RENAN AVERSARI
Renan Aversari
Estudante de Direito (último período)
Estudante de Física
Atleta
email: sr_aversari@hotmail.com
Jordélia: Renan, Porque junto com o “direito”, você, escolheu também fazer física. Qual dos dois cursos foi a primeira escolha? E por quê?
Renan: Minha primeira opção foi a física, foi uma escolha um tanto turbulenta. Sempre fui muito curioso, um aluno aplicado e sempre tive muita aptidão matemática. Durante minha infância, minha primeira experiência literária foi a enciclopédia Delta Universal, o que abriu minha mente para os livros e me fez despertar interesse especial pelo universo científico, tanto que montei um pequeno laboratório na casa onde morava. No ensino médio, houve uma identificação imediata com a física, a química e a biologia o que mostrava que nos próximos anos trilharia uma carreira científica, entretanto, a confusão instaurou-se justamente em qual curso escolher. Após muita pesquisa e muitas conversas com professores, o curso escolhido foi o bacharelado em física, motivado pela paixão a decisão havia sido tomada, iria ser um cientista. Nunca pensei em estudar direito na verdade, depois de muito insistir, meu pai acabou me convencendo a seguir uma carreira jurídica e, um ano depois de iniciar o curso de física, prestei um novo vestibular, dessa vez para direito.
Jordélia: O que te prende à física?
Renan: A física está incrustada em mim, foi o meu primeiro amor e continua a me encantar a cada dilema, a cada descoberta, a cada debate. O que me prende a física é o desejo de tornar-me um dia um grande cientista.
Jordélia: O que te prende ao direito?
Renan: O direito me conquistou pela sua beleza disfarçada, não é tão sublime e elegante quanto a física, entretanto, a lógica depreendida e sua filosofia fundamentalista o constituem academicamente com um encanto maestral, realmente é um curso encantador. O que me prende hoje ao direito é, principalmente, o vislumbre financeiro, ou seja, é a ambição por ser um profissional sem frustrações econômicas.
Jordélia: Conte-nos, como foi essa história do “foguete” e o sonho de trabalhar na NASA ?
Renan: Entre verdades e lendas, foi um episódio lúdico. Essa história do foguete começou com uma feira de ciências ainda nos tempos ginásio, eu e um amigo, hoje químico, tivemos essa ideia de construir alguns protótipos inocentes para a feira de ciências, mas nem houve a bendita feira, e então ficamos com aqueles projetos sem destinação específica. Acabamos levando em continuidade por diversão e a coisa tomou proporções inesperadas, ficando cada vez maiores, mais sofisticados e mais caros. Depois de destruir alguns telhados, remanescerem uns 30 quilos de alumínio para feitura de combustível aqui em casa, montes de rolos de plantas e projetos, muito dinheiro e horas gastas trabalhando nisso deixamos sobrestado, mas mais por falta de tempo do que por qualquer outro motivo. Essa história de ir para a NASA é mais uma estória, um lenda urbana ao meu respeito.
Jordélia: É sabido por todos seus amigos que você lê bastante, mas bastante mesmo. Em suas leituras, diga-nos uma obra, ou até mais, que você acha que todos deveriam ler.
Renan: Indicaria algumas obras que todos deveriam ler: O príncipe, de Maquiavel; A arte da guerra, de Sun Tzu; Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking; O mundo de sofia, de Jostein Gaarder e O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Outra leitura que não se configura como uma obra em si, mas são fabulosas também, são os provérbios chineses. Para mim, estas, além de excepcionais, são obras fundamentais.
Jordélia: Hoje, como aluno do curso de direito, como você vê o papel do advogado e/ou profissões agregadas na sociedade brasileira?
Renan: O advogado despende uma função essencial em qualquer sociedade moderna, sendo sua valia desenvolvida pela necessidade de uma sociedade justa e equilibrada onde haja a efetiva valoração e respeito, do povo, pelos princípios democráticos, pela Constituição e pelas leis, neste âmbito, o advogado resplande como um símbolo.
Jordélia: Como estudante de física, qual o futuro visto para essa ciência, no seu conceito?
Renan: Não só o futuro da física, mas também o de toda ciência reside no interminável, isto é, sempre novas descobertas são feitas e com isso mais mistérios a serem estudados, a ciência se concebe num ciclo ininterrupto em busca da verdade. Entretanto, os benefícios dos avanços científicos e tecnológicos são resvalados diretamente à população. Como exemplo desse efeito podemos citar os avanços na medicina, nos transportes, na comunicação, etc.
Jordélia: Você ainda quer ser “Diplomata”? Como se deu essa vontade e o que faz para que alcançar esse objetivo?
Renan: Na verdade não. A idéia da diplomacia me pareceu charmosa e convidativa, principalmente por seu estatus, no entanto, algumas dificuldades na carreira me fizeram desistir da idéia. A principal razão da minha desistência foi o abandono da carreira científica, isso me destruiria.
Jordélia: E a natação, como surgiu em sua vida?
Renan: A natação surgiu por uma recomendação médica, ainda quando criança, hoje a sigo como estilo de vida, a piscina e o cloro fazem parte do meu cotidiano. Pratico diariamente como atleta empenhado e com uma disciplina rigorosa. Seus benefícios são inúmeros, mas o que mais me contenta é estar sempre de bom humor.
Jordélia: Você é sempre disciplinado com as suas atividades ou a disciplina foi algo que você sentiu necessidade de adquirir?
Renan: A disciplina talvez seja o meu maior trunfo, juntamente com a paciência e a perseverança. Essa combinação sempre me rendeu ótimos resultados.
Jordélia: Você já fez alguma viagem a algum lugar que até hoje você não esquece? Qual? Fale-nos um pouco dela, por gentileza.
Renan: Viagens são sempre inesquecíveis, as companhias, os lugares desconhecidos, tudo isso me traz recordações muito boas, muito felizes. Talvez não conte, mas a viagem mais interessante que já fiz foi aqui nos arredores da minha própria cidade. João Pessoa, e também a Paraíba, tem uma história belíssima e este seu arcabouço permanece vivo e presente nos edifícios da cidade. Um dia, eu acompanhado de um amigo, visitamos, a pé, cada ponto histórico desde a cidade antiga até Cabedelo, escutando e “vivenciando” as histórias sobre os locais. Tivemos a oportunidade de ver algumas fotografias antigas da cidade e de conhecer mais intimamente a história de alguns prédios, igrejas e praças desta maravilhosa cidade. Sem dúvida a melhor viagem, a qual não sai da cidade, foi uma viagem “temporal” sobre os acontecimentos históricos de João Pessoa.
Jordélia: Seu pai tem um grande escritório de advocacia
Renan: Inevitavelmente isso acabará acontecendo e terei de estar preparado para tanto, não é uma tarefa simples de fato. A vida nos ensina a estar preparado para todas as situações e venho me qualificando para isso. Existe um provérbio chinês que se aplica plenamente a esta situação, costumo repeti-lo para mim mesmo algumas vezes: “Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier”.
Jordélia: Depois dos dois cursos, que profissão você pensa em exercer?
Renan: O magistério, sempre tive esse objetivo, estou planejando um mestrado para o ano que vêm, em direito, pela PUC de São Paulo. Pretendo exercer a advocacia em comunhão com o magistério acadêmico. E quanto a ciência, eu a quero exercê-la sem pressões financeiras, resumindo-me a uma carreira acadêmica de alto nível, inclusive com participações em instituições de renome internacional.
Jordélia: E a paixão por música clássica, existe mais algum outro tipo de música que você goste?
Renan: A música é alimento da alma, é ela quem me movimenta. Me considero um eclético, mas além da música clássica, tenho uma queda especial pelo rock de vanguarda. Minha banda favorita é o Pink Floyd, não resisto a musicalidade deles, são solos incrivelmente delirantes. Algumas músicas como “Confortable numb”, “Learning to fly”, “Poles apart” e “Coming back to life” conseguem, literalmente, me paralisar.
Jordélia: Desde já, muito obrigada pela sua entrevista. Foi uma honra. Obrigada!!!
Renan além de grande amigo é colaborador do blog e quem me dá várias e várias ideias. Mais uma vez, Renan, muito obrigada!

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:::Café nas Letras::: » Literatura Inglesa – William Blake disse:
6 de abril de 2010 às 15:09
Comentários[...] do Céu e do Inferno, que li através de um presente de aniversário de anos atrás de Renan Aversari. No início, as obras de William Blake eram basicamente de natureza poética, com algumas [...]