Traços ..::

Kurt trabalhando.

Traços D’Amor

Você já deve ter visto pela internet ou no avatar do msn de algum amigo seu, uma imagem do artista norte americano Kurt Halsey Frenderiksen. Mas talvez você nunca tenha ouvido falar dele. Vamos lá então … Na época do colégio  ele já pintava e mais tarde formou-se em Belas Artes no Minneapolis College of Art and Design. É quase impossível não se apaixonar por seus desenhos, principalmente se você já teve um amor não-correspondido, sofreu  uma desilusão amorosa  ou simplesmente sentiu sozinho alguma vez. Isto porque as ilustrações do rapaz expressam, de forma delicada, as angústias da juventude. Segundo o próprio  Halsey, seu trabalho é influenciado por sua mente romântica. Para fazer os retratos megafofo, ele presta muita atenção  nos pequenos detalhes da vida e da relação entre duas pessoas.  Com traços simples, o artista fala de um tema que faz e sempre fará  parte da existência humana. Vale demais visitar a página e conferir o trabalho desse artista.


Kurt

Halsey

Página: http://www.kurthalsey.com/

Twitter: http://twitter.com/kurthalsey

Kseniya Simonova

Kseniya Simonova

A animação com areia é uma arte performativa em que o artista cria uma série de imagens sequênciais em cima de uma mesa, usando as mãos para desenhar linhas e formas. Recentemente, esta atividade tornou-se mais mediática com a utilização de mesas de luz e projetores. Esta técnica tem sido também utilizada para realizar filmes de animação. Mas tudo se torna mais espetacular nas atuações ao vivo, onde a jovem ucraniana Kseniya Simonova é um dos expoentes máximos desta expressão artística.

Com apenas vinte e quatro anos, Simonova possui já uma reputação internacional considerável que lhe advém em grande parte de ter sido a vencedora da edição de 2009 do concurso televisivo Ukraine’s Got Talent, ocorrido em Abril passado. Durante a sua prova, a artista realizou uma animação que evocava a participação do seu país na Segunda Guerra Mundial que foi vista com grande emoção e que lhe valeu o primeiro prémio e a atribuição de um valor pecuniário de 125 000 dólares.

O vídeo da atuação foi colocado no YouTube e, desde então, foi visualizado mais de um milhão de vezes. A maestria e a expressividade do traço da jovem ucraniana são verdadeiramente notáveis, a que se junta uma excelente presença em cena.

Kseniya

Veja alguns vídeos da Kseniya  Simonova:

http://www.youtube.com/watch?v=heMgid4rkzU&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=8uYne5ezkfw&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=hhbKovroSgg&feature=player_embedded

http://www.kseniyasimonova.com/

Literatura Inglesa – William Blake

Retrato de William Blake, por Thomas Phillips.

Retrato de William Blake, por Thomas Phillips.

De acordo com sua biografia, William Blake ( nascido em Londres, 28 de novembro de 17757 a 12 de agosto de 1827), poeta, pintor e ilustrador,  filho de James e Catherine Blake. Ele foi um verdadeiro revolucionário de sua época,  pois, por meio de seus textos, encorajava as pessoas a se deligarem das imposições religiosas e políticas à procura de seus valores e ideais próprios.

Profundamente impressionado com o ritmo de atividades irrefreáveis nas Revoluções Americanas e Francesa, com todas as suas consequências sociais, Blake aplicou princípios revolucionários em suas reflexões acerca do desenvolvimento dinâmico do indivíduo. Sua obra pode ser dividida em dois períodos: antes e depois de Matrimônio do Céu e do Inferno, que li  através de um presente de aniversário de anos atrás de Renan Aversari. No início, as obras de William Blake eram basicamente de natureza poética, com algumas narrativas a respeito de lendas da Inglaterra, composições meditativas e alguns hinos idealizados à natureza. There is no Natural Religion faz parte desse período.

Apenas dois de seus primeiros livros de poesia foram publicados enquanto ele ainda era vivo. São eles: Canções de Inocência e Canções de Experiência. Depois do surgimento de Matrimônio do Céu e do Inferno, Blake entra no período mais criativo de sua carreira e passa a se preocupar com a temática do desenvolvimento interno do ser humano. Foi nesse período que  Blake produziu The Four Zoas e Jerusalem. Não é sem motivo que Matrimônio do Céu e do Inferno representa um marco na carreira de William Blake. Toda sua filosofia está resumida neste livro, totalmente ilustrado e colorido, e merece ser conhecida, dada a sensibilidade e a inteligência  com que foi concebida por este revolucionário de seu tempo. Viveu num período significativo da história, marcado pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglatera. A literatura estava no auge do que se pode chamar de clássico “augustano”", uma espécie de paraíso para os conformados às convenções sociais, mas não para Blake que, nesse sentido era romântico, “enxergava o que muitos se negavam a ver: a pobreza, a injustiça social, a negatividade do poder da Igreja Anglicana e do estado.

Em 1782, após um relacionamento infeliz que terminou com uma recusa à sua proposta de casamento, Blake casou-se com Catherine Boucher. Blake ensinou-a a ler e escrever, além de tarefas de tipografia. Catherine retribuiu ajudando Blake devotamente em seus trabalhos, durante toda sua vida.

No dia de sua morte, Blake trabalhava exaustivamente em A Divina Comédia de Dante Alighieri, apesar da péssima condição física que culminaria no seu fim. Seu funeral, bastante humilde, foi pago pelo responsável pelas ilustrações do livro, e apesar de sua situação financeira constantemente precária, Blake morreu sem dívidas.

Hoje Blake é reconhecido como um santo pela Igreja Gnóstica Católica, e o prêmio Blake Prize for Religious Art (Prêmio Blake para Arte Sacra) é entregue anualmente na Austrália  em sua homenagem.

Vejamos algumas obras desse gênio:

Satã observando o amor de Adão e Eva, Mus. de Belas-Artes - Boston.

Satã observando o amor de Adão e Eva, Mus. de Belas-Artes - Boston.

A criação de Adão, Tate Gallery - Londres.

A criação de Adão, Tate Gallery - Londres.

O Eterno, Whitworth Art Gallery - Univ. de Mancheste.

O Eterno, Whitworth Art Gallery - Univ. de Mancheste.

O círculo da luxúria: Paolo e Francesca, A Divina Comédia.

O círculo da luxúria: Paolo e Francesca, A Divina Comédia.

Nesse enderço você pode encontrar as 182 obras de arte do Blake: http://pintura.aut.org/BU04?Autnum=11.210

Biografia:

  • Poetical Sketches (1783)
  • There is no Natural Religion (1788)
  • All Religions Are One (1788)
  • Songs of Innocence (1789)
  • Book of Thel (1789)
  • The French Revolution: A Poem in Seven Books (1791)
  • A Song of Liberty (1792)
  • The Marriage of Heaven and Hell (1793)
  • Visions of the Daughters of Albion (1793)
  • America, A Prophecy (1793)
  • Songs of Experience (1794)
  • Songs of Innocence and of Experience (1794)
  • Europe, a Prophecy (1794)
  • The Book of Urizen (1794)
  • The Song of Los (1794)
  • The Book of Ahania (1795)
  • The Book of Los (1795)
  • Night Thoughts (1797) (ilustrações)
  • Milton (1804)
  • Grave (1808)
  • Everlasting Gospel (1818)
  • Jerusalem (1820)
  • The Ghost of Abel (1822)
  • Dante’s Divine Comedy (1825) (ilustrações)
  • O livro de Jó da Bíblia (1826) (ilustrações)

Vejamos um trecho da obra Matrimônio do Céu e do Inferno:

Capa da obra pela Editora Madras.

Capa da obra pela Editora Madras.

Provérbios do Inferno

No tempo de semeadura, aprende; na colheita, ensina; no inverno, desfruta.

Conduz teu carro e teu arado sobre a ossada dos mortos.

O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria.

A Prudência é uma rica, feia e velha donzela cortejada pela Impotência.

Aquele que deseja e não age engendra a peste.

O verme perdoa o arado que o corta.Imerge no rio aquele que a água ama.

O tolo não vê a mesma árvore que o sábio vê.

Aquele cuja face não fulgura jamais será uma estrela.

A Eternidade anda enamorada dos frutos do tempo.

À laboriosa abelha não sobra tempo para tristezas.

As horas de insensatez, mede-as o relógio; as de sabedoria,

porém, não há relógio que as meça.

Todo alimento sadio se colhe sem rede e sem laço.

Toma número, peso & medida em ano de m´ngua.

Ave alguma se eleva a grande altura, se se eleva com suas próprias alas.

Um cadáver não revida agravos.

O ato mais alto é até outro elevar-te.

Se persistisse em sua tolice, o tolo sábio se tornaria.

A tolice é o manto da malandrice.

O manto do orgulho, a vergonha.

Prisões se constroem com pedras da Lei; Bordéis, com

tijolos da Religião.

A vanglória do pavão é a glória de Deus.

O cabritismo do bode é a bondade de Deus.

A fúria do leão é a sabedoria de Deus.

A nudez da mulher é a obra de Deus.Excesso de pranto ri.

Excesso de riso chora.

O rugir de leões, o uivar de lobos, o furor do mar em procela e a

espada destruidora são fragmentos de eternidade, demasiado grandes para o

olho humano.

A raposa culpa o ardil, não a si mesma.

A alegria  fecunda. Tristeza engendra.

Vista o homem a pele do leão, a mulher, o velo da ovelha.

O pássaro um ninho, a aranha uma teia, o homem amizade.

O tolo, egoísta e risonho, & o tolo, sisudo e tristonho,

serão ambos julgados sábios, para que sejam exemplo.

O que agora se prova outrora foi imaginário.

O rato, o camundongo, a raposa e o coelho espreitam as raízes; o leão, o

tigre, o cavalo e o elefante espreitam os frutos.

A cisterna contém: a fonte transborda.

Uma só idéia impregna a imensidão.

Dize sempre o que pensas e o vil te evitará.

Tudo em que se pode crer é imagem da verdade.

Jamais uma águia perdeu tanto tempo como quando se submete a tomar liçõe do corvo.

A raposa provê a si mesma, mas Deus provê ao leão.

De manhã, pensa, Ao meio-dia, age. Ao entardecer, come. De noite, dorme.

Quem consentiu que dele te aproveitasses, este te conhece.

Assim como o arado segue as palavras, Deus recompensa as preces.

Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da instrução.

Da água estagnada espera veneno.

Jamais saberás o que é suficiente, se não souberes o que é mais que

suficiente.

Ouve a crítica do tolo! É um direito régio!

Os olhos de fogo, as narinas de ar, a boca de água, a barba de terra.

o fraco em coragem é forte em astúcia.

A macieira jamais pergunta à faia como crescer; nem o leão ao

cavalo como apanhar sua presa.

Quem reconhecido recebe, abundante colheita obtém.

Se outros não fossem tolos, seríamos nós.

A alma de doce deleite jamais será maculada.

Quando vês uma Águia, vês uma parcela do Gênio; ergue a cabeça!

Assim como a lagarta escolhe as mais belas folhas para pôr seus

ovos, o sacerdote lança sua maldição sobre as alegrias mais belas.

Criar uma pequena flor é labor de séculos.

Maldição tensiona: Benção relaxa.

O melhor vinho é o mais velho, a melhor água, a mais nova.

Orações não aram! Louvores não colhem!

Júbilos não riem! Tristezas não choram!

A cabeça, Sublime; o coração, Paixão; os genitais, Beleza; mãos

e pés, Proporção.

Como o ar para o pássaro, ou o mar para o peixe, assim o desprezo para o desprezível.

O corvo queria tudo negro; tudo branco, a coruja.

Exuberância é Beleza.

Se seguisse os conselhos da raposa, o leão seria astuto.

O Progresso constrói caminhos retos;

mas caminhos tortuosos sem Progresso são caminhos de Gênio.

Melhor matar um bebê em seu berço que acalentar desejos irrealizáveis.

Onde ausente o homem, estéril a natureza.

A verdade jamais será dita de modo compreensível,

sem que nela se creia.

Suficiente! ou Demasiado.

Os Poetas antigos animaram todos os objetos sensíveis com Deuses e Gênios, nomeando-os e adornando-os com os atributos de bosques, rios, montanhas, lagos, cidades, nações e tudo quanto seus amplos e numerosos sentidos permitiam perceber.E estudaram, em particular, o caráter de cada cidade e país, identificando-os segundo sua deidade mental;Até que se estabeleceu um sistema, do qual alguns se favoreceram, & escravizaram o vulgo com o intento de concretizar ou abstrair as deidades mentais a partir de seus objetos: assim começou o Sacerdócio;Pela escolha de formas de culto das narrativas poéticas.E proclamaram, por fim, que os Deuses haviam ordenado tais coisas.Desse modo, os homens esqueceram que todas as deidades residem no coração humano.




Algumas informações foram retiradas de http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Blake








E com muito orgulho apresento-lhes: CLÓVIS JÚNIOR!

Criador e criatura. Clóvis Júnior e sua obra.

Criador e criatura. Clóvis Júnior e sua obra.

Clóvis Junior, Guarabirense radicado em João Pessoa.

Clóvis Junior, Guarabirense radicado em João Pessoa.

Clóvis Júnior nasceu na cidade de Guarabira – PB, meu conterrâneo, radicado em João Pessoa, onde veio morar desde os 17 anos de idade. O artista trabalha com pinturas, esculturas e gravuras. Sua primeira participação como artista plástico foi no ano de 1983, aos 18 anos de idade. Em 1985, ingressa no curso de educação artística – UFPB. Faz curso de gravura, Prof. Hermano José, UFPB.

Clóvis Júnior nasceu na cidade de Guarabira – PB, radicado em João Pessoa, onde veio morar desde os 17 anos de idade. O artista trabalha com pinturas, esculturas e gravuras. Sua primeira participação como artista plástico foi no ano de 1983, aos 18 anos de idade. Em 1985, ingressa no curso de educação artística – UFPB. Faz curso de gravura, Prof. Hermano José, UFPB.

Dono de muitos prêmios, Clóvis Júnior se destaca com premiações de 1° lugar em diversos concursos pela ONU em 1993. Contando no seu currículo com 35 exposições individuais no Brasil e no mundo e mais de 50 exposições coletivas e salões. Há outra série de exposições coletivas e participações na Bienal Naifs do Brasil, em São Paulo; Exposição Bikoo-kem(Eco 92), no Rio de Janeiro. Para nosso orgulho, Clóvis está entre nós, criando e se inspirando na Paraíba, mas já se tornou um fenômeno nacional. De 1983 até hoje, soma em seu currículo uma lista de 16 exposições internacionais, destacando-se trabalhos realizados na Flórida, Nova York, Washington, Ovar, Paris, Buenos Aires, Alemanha, Itália, Londres, entre outras. Hoje, o artista tem trabalhos publicados em livros importantes como “Brazilian Knotd – Embaixada do Brasil – Londres”; “Brasilian Art – São Paulo”; participou de vários livros de Bienal Naifs do Brasil; “XXVIII Anuário do Clube da Criação de São Paulo”; “10 Anos do Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro”.

Dono de muitos prêmios, Clóvis Júnior se destaca com premiações de 1° lugar em diversos concursos pela ONU em 1993. Contando no seu currículo com 35 exposições individuais no Brasil e no mundo e mais de 50 exposições coletivas e salões. Há outra série de exposições coletivas e participações na Bienal Naifs do Brasil, em São Paulo; Exposição Bikoo-kem(Eco 92), no Rio de Janeiro. Para nosso orgulho, Clóvis está entre nós, criando e se inspirando na Paraíba, mas já se tornou um fenômeno nacional. De 1983 até hoje, soma em seu currículo uma lista de 16 exposições internacionais, destacando-se trabalhos realizados na Flórida, Nova York, Washington, Ovar, Paris, Buenos Aires, Alemanha, Itália, Londres, entre outras. Hoje, o artista tem trabalhos publicados em livros importantes como “Brazilian Knotd – Embaixada do Brasil – Londres”; “Brasilian Art – São Paulo”; participou de vários livros de Bienal Naifs do Brasil; “XXVIII Anuário do Clube da Criação de São Paulo”; “10 Anos do Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro”.

FONTE: www.clovisjunior.com.br


Prêmios e Salões

  • 2008: Comenda “Gente que faz a nossa Paraíba”, Guarabira, PB.
  • 2008: Medalha Honorífica Osmar de Araújo Aquino, Guarabira,PB.
  • 2007: Medalha Augusto dos Anjos, Assembléia Legislativa da Paraíba, João Pessoa, PB.
  • 2006: Participação do Livro Artistas Brasileiros, Senado Federal, Brasília, DF.
  • 2006: Título de Cidadão Pessoense, João Pessoa, PB.
  • 2006: Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 2005: Participação do Livro Brazilian Art, São Paulo, SP.
  • 2005: Artista paraibano selecionado para compor Calendário 2005, CHESF, João Pessoa, PB.
  • 2004: Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 2004: III Bienal Internacional de Gravuras, Jundiaí, SP.
  • 2003: XXVIII Anuário do Clube de Criação de São Paulo, SP.
  • 2003: 10 anos do Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, RJ.
  • 2000: XV Noite da Cultura da Paraíba, Menção Honrosa, João Pessoa, PB.
  • 2000: V Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 1997: Lendas e Crenças: Mostra Itinerante de Arte de São Paulo, SP.
  • 1996: Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba, SP.
  • 1996: 1° Salão Mercosul de Arte Sacra, Grande Menção Honrosa, Buenos Aires, Argentina.
  • 1996: Troféu Paraíba Artista Plástico do Ano, João Pessoa, PB.
  • 1993: 1° Lugar no Concurso Nacional de Cartazes Contra as Drogas, Promovido pela ONU, Brasília, DF.
  • 1992: Mostra Internacional de Arte Ingênua e Primitiva, Menção Honrosa, Piracicaba, SP.
  • 1990: 3° Lugar no Concurso Listel/Telpa, Catálogo Telefônico da Paraíba, PB.
  • 1987: 1° Lugar no Concurso Listel/Telpa, Catálogo Telefônico da Paraíba, PB.
  • 1986: Salão Cenas da Cultura Popular, Piracicaba, SP.
  • 1985: A Presença do Mar nas Artes Plásticas, Galeria Pedro Américo, João Pessoa, PB.
  • 1985: Prêmio Aquisição Salão São João, Galeria Pedro Américo João Pessoa, PB.
  • 1985: VI Salão Municipal de Artes Plásticas, (artista convidado), João Pessoa, PB.
  • 1983: XXXVI Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, Recife.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Clóvis_Júnior

Obra do artista plástico Clóvis Junior.

Obra do artista plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

A entrevista a seguir foi  retirada do site:  www.brazilianartists.net :

Londres fica mais colorida neste verão

A arte de Clóvis Júnior arde e encanta brasileiros apaixonados por sua terra natal.

Por Georgia Martins*

O suspiro alto e a alegre surpresa foram minhas primeiras reações ao ver o colorido dos quadros de Clóvis Júnior na Galeria 32 da Embaixada Brasileira em Londres. Artista plástico há 20 anos, o poeta das telas Clóvis Júnior nos recebe com a mesma beleza e simplicidade que vemos em seus quadros. Seguidor e expoente brasileiro da arte naïf, acostumou-se a fazer exposições internacionais, principalmente após ter recebido o primeiro prêmio no Concurso Nacional de Cartazes promovido pela ONU em 1993, tendo seu trabalho divulgado em mais de 150 países. Suas últimas exposições passaram por Portugal, Alemanha, Milão, Nova Iorque, Paris, entre outros. Em Londres, apresenta até o dia 26 de junho a exposição Magic Paintings, seguindo depois para a Embaixada do Brasil em Berlim.

A explosão de cores característica de seu trabalho retrata, como ele mesmo define, um Cordel colorido. Paraibano e morador de João Pessoa, tem muito a mostrar sobre nossa cultura nordestina.

A cultura naïf tem origem na França pelos pincéis de Russeau, que registra então as primeiras marcas de uma arte ingênua, primitiva, natural, como é definida. Pintar a fauna, o meio ambiente e o folclore, com incursões sociais no meio do caminho também são traços marcantes da pintura naïf.

Leia abaixo entrevista exclusiva concedida por Clóvis Júnior ao www.BrazilianArtists.net para o jornal Brazilian News.

BA: Há uma citação de Jorge Amado sobre a pintura naïf em que ele disse o seguinte: “Sou daqueles que acham que a única pintura brasileira que possui caráter realmente nacional e se expressa numa corrente de nossa cultura mestiça é a pintura naïf, ingênua, primitiva – cada um escolha a designação que lhe pareça melhor”.

Depois do pai da palavra nordestina eu quero saber de você. A arte naïf não é uma arte de origem brasileira mas podemos dizer ser a mais brasileira das artes?

Clóvis: Eu considero a mais brasileira das artes por que a gente vê a nossa cultura nela. A pintura naïf representa muito bem os nossos povos, nossos costumes, nossas festas folcloricas, quer dizer, tem uma identidade e força muito grande por que representa diretamente os movimentos que acontecem no país e o pintor é um repórter clássico, ele reproduz aquilo que vê pras pessoas poderem ver tambem.

BA: Podemos dizer então que é uma arte popular com tendências folclóricas. Voce acredita que essa é uma característica da pintura naïf em geral ou pintar o folclore é uma contribuição essencialmente brasileira nesse estilo de arte?

Clóvis: O folclore é uma fonte de inspiração tamém para a pintura naïf, não que ele seja obrigado a pintar somente isso, a arte naïf é livre. Eu por exemplo prefiro pintar o lado bom da vida, a alegria, a harmonia, o bem estar do ser humano. De violência já basta o que a gente vê na televisão. Claro que o artista pode mostrar o que quiser mas eu prefiro pintar o lado bom da vida, acho que o espírito é esse.

BA: E a questão da crítica social percebida em seus quadros, como você a retrata?

Clóvis: Pintei uma vez um dragão caindo no Congresso em Brasilia e um político da minha cidade quando viu o quadro ficou chocado por que ele não entendeu a mensagem e nem eu quis dizer a ele o que era. A mensagem está no que você pensa, né? Um outra vez pintei um quadro do bando de Lampião chegando no Congresso com os políticos corruptos atrás.O quadro não era assim agressivo mas tinha também uma mensagem política que não é direta, ela é surrealista. Meu trabalho tem muito disso, esse surrealismo, essa coisa meio fantástica, de ilusão, do imaginário. Não estou diretamente ligado à pintura tradicional naïf de pessoas do interior, gosto de trabalhar com o surrealismo de quebrar as figuras também. Por exemplo, criei uma vez um Lampião montado em um cavalo marinho. Se eu tivesse feito um cavalo comum seria mais um pintado, mas eu fiz ele vir em uma outra forma, em uma outra roupagem. Na minha imaginação ele foi à Brasilia assim, com uma festa grande atrás dele.

BA:O historiador brasileiro Jose Pierre afirma que o artista naïf se mantém sempre como um “primitivo de épocas futuras”. Voce concorda? Qual o futuro da pintura naïf brasileira?

Clóvis: O brasileiro ao longo do tempo foi tão colonizado, globalizado que a nossa auto-estima era muito pouca, só via o outro lado, nunca valorizava os artistas da terra. A pintura naïf também sofreu muito isso, essa rejeição por ser uma pintura simples que não seguia um padrão de qualidade acadêmica. Eu, por exemplo, no começo sofri muitas críticas por alguns artistas de outras escolas por ser um pintor primitivo mas mesmo assim eu segui em frente e hoje estou aqui, fazendo o meu trabalho, o resultado está aqui. Assim como em todas as outras tendências artísticas, sempre vai haver uma pessoa pra dar continuidade. A pintura naif não tem moda, passa tudo na frente dela e ela segue caminhando com sua característica particular. Não importa em que época estamos, ela é natural, tem seu lugar certo na arte.

BA:Os brasileiros que visitam sua exposição conseguem identificar todo um significado social retratado em seu quadros por que estes são aspectos de nossa cultura. E os europeus, como reagem ao seu trabalho?

Clóvis: Infelizmente o europeu na maioria das vezes tem mais olhos pra nossa pintura que os próprios brasileiros. É engracado que quando eles vêem meu trabalho, tem apenas uma noção do que é o Brasil, eles vêem que o Brasil é um pais que ainda está por ser descoberto, não sabem a potência que o país tem, da alegria de um povo que independente de crise está sempre com sorriso na boca, não precisa ser rico ou pobre pra ser alegre. Certa vez estava com uma exposição em Buenos Aires e uma pessoa me perguntou: ‘Por que vocês só vivem sorrindo se ganham tão pouco?’ Eu tomei um choque com aquela pergunta. Na época a Argentina estava bem e aí eu disse ‘mas por que vocês ganham tão bem e são todos tão tristes?’

BA: Percebi que você tem umas xilogravuras expostas também. Tem aí uma influência de Cordel?

Clóvis: Esses quadros na verdade são cordéis coloridos, os traços da xilogravura estão todos aí, é puro cordel. A arte no cordel nasceu pela necessidade de se expressar, é outro movimento da pintura junto com a poesia. Eu faço a xilogravura também, que é assim um trabalho muito particular, é como se fosse uma mágica. Você com um papel, estilete, um lápis, um cartão e pronto, ja fez uma xilogravura, que é mágica pela sua simplicidade. O bom da xilogravura pro meu trabalho é que ele quebra o colorido.

BA: O tema da sua exposição é “Pinturas Mágicas”. Mágicas por que?

Clóvis: Porque você pode criar a mágica em cima de cada quadro. Eu posso dizer que esse quadro é isso e você imagina de outra forma, ele dá essa possibilidade de você viajar, de também fazer parte dele. Aí que está a magia da pintura dos meus quadros, deixar as pessoas à vontade com eles.

A exposição aconteceu dias 10 a 26 de junho de 2004 na Galeria 32, Embaixada do Brasil em Londres.

* Geogia Martins é poeta e estudante do curso de jornalismo da PUC-SP. Atualmente vivendo em Londres, ela participa do movimento www.BrazilianArtists.net.

FONTE: http://www.brazilianartists.net/profiles/clovisrossi/interview_portuguese.htm

“A tristeza durará para sempre” – Estas foram as últimas palavras de Vincent Van Gogh

Vincent Willem Van Gogh

Nasceu em Zunderrt, uma cidade próxima a Breda, na província de Brarrabante do Norte, nos Países Baixos (mais conhecidos no Brasil e em Portugal como Holanda). Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa, e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will).

Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida.

Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois para Paris.

No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria.  Ele então decidiu retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia. Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdam, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros.

Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas

para tomar aulas com Willem Roelofs , que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva.

Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten, onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Vicent Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um enérgico ”nunca”. Porém, Van Gogh insistiu em sua idéia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia.

Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse.

Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio.

Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia.

Com pouco dinheiro, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor freqüente de absinto. Foi nesta altura que entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas.

Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia.

Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartre com Theo.         Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rue Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou noEstúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.[1] Este último, alcóolatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto. O absinto possuía como principal ingrediente uma planta alucinógena de nome Artemisia absinthium e cuja graduação alcóolica era de 68%. O absinto, também conhecida como “fada verde” devido aos efeitos alucinógenos, foi responsabilizado por alucinações, surtos psicóticose mesmo mortes.

Através de Theo, conhece Monet, Renoir, Sisley, Pissarro, Degas, Signac e Seurat.

Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat.

A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebens tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy, entre outros.

Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No próximo ano, decide mudar-se de Paris.

Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas.

Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A Casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos.

Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, freqüentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços.

Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: “Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos”, queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida pelas mesmas.

Em 23 de dezembro de 1888, após a saída de Gauguin para uma caminhada, van Gogh o segue e o surpreende com uma navalha aberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, que embrulha em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta sua amiga, Rachel. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada acontecera. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade. Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital.

Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto-Retrato com a Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles.

O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas.

Quatro semanas após seu retorno do hospital, van Gogh apresenta sintomas de paranóia e imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso.

Rejeitado pelo amigo Gauguin e pela cidade, descartados seus planos da comunidade de artistas, se agrava a depressão de van Gogh, que tinha como único amigo seu irmão Theo, que por sua vez estava por casar-se. O casamente de Theo constribui para a inquietação de Vincent, que teme pelo afastamento do irmão.

Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole, perto de Saint-Rémy-de-Provence, naProvença. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas.

Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas, recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet. Em Auvers Van Gogh produz cerca de oitenta pinturas.

Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia), Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo. As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: ”La tristesse durera toujours” (em francês, ”A tristeza durará para sempre”).

Na ocasião, o diagnóstico de Van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista empsiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual Van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predonimavam a violência e as alucinações. No entanto, Van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição.

A doença de Van Gogh foi analisada durante os anos posteriores e existem várias teses sobre o diagnóstico. Alguns como o doutor Dietrich Blumer, em artigo publicado no American Journal of Psychiatry, mantém o diagnóstico de epilepsia do lobo temporal, agravada pelo uso do absinto.

Algumas Obras do Pintor:

350px-L'italiana

A italiana 1887

A Noite Estrelada

A Noite Estrelada

sunflowersdetail

sunflowersdetail

Os Comedores de Batata

Os Comedores de Batata

Sunset

Sunset

sternennacht

sternennacht

Van Gogh Auto retrato

Van Gogh Auto retrato

Quarto de Van Gogh

Quarto de Van Gogh

~~> Leonardo da Vinci (1452-1519)

O HOMEM VITRUVIANO

MONA LISA



LEONARDO DA VINCI


PINTOR, ARQUITETO, BOTÂNICO, CARTÓGRAFO, ENGENHEIRO, ESCULTOR, FÍSICO, GEÓLOGO, QUÍMICO E INVENTOR, ENTRE OUTRAS OCUPAÇÕES, Da Vinci era o típico humanista, adquirindo e produzindo conhecimentos em diversas áreas. Junto à famosa Monalisa, O Homem Vitruviano, uma das mais conhecidas obras, é um belo exemplar do espírito do Renascimento: trata-se de um estudo anatômico que busca representar com perfeição a matemática a beleza e a simetria do corpo humano.