessante e mais marcante, essas pessoas eu não tinha relacionamento comercial, fora criado verdadeiros laços de amizades. E até hoje, tem uma pessoa que me carrega no seu colo, que é minha esposa Helda Bastos, a quem devo grande parte do meu Sucesso, pois sem a sua presença me aconselhando, me alertando pros perigos, eu não teria esse prestígio e esse reconhecimento que alcançamos.

JORDÉLIA: Hoje, o que é fotografar para você?
RICARDO AIALLA: Como dizia Bresson,
“fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”
Acho que não preciso mais completar, fotografar é TUDO.
Conheça mais sobre o trabalho do Ricardo Aialla:
http://www.ricardoaialla.com/blog/
twitter: http://twitter.com/ricardoaialla


























