♪♫♪ Cibelle Cavalli


About a girl








Cibelle

A paulistana Cibelle Cavalli se inclui na seleta safra de cantoras nacionais que já alcançaram reconhecimento no exterior mas cujo nome ainda é pouco familiar aos ouvidos brasileiros. com endereço em Londres e viajando pelo mundo desde 2002, a bela cantora e compositora é também multi-instrumentista e produtora, característica que se faz notar em seus discos e apresentações. Seu cd de estréia, de 2003, batizado apenas com o próprio nome, foi elogiado pelo jornal britânico ‘The Independent’ como “simultaneamente sem igual na Terra e a tudo o que você já ouviu antes”. A música de Cibelle é reflexo de sua vida nomade ,ela trabalha organicamente com a musica em jam sessions gravadas que depois sao esculpidas no estudio para para tomar o formato de cançao , instpirada pelo produtor Suba, responsável por sua estréia em disco – no projeto ‘São Paulo Confessions’. Cibelle nao se prende a etiquetas sonoras e trabalha independente com a musica sem se prender em sonoridades especificas, utilizando desde instrumetos mais comuns como guitarras e pianos, como qualquer outro objeto ou briquedo , aleatoriamente . Cibelle é tambem colaboradora de artistas plasticos como David Shrigley (escocia) ,Doug Aitken (usa) ,Rick Castro (brasil), e trabalha com musica do ponto de vista de um artista plastico brincando com os sons como se fossem cores e sampleando ao vivo os instrumentos para compor as texturas sonoras, compondo colagens. Cibelle emprestou sua voz doce e cristalina à compilação ‘The new sound of Brazil2’, ao lado de nomes como Bebel Gilberto, Celso Fonseca,Trio Mocotó, Bossacucanova e DJ Dolores, e tambem a compilacao de colaboraçoes com DAvid Shrigley, ao lado de FRanz Ferdinand, Hot Chip, Grizzly Bear, Final Fantasy entre outros. Seu segundo disco de carreira, ‘The Shine of Dried Electric Leaves’, foi lançado no ano passado, e convidada por David Byrne, em fevereiro de 2007 ela se apresentou ao lado de seus amigos e colaboradores Devendra Banhart, CocoRosie, Vetiver, Vashti Bunyan e Adem no mitico Carnegie Hall em NY representando a nova safra da musica mundial.




Mais sobre a Cibelle:


O Romance do pavão misterioso – José Camelo de Melo Resende

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O ROMANCE DO PAVÃO MISTERIOSO
(José Camelo de Melo Resende)
Cordel
A literatura de cordel nordestina é uma manifestação da cultura popular tradicional. Nascida no interior do nordeste, espalhou-se por todo o país, pelo processo migratório do sertanejo-nordestino. O folheto é a forma tradicional de impressão. Escritos de  forma rimada e alguns poemas são ilustrados.
O cordel é assim chamado pelo fato dos folhetos serem expostos pendurados em barbantes e vendidos em feiras em Portugal. A nomenclatura espalhou-se no Brasil (muitos dos nossos cordelistas não perpetuaram a tradição de pendurar folhetos em barbantes e os vendem em bancas ou no chão). No nordeste, o nome dado é “folhetos” ou “romance”. Nas feiras de João Pessoa, Campina Grande e nas cidades de interior como Guarabira, Areia, Sapé … é bastante comum encontrar esses livrinhos tão cheios de cultura.

O enredo
“O Pavão Misterioso”, folheto de cordel, possui 141 estrofes de seis versos (sextilhas) de sete sílabas (redondilha maior). Conta a história da Condessa Creuza, a moça mais bonita da Grécia, conservada pelo pai trancada desde a infância no mais alto quarto do sobrado.Uma vez no ano, a moça aparece por uma hora ao povo, que vem de longe, só para contemplar-lhe a beleza. Um retrato dela chega até a Turquia, onde mora Evangelista, que se apaixona pela bela figura da jovem. Dirigindo-se à Grécia, ele encomenda a um engenheiro um mecanismo alado – o Pavão Misterioso do título – a bordo do qual consegue chegar até o quarto da moça, raptando-a, depois de vários perigos e dificuldades.

Características e temas da obra

a) “O Pavão Misterioso” é um folheto cujos “objetos misteriosos(objetos mágicos)” possuem um quê de realidade:

“Foram experimentar
Se tinha jeito o pavão
Abriram a lavanca e chave
Encarcaram num botão
O monstro girou suspenso
Maneiro como balão”.

Além do pavão propriamente dito, há ainda no folheto a presença de uma serra, facilmente identificável com nossas atuais serras portáteis. Com ela, Evangelista, o herói, depois de aterrar silenciosamente com seu pavão-helicóptero na cumeeira do palácio do Conde, praticava uma abertura pela qual podia descer e contemplar a sua amada Creuza:

“Edmundo ainda lhe deu
Uma serra azougada
Que serrava caibro e ripa
Sem que fizesse zoada
Tinha dentes de navalha
De gume bem afiada.”

Entra em cena o outro objeto, o lenço enigmático, que nada mais devia ser do que um lenço embebido em clorofórmio, anestésico e desmaiante:
“Deu-lhe um lenço enigmático
Que quando Creuza gritava
Chamando pelo pai dela
Aí o moço passava
Ele no nariz da moça
Com isso ela desmaiava!”.
b) N’O Pavão Misterioso está onipresente a tecnologia, a ciência, e uma exposição clara da mágica subjacente aos objetos. Pode-se dizer que, n’O Pavão, a Ciência assume o status da magia, realizando prodígios, apontando soluções, desenvolvendo estratégias, demonstrando uma vez mais que a magia é parceira e precursora da ciência.
“Movido a motor elétrico
Depósito de gasolina
Com locomoção macia
Que não fazia buzina
A obra mais importante
Que fez em sua oficina.
Tinha cauda como leque
As asas como pavão
Pescoço, cabeça e bico
Lavanca, chave e botão
Voava igualmente ao vento
Para qualquer direção.

– Eu fiz o aeroplano
da forma de um pavão
que arma e se desarma
comprimindo em um botão
e carrega doze arroba
três léguas acima do chão”.
Outros exemplos: a presença dos fotógrafos que se atropelam uns aos outros para tirar o retrato de Creuza e depois vendê-lo; a indelével “banha amarela” que a moça, meio a contragosto, mas obedecendo ao pai, passa na cabeça de Evangelista para que ele possa ser identificado depois.
Finalmente, um telegrama substitui o “mensageiro” ou o “portador”, levando as notícias no final da história.
“Enquanto Evangelista
Gozava imensa alegria
Chegava um telegrama
Da Grécia para Turquia
Chamando a condessa urgente
Pelo motivo que havia”.

c) Espaço e tempo se movimentam. A obra é marcadamente cronológica e os ambientes são descritos com clareza (Turquia, Japão e Grécia).
“Residia na Turquia”
(…)
“Depois que o velho morreu”
(…)
“E seguiu para o Japão”
(…)
“Depois voltou para a Grécia”
(…)
“Logo no segundo dia”
(…)
“Depois de sessenta dias”
(…)
“Na cidade de Atenas
Estava a população
Esperando pela volta
Do aeroplano pavão
Ou o cavalo do espaço
Que imita um avião”.
d) Semelhança com as narrativas medievais: a filha trancafiada numa torre e o herói que vai resgatá-la numa aventura de amor.
“À meia-noite o pavão
Do muro se levantou
Com as lâmpadas apagadas
Como uma flecha voou
Bem no sobrado do conde
Na cumeeira pousou.
A donzela estremeceu
Acordou no mesmo instante
E viu um rapaz estranho
De rosto muito elegante
Que sorria para ela
Com um olhar fascinante”.
e) Endeusamento da figura feminina.

A donzela estremeceu
Acordou no mesmo instante
E viu um rapaz estranho
De rosto muito elegante
Que sorria para ela
Com um olhar fascinante.
– De ano em ano essa moça
bota a cabeça de fora
para o povo adorá-la
no espaço de uma hora
para ser vista outra vez
tem um ano de demora.
Respondeu João Batista
- Creuza é muito mais formosa
do que o retrato dela
em beleza é preciosa
tem o corpo desenhado
por uma mão milagrosa.
f) Autoritarismo do pai da moça.
“O conde não consentiu
Outro homem educá-la
Só ele como pai dela
Teve o poder de ensiná-la
E será morto o criado
Que dela ouvir a fala”.
g) Presença da curiosidade, elemento incontrolável no ser humano.
“Os estrangeiros têm vindo
Tomarem conhecimento
Amanhã quando ela aparece
No grande ajuntamento
É proibido pedir-se
A mão dela em casamento.

Então disse João Batista
– Agora vou me demorar
pra ver essa condessa
estrela desse lugar
quando eu chegar à Turquia
tenho muito o que contar”.
h) Manifestações do capitalismo.
→ Símbolo de riqueza:
“Logo que chegou na Grécia
Hospedou-se Evangelista
Em um hotel dos mais pobres
Negando assim sua pista
Só para ninguém saber
Que era um capitalista”.
→ Símbolo de vantagem:
“Logo no segundo dia
Creuza saiu na janela
Os fotógrafos se vexaram
Tirando o retrato dela
Quando inteirou uma hora
Desapaeceu a donzela.

Logo no segundo dia
Creuza saiu na janela
Os fotógrafos se vexaram
Tirando o retrato dela
Quando inteirou uma hora
Desapareceu a donzela”.
i) Ideal de felicidade.
→ Evangelista: casar com Creuza
“– Todo o meu sonho dourado
é fazer-te minha senhora
se quiseres casar comigo
te arrumas e vamos embora
senão o dia amanhece
e se perde a nossa hora”.
→Creuza: viver a mocidade
“Disse Creuza: – Ora papai
Me prive da liberdade
Não consente que eu goze
A distração da cidade
Vivo como criminosa
Sem gozar a mocidade”.
→ João Batista: viajar para o estrangeiro
“Um dia João Batista
Pensou pela vaidade
E disse a Evangelista:
– Meu mano eu tenho vontade
de visitar o estrangeiro
se não te deixar saudade”.
→ Conde: dominar a vida da bela filha única
“– É a moça em que eu falo
Filha do tal potentado
O pai tem ela escondida
Em um quarto de sobrado
Chama-se Creuza e criou-se
Sem nunca ter passeado”.
→ Mãe de Creuza: ver a felicidade e liberdade da filha
“Disse a velha: – Minha filha
Saíste do cativeiro
Fizeste bem em fugir
E casar no estrangeiro
Tomem conta da herança
Meu genro é meu herdeiro”.
→ Edmundo: criar nova arte engenhosa
“Quando Edmundo findou
Disse a Evangelista:
– Sua obra está perfeita
ficou com bonita vista
o senhor tem que saber
que Edmundo é artista”.
j) Ápice da vitória: o casamento.
“Em casa de João Batista
Deu-se grande ajuntamento
Dando vivas ao noivado
Parabéns ao casamento
À noite teve retreta
Com visita e cumprimento”.
k) Simbologia do pavão:
→ Invenção de artista
“O grande artista Edmundo
Desenhou nova invenção
Fazendo um aeroplano
De pequena dimensão
Fabricado de alumínio
Com importante armação”.
→ Amor
“Então dizia um soldado:
– Orgulho é uma ilusão
um pai governa uma filha
mas não manda no coração
pois agora a condessinha
vai fugindo no pavão”.
→ Liberdade
“O pavão de asas abertas
Partiu com velocidade
Coroando todo o espaço
Muito acima da cidade
Como era meia noite
Voaram mesmo à vontade”.
→ Confidência: o pavão era cúmplice de Evangelista
“Então disse o jovem turco:
– Muito obrigado fiquei
do pavão e dos presentes
para lutar me armei
amanhã a meia-noite
com Creuza conversarei”.
l) Ave dicotômica.
→ Aparência de realidade: simulação de um pássaro
→ Função abstrata: realização do amor
“À meia-noite o pavão
Do muro se levantou
Com as lâmpadas apagadas
Como uma flecha voou
Bem no sobrado do conde
Na cumeeira pousou”.
m) O acróstico – poema em que as letras iniciais de cada verso, quando lidas verticalmente, formam uma palavra ou frase.
“J ustiça, só a de Deus,
O juiz que já não era,
S enhor que, do Céus pra Terra,
E stende os poderes seus!
C omo somos pigmeus,
A Ele não enxergamos,
M as, contudo, precisamos
E naltecer Sua luz,
L embrarmos que, com Jesus,
O Satanás afastamos!

TERRA DE SANTA CRUZ – Adélia Prado



Adélia Luzia Prado Freitas (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935) é uma escritora brasileira. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela sua fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único.

Adélia representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, ainda que maternal, tendo-se em conta que Adélia incorpora os papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa; por isso sendo considerada como a que encontrou um equilíbrio entre o feminino e o feminismo, movimento cujos conflitos não aparecem em seus textos.


Publicado pela primeira vez em 1981, TERRA DE SANTA CRUZ traz poesias que revelam uma crise na vida da autora, marcada pela proximidade da velhice e pela perda de algumas certezas e ainda poesias religiosas. Nesta obra, Adélia amplia seu diálogo sobre vida e morte, tristeza e alegria.

02. SOBRE O ESTILO DA AUTORA

a) Adélia Prado é uma escritora contemporânea, editou seu primeiro livro na década setenta, mostrando uma maneira diferente de fazer poesia. Retrata em sua prosa e sua poesia um mundo doméstico, muito particular.

b) Declara que a arte é conseqüência de inspiração, de algo que se poderia denominar místico e religioso.

c) Apresenta situações de teor regional (o interior e até do cenário brejeiro de Minas Gerais).

d) Os temas mais recorrentes são: a descrição de uma sina, de situações especificamente femininas, do espaço da casa, das atividades executadas pelas mulheres, de uma constante referência aos ascendentes e, por último, o que se poderia denominar contraponto: o olhar para o masculino.

d) Em “Terra de Santa Cruz” a autora reúne poemas escritos em linguagem coloquial, inovadora e estranhamente imbuída de religiosidade e erotismo.

03. ABORDAGENS GERAIS

a) Sua poesia resgata, sem exageros, o coloquialismo e o registro oral, e afina a arte dificílima de intitular. Sendo o título quase sempre uma “conexão” com o texto, integrando-se a ele, é de fato marcante observar a relativa falta de alusões a outras leituras que não as bíblicas. De certo modo, em Terra de Santa Cruz, quase não é possível vislumbrar mudanças significativas ou evoluções na sua poesia. A matriz teológica persiste, sob a célebre oposição entre o divino e o humano, como podemos observar neste verso do poema “Terra de Santa Cruz”, que dá título à obra:


“Amai vossos inimigos”.

O que disse: “Quem crer viverá para sempre”, este também

Balouçou do madeiro como fruto de escárnio.

Nada, nada que é humano é grandioso.

b) Embora tenha declarado produzir uma literatura sem pretensão acadêmica ou seguidora de correntes estéticas, Adélia Prado lançou mão da intertextualidade (epígrafe) que se manifesta na abertura das subdivisões da obra:

Território: “…Os tristes sofrimentos da gente…

(João Guimarães Rosa)

Catequese: “ Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei: na boca era doce como o mel; quando o engoli, porém, meu estômago se tornou amargo.”

(Apocalipse 10:10)

Sagração: “… Vem! Vou mostrar-te a noiva…

(Apocalipse 21:9)

c) O eu-lírico de seus versos reproduz uma literatura de tradição de voz feminina (de fonte ibérica medieval; especificamente as cantigas de amigo), de relato das experiências fundamentalmente domésticas, de comportamentos sedimentados por séculos tanto por homens quanto por mulheres, da repressão a que estiveram presas as mulheres, descrevendo as ações femininas determinadas pelo pensamento cristão. Ex. “Cacos Para um Vitral”.

“(…)

Como existiram os santos, Deus existe

E com um poder de sedução indizível.

Quem fez o ouro foi Ele, quem deu tino ao homem

Para inventar o cordão que se põe no pescoço.

Dito assim é tão puro, quase não vejo culpa

Em comprar um pra mim.

Tenho os mesmos desejos de trinta anos atrás,

Imutáveis como os mosquitos na cozinha ensolarada,

Minha mãe fazendo café

E meu pai sentado, esperando.”

d) As figuras de linguagem exploradas pela autora provocam o “absurdo da sua linguagem poética”. O texto parece perder sua lógica racional. A metáfora e o paradoxo são grandes responsáveis por este ilogismo. Ex.: “Miserere”. Outros textos: “Tanta Saudade” e “Branco”.

“Cismei que adoecia e procurei o médico.

Ele não foi perspicaz.

Auscultou, profissional, minhas cavidades

E prescreveu ginástica, redução de calorias, vida calma.

Doía tudo. Aqui dói, doutor, aqui também.

É certo que o senhor nunca deglutiu pedras,

Mas, afianço-lhe, mesmo a água que bebo

É indigesta coisa sólida no meu bucho.

(…)”

e) Adélia se nutre da linguagem coloquial e reinventa o verso longo. Distancia-se do ritmo medido, cerebral, de João Cabral. Adélia escreve instintivamente. Volta-se a ouvir o tom de conversa, o vocabulário familiar dos poetas de 22. A realidade cotidiana mostra-se na linguagem de todos os dias. Ex.: “Casamento”

“Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.”

f) Linguagem despojada e direta, frequentemente lírica. Ex.: “Móbiles”. Outro texto: “Lembrança de maio”.

“Que belo poema se poderia escrever.

Coisas espicaçadoras não faltam,

Hortigranjeiros esperado transporte

E tudo que é necessário:

Tenho que fazer almoço.

Ou supostamente ético

Batia gente na porta,

Tialzi no corador virava as calcinhas todas

De modo a esconder o fundo.

(…)”

Por vezes sua linguagem cai no “despoético”. Ex.: Canga. Outro texto: A Faca no Peito.

“Escrever me subjuga e não entendo,

Tal qual comer, defecar,

Molhar-me de urina e lágrimas.”

g) Com Adélia a experiência abstrata parece ceder lugar a percepções mais concretas da vida, escapando, no entanto das explicações razoáveis. Por ela se processa uma identificação com as coisas por fruição, sem lógicas previsíveis. Ex.: “O lugar da Necrópole”.

“Há quem tendo cantado e batido os dentes no corpo

Já morreu

Há quem tendo falado suas dores secretas

Está hoje selado sob lápides,

Excrescendo sobre mim o seu fantasma

De pessoa verdadeira, rebelada,

De pessoa poética.”

Necrópole (do grego νεκρόπολις, “cidade dos mortos”) é um grande local de sepultamento, também denominado cemitério. Normalmente a palavra necrópole está associada a “campos santos” (locais de enterramento) anexos a centros de grandes civilizações.

h) Deus é personagem principal em sua obra. Ele está em tudo. Não apenas Ele, mas a fé católica, a reza, a lida cristã. Ex.: “A menina e a fruta”. Outros textos: “A face de Deus é vespas”, “Mulher querendo ser boa” (Deus castiga), “A filha da antiga lei”.

“Um dia, apanhando goiabas com a menina,

Ela abaixou o galho e disse pro ar

- inconsciente de que me ensinava –

‘goiaba é uma fruta abençoada’.

Seu movimento e rosto iluminados

Agitaram no ar poeira e Espírito:

O Reino é dentro de nós,

Deus nos habita.

Não há como escapar à fome da alegria!”

i) Há textos que revelam os desejos da voz que fala no texto. As vontades e anseios estão a ponto de explodir. Ex.: “À soleira”. Outros textos: “Lapinha”, “O Anticristo Ronda Meu Coração”.

“O que farei com este meu corpo inóspito

Já que não respondes nem abres a porta?

Tem pena de mim.

Não compreendo nada. Só Vos desejo

E meu desejo é como se eu miasse por Vós.”

j) Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, as pessoas, s parentes, os vizinhos, a missa, um certo cheiro do mato, a gente de sua terra. Ex.: “Os Tiranos”.

“Joaquim meu tio foi imperturbável ditador.

Só uma de minhas primas atreveu-se a casar-se.

As outras ficaram para lhe honrar a memória

Com azedumes e pequenos delírios.”

k) Temas gerais da obra:

. Resignação. Ex.: A Face de Deus é Vespas

“Desde toda a vida a tristeza me acena,

O pecado contra Vosso Espírito”

. Amor tímido. Ex.: Amor.

“Quisera olhar fixamente a tua cara,

(…)

Mas não tenho coragem.”

. Amor sensual. Ex.: O amor No Éter

“Habito nele, quando os desejos do corpo,

A metafísica, exclamam:

Como és bonito!”

. Forte presença da figura divina. Ex.: Legenda com a Palavra Mapa.

“O mapa é a certeza de que existe O LUGAR,

O mapa guarda sangue e tesouros.

Deus nos fala no mapa com sua voz geógrafa.”

. Desejos secretos. Ex.: O Alfabeto no Parque. Outro texto: Lapinha.

“Mas escrevo também coisas inexplicáveis:

Quero ser feliz, isto é amarelo.

E não consigo, isto é dor.

(…)

Não há como não pensar na morte,

Entre tantas delícias, querer ser eterno.”

. O juízo final. Ex.: O Ameno Fato Terrível.

“O que mais me lembra o Juízo

É um jardim ao meio-dia,

Um jardim de rosas.”

l) Características literárias presentes:

. Frieza da linguagem e construção de versos secos (que ressaltam uma determinada conclusão do eu-lírico sobre a vida, ). Ex. “O Falsete”(“Sou uma velha com quem Deus brinca”). Outros textos: “Terra de Santa Cruz”, “Querido Irmão”, “A Cardpideira” e “Noite Feliz”.

. Presença da alusão. Ex.: A Porta Estreita. Outros textos: “O Servo”, “A Boca”, “Uns Outros Nomes de Poesia”(que tem estrutura de oração) e “Sagração”.

“Deus, tem compaixão desta cidade

E de mim que andei em suas ruas”

OBS.: O texto “Trottoir’ faz alusão à prostituição (do francês, trottoir = calçada).

“À voz apaixonada mais inclino os ouvidos,

Aos pulsares, buracos negros no peito,

Rápidos desmaios,

(…) E de afoita esperança

O salto do meu sapato no meio-fio

Bate que bate.”

. Leve metalinguagem.

“O que é PUXA VIDA

VAI SER ARTISTA ASSIM NO INFERNO?

(…)

Compreender o que se fala

É esbarrar na sem-caráter,

Inominável, corisca poesia.”

m) Subdivisão da obra: “Terra de Santa Cruz” apresenta três momentos distintos (Território, Catequese e Sagração). Cada parte da obra está diretamente ligada ao contexto geral – a nova terra. Temos assim um território que, tendo permanecido por longo tempo num plano virginal, passa pelo processo de exploração (descobertas) até alcançar novos conhecimentos, novas descobertas. São essas novas revelações que permitem que o eu-lírico (feminino) perceba a força corpo, logo, o prazer como um estado sagrado. Veja o quadro abaixo:

Território

EPÍGRAFE

FASE

* Texto base:

Limites.

“…Os tristes sofrimentos da gente…

(João Guimarães Rosa)

*A dor da resignação religiosa

Experiência espiritual – corpo e espírito se fundem como se diante da revelação de Deus o corpo alcançasse a graça divina

Catequese

* Texto base: Festa do Corpo de Deus.

* Outros textos: O Falsete, Terra de Santa Cruz e Querido Irmão.

“ Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei: na boca era doce como o mel; quando o engoli, porém, meu estômago se tornou amargo.”

(Apocalipse 10:10)

* Ânsia de se descobrir. A lei parece boa, mas torna o desejo amargo

Despertar da sensualidade -

sua religiosidade adensou-se, assim como sua eroticidade, o que permitiu o surgimento de tensões que revelavam os aspectos mais inusitados de seu misticismo, quase sempre associado a essa mistura entre o sagrado e o profano

Sagração

* Texto base:

Sagração

“… Vem! Vou mostrar-te a noiva…

(Apocalipse 21:9)

* Mergulho no prazer. O sexo absoluto.

Consagração do sexo –

é a cerimônia sexual que permite que o eu-lírico conheça e prove seu corpo. O ato sexual penetra no reino do sagrado pela entrega do corpo

  • Limites

“Uma noite me dei conta de que possuía uma história,

Contínua, desde o meu nascimento indesligável de mim.

(…)

Até os dons, um certo comum apelo ao religioso

E tudo que pesava.”

  • Festa do Corpo de Deus

“Eu te adoro, ó salvador meu

Que apaixonadamente me revelas

A inocência da carne”

  • Sagração

“As vibrações da carne entoam hinos,

Também às que se vira o rosto como a fornicações.

(…)

Uma mulher fornida em sua cama

Pode louvar a Deus.”

Equilibristas? Não, somos professores!

Ser professor é algo tão grandioso que só sabe a dimensão disso quem exerce essa profissão, aliás, não é à toa que a palavra professor tem alguma semelhança com profissão. Todos precisam de professores, o médico, o advogado, o padre, o engenheiro, o arquiteto e outras várias profissões, necessitam de alguém que o conduza ao seu ofício, ao seu sonho. No dicionário, se procurarmos a palavra PROFESSOR e seu significado encontraremos tais definições:

s. m.

1. Aquele que ensina uma arte, uma ciência ou uma língua.

2. Executante de uma orquestra de primeira ordem.

3. Que professa publicamente as verdades religiosas.

4. Fig. Entendido, perito.

Somos parte de cada ser que por nós passou, que nos ouviu, nos deu sua atenção em troca de conhecimentos. Somos alguém responsável pela herança E acúmulo de saberes adquiridos através de nós. Somos guias, a mãe, o pai, o responsável ausente, 2º família, extensão do lar.

Nosso cotidiano não é nada fácil. Acordar cedo e enfrentar centenas de cabeças, cada uma com um pensar diferente do outro. E Há sempre uma alegria em nosso sorriso, mesmo que pouca, mas há sempre a alegria em um sorrido de “Bom dia!”, “Boa tarde!” ou “Boa noite!”, há sempre harmonia nas maratonas diárias de aulas. Entramos em sala de aula já munidos e armados de nossas propostas de ensino, de saberes, de experiências. Procuramos sempre trazer o mais moderno, o novo, o atual, o BUM que fará a diferença para o nosso aluno. Somos ingênuos e delicadamente preparamos nossas aulas, somo ingênuos sim… Pois não são todos que darão o valor que você quer ou espera ao preparar aquele belo material e bela aula, poucos…mas muito pouco mesmo será o reconhecimento que esperas. Mas bem sabemos que esse pouco ou único reconhecimento nos enche de uma força e que a mesma nos levará até o dia seguinte.

Hoje, somos até mais que pais para nossos alunos, passamos horas tentando fazer com ele, nosso aluno/filho perceba a importância de estudar, a importância de se estar ali. Além de ensinarmos ciências, matemática e português temos que ensinar por favor, muito obrigado, com licença, não sente-se assim, não diga isso com o seu colega, não isso, não aquilo. Temos que ser verdadeiros mestres da vida. Corrigimos, corrigimos e corrigimos. Estimulamos. Trabalhamos com pessoas… E não são poucas pessoas, temos que lidar com alunos, coordenadores, diretores, alunos, pais de alunos, colegas de trabalho, alunos. E cada cabeça é um mundo! O nosso dia é um verdadeiro espetáculo de equilíbrios, somos equilibristas, somos malabaristas, somos artistas circenses. Usamos máscaras e malabares para não atingir ninguém, não magoar ninguém. E assim vivemos movidos por uma força, que não é aceleração vezes massa, é uma força interior, algo divino, que nos mostra que apesar de todos as pedras, montanhas e penhascos encontrados … Somos a mais nobre, culta, grandiosa faculdade. Damos vida aos saberes, diariamente.

O que não condiz com nosso ofício são as labaredas que apagamos, os leões que matamos dia após dia, a falta de respeito, a descrença, ignorância, a cegueira interna, a falta de sensibilidade de alguns que nos rodeiam, a falta absurda de educação mental, familiar e social, o descaso do governo. NÓS QUE FAZEMOS O QUE VOCÊ É HOJE.

cada um com sua instrução, cada um com sua sabedoria, cada um com seu diploma … Cada um de nós, professores, somos quem faz o que és hoje ou o que ainda serás.

FELIZ DIA DO PROFESSOR!

♪♫♫♪ Nana Rizinni ♪♫♫♪


NANA RIZINNI








NANA RIZINNI

Lapidada pela renomada baterista e professora Vera Figueiredo e depois pela escola inglesa (de Londres) Drum-tech, Naná, 28 anos, formou-se em instrumento popular (bateria) na Faculdade de Música Carlos Gomes, onde estudou com o baterista Ronaldo Palleze. Desde as aulas com a Vera, ela já tocava e gravava na cena de Sampa. Teve sua banda de rock, o Krepax, trabalho de 3 anos e um EP gravado. Após segurar suas baquetas técnicas e explosivas para vários grupos e artistas (a banda belga Vive La Fete, Tié, K-SIS, Kiko Loureiro, Cuca Teixeira, Khristiano Oliveira, Michel Leme, Eduardo Ardanuy, Vera Figueiredo, Monica Agena, Wilson Sideral, Rogerio Flausino, Champignon, Negra Li etc), Naná dirige a cena com este Bacon Eggs. O rock predomina no EP, mas a baterista comanda sua banda em uma viagem também pelo pop, groove, funk (por favor, o original americano, de James Brown e não das cachorras!) e até por um climazinho lounge (como em um trecho da canção “Danger Zone”).

Vi a Nana pela primeira vez no programa do profissão repórter e achei ela uma pessoa muito capaz e múltipla. A menina vai de cantora, compositora, professora de bateria, professora de inglês, diretora de musicais. Achei muito bacana a batalha dela para viver da música. Através do Orkut, consegui obter essa entrevista que vocês vão ler a seguir:

Nana: Olá Jordélia, obrigada pelo convite…

Jordélia: Nana, por gentileza, para começar, conta um pouquinho da sua trajetória.

Nana: Comecei a tocar batera com 17. Tive muitas bandas, toquei de tudo um pouco. Aos 23 fui estudar musica em Londres. Fiquei quase 2 anos lá, tocando, estudando e vivendo… Voltei pro Brasil, entrei na Faculdade de música, camelei pra terminar mas terminei. Toquei bastante e tive muitas bandas nessa época da faculdade, inclusive KREPAX (com Dionisio Neto, Mônica Agena e Hagape Cakau). No ano passado resolvi graver meu próprio trampo, e foi assim que nasceu o meu primeiro EP “Bacon Eggs”.

Jordélia: Na reportagem do Profissão repórter, a jornalista fala que você desistiu de duas faculdades. Como foi na hora de decidir desistir delas?

Nana: Ah, foi super simples. Foi pensar e fazer. Nunca tive dúvidas de nada Na segunda faculdade foi até um pouco radical, tipo: vou vender meu carro e ir pra Londres. E fui, dois meses depois que tive a idéia eu estava em Londres.

Jordélia: Na mesma reportagem eu vi que você toca em 5 bandas, compõe, dá aulas de bateria, ainda estava, na época, com a direção musical de uma peça e ainda acha tempo para malhar. Como é seu dia de rotina com esse “vuco-vuco” todo? Como você faz para repor as energias?

Nana: Esse negócio de 5 bandas não é bem assim… Ficou confuso um pouco. Na época tava com 5, mas é trampo não é banda – tipo freelancer… Acompanho alguns artistas, vezes sim, vezes não, faço sub as vezes… é assim! E fora isso dou aulas.

Jordélia: Quais são as bandas que você toca?

Nana: Agora, além do meu projeto, estou tocando em uma banda chamada Jack & Fancy. É um trio: Sandra Coutinho (das Mercenárias) no baixo e vocal, Clemente (Inocentes) na guitarra e vocal e eu na batera. Tô acompanhando também o cantor Thiago Pethit.

Jordélia:Eu fiquei encantada com as suas multifaces, você é praticamente uma ninja (rsrsrss). Como é a história de se afastar um pouco da música para dar aulas de inglês?

Nana: É engraçado. Eu me transformo em um outro personagem e entro num universo paralelo.

Jordélia: Quando o “Profissão Repórter” te convidou, qual foi a sensação? Existe algo do tipo antes e depois dessa matéria?

Nana: Foi uma matéria muito bacana de fazer, divertido. E claro, a galera que assistiu e que se interessou, foi atrás do meu trabalho… Mas antes e depois da materias acredito que não… Muito mais pessoas nas minhas páginas de internet…. rsrsrsrsrs

Jordélia: O bom de sua matéria ir ao ar é que tira um pouco o mito de que artista não rala, que é tudo vida mansa, quando na verdade é pura batalha, um leão ao dia. Como foi a hora que você viu que tinha que trilhar o caminho da música e que dali sairia sua independência financeira?

Nana: Foi muito natural. Eu não pensei nisso em nenhum momento durante o processo. Quando agente ama alguma coisa, agente não fica pensando nas consequencias… Ainda mais no futuro! Vc se joga. É tudo muito gostoso.. Os probleminhas que vão aparecendo no caminho você vai se virando, arrumando. Claro que não é fácil, mas tenho certeza que a decisão que tomei foi a melhor pra mim!

Jordélia: Seu vídeos-clips são muito criativos. Foi você mesma que os criou?

Nana: Foi eu em parceria com pessoas extremamente criativas. O primeiro video clip “Bacon Eggs” quem fez a direção foi a Anna Penteado e o Toni Pereira. Agente conversou muito e criamos a concepção juntos. A fotografia foi o Fernando Moraes. O figurino foi a Alexandra Fernandes (da Tudi Cofusi) e a Mak e hair foi a Stella Fernandes. Enfim, uma equipe de pessoas muito amigas e muito criativas…. O segundo clip “Busy in the City” foi direção do Felipe Igarashi. A make e hair stylist foi a Rachel Ramos. O Iga é um amigão meu que sempre tem umas idéias loucas, como eu, e agente se entende. Nosas parceria sempre funcionou muito bem!

Jordélia: Por que a maioria de suas músicas são em inglês? Vem alguma novidade aí em “Portuguese” pra o próximo álbum?

Nana: Com certeza! Novidade em português sim! E tb em espanhol, francês, japonês, polonˆ´s.. rsrsrs. Gosto de brincar com as línguas. Mas de fato a lingual que melhor me expresso é ingles. Cresci no EUA e sempre li em ingles… Então quando escrevo a lingual que sai é essa! Mas estou trabalhando nas minhas próximas composições e quero escrever em português sim!

Jordélia: Conta pra gente de onde vem tanta inspiração? Tem algumas influencias musicais que te ajudaram nesse repertório?

Nana: Tudo é inspiração. Pessoas, homens e mulheres, livros, filmes, músicas, lugares, baladas, minha vida, outras bandas… Tudo! Acho que as influências musicais que influenciaram nas minhas músicas são as que estão embutidas em mim… Tudo que escutei na vida e que escuto até hoje.

Jordélia: O que você ouve?

Nana: Eu gosto de ouvir de tudo. Gosto de saber o que está Rolando no cenário, baixo milhões de discografias… Gosto das coisas mais antigas, anos 70, 80… Essa nova safra gosto bastante também: The Ting Tings, MIA, MGMT, Killers, Raconteurs, Hot Chip, The Knife… Aqui no Brasil: Moxine, Brollies and Apples, Blubell, Tiê, Thiago Pethit…

Mas as bandas e artistas que escutei muito na vida: Led Zeppelin, Beatles, Madonna, Nação Zumbi, Chico, Cake, Blur, Radiohead, Beck, Michael Jackson… Puts, muita coisa….

Jordélia: Quando você passará aqui por João Pessoa?

Nana: Espero que logo! Adoraria tocar pra galera de João Pessoa…

Jordélia: Nana foi um prazer fazer essa entrevista louca, eu aqui no fim do mundo e você aí do outro lado me respondendo tudo numa boa. Você é uma simpatia, eu não a conheço pessoalmente, mas pela reportagem dá pra sentir isso. Sim, o que eu não esqueço e que achei muito legal foi quando a repórter te perguntou o que você pretendia com seu trabalho e que você disse: “conquistar o mundo”. Parabéns pelo seu trabalho e mais uma vez obrigada. Sucesso pra você!

Nana: Hahahaha…. Obrigada você pelo convite e tudo de bom! Parabéns pelo seu blog!

Sorte para nós!

Onde você pode encontrar a grande Nana Rizinni

Site: http://www.nanarizinni.com.br/

Blog: http://nanarizinni.blogspot.com

Profissão repórter:

:http://www.youtube.com/watch?v=GPCgNUoLtLg&feature=player_embedded

COMUNIDADES NO ORKUT:

# A alma também se estressa

A vida é cheia de percalços e de intervalos paranóicos de nossas mentes plurais. Se nos dissessem que tudo seria sempre da mesma forma, nada teria completamente graça e ficaríamos em um marasmo esperando o anoitecer. O que nos imobiliza e atrapalha são os zumbidos do mal, é um barulho ensurdecedor que se faz e desorganiza as nossas rotinas, estressando e desanimando toda nossa vontade de ser feliz e de realizar as tarefas do dia vigente…Se faz necessário o lutar de cada hora, o buscar de cada vitória, plantar ideias, colher progresso, alimentar amores, ceder paciência, ignorar a ignorância voraz e imbecil, ser menos rude consigo mesmo .. ser menos rude com o círculo que envolve nosso viver. Ser humano é isso, ser humano é espécie, ser humano é ser bom, ser humano é o homem, a origem, é ser afável, benevolente. O dia passou, a liberdade chegou e agora que já entendemos que não se deve ferir e sim ser feliz, abandonamos aqueles primeiros zumbidos e aumentemos o som das vísceras para que só assim, como tanta força e vontade, coloquemos o som da paz e dancemos um dia mais completo e sem ausências de fé.

Jordélia Alcântara

~~> Leonardo da Vinci (1452-1519)

O HOMEM VITRUVIANO

MONA LISA



LEONARDO DA VINCI


PINTOR, ARQUITETO, BOTÂNICO, CARTÓGRAFO, ENGENHEIRO, ESCULTOR, FÍSICO, GEÓLOGO, QUÍMICO E INVENTOR, ENTRE OUTRAS OCUPAÇÕES, Da Vinci era o típico humanista, adquirindo e produzindo conhecimentos em diversas áreas. Junto à famosa Monalisa, O Homem Vitruviano, uma das mais conhecidas obras, é um belo exemplar do espírito do Renascimento: trata-se de um estudo anatômico que busca representar com perfeição a matemática a beleza e a simetria do corpo humano.

IMORAIS – ZÉLIA DUNCAN


IMORAIS – ZÉLIA DUNCAN


Imorais

Zélia Duncan

Composição: Christiaan Oyens e Zélia Duncan

Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz

Os imorais
se chocam
por nós
Por nosso brilho
Nosso estilo
Nossos lençóis

Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz

Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz

Os imorais
sorriram pra nós
Fingiram trégua
Fizeram média
Venderam paz

Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz

http://www2.uol.com.br/zeliaduncan/