Marisa Monte – Prêmio Multishow

Melhor DVD para Marisa Monte, por Universo ao Meu Redor.

Melhor Cantora para Marisa Monte.



Visite e entenda:


http://www2.uol.com.br/marisamonte/site/abertura.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marisa_Monte

ROSÂNGELA NERES

Rosângela Neres

Mestre em Língua Portuguesa/Doutoranda em Literatura e Cinema

Profa. de Língua Portuguesa da Universidade Estadual da Paraíba

Blog: http://rosangelaneres.wordpress.com/

Twitter: http://twitter.com/rosangelaneres

Email: rosei2@yahoo.com



Jordélia : Professora, você tem mestrado e em breve doutorado. Sabe-se que não é fácil fazer esse percurso. Por Favor, conte-nos como foi sua trajetória acadêmica?

Rosângela : Foi bastante longa e cheia de altos e baixos, acredito que como a de muitos outros profissionais. Ao contrário daqueles que se orgulham de dizer que estudaram a vida toda na escola particular, eu me orgulho de dizer sempre que fui uma afortunada aluna da escola pública, na época do ensino de qualidade, com professores comprometidos e dedicados à docência. Fiz o curso fundamental e parte do ensino médio em escolas públicas, na época dos governos militares, os quais, apesar dos problemas políticos, valorizavam grandemente a educação moral e cívica, a religião, e enalteciam o estudo da língua materna e das línguas estrangeiras. Sempre fui muito feliz em ter recebido uma educação de qualidade e ter sido incentivada a ler muitos dos clássicos da nossa literatura, ainda em minha pré-adolescência. Depois, veio o vestibular e a decisão crucial de escolher um bom curso. Eu sempre quis ser professora de Língua Portuguesa, então, Letras foi a minha opção no vestibular. Na faculdade, fui uma aluna ativa e muito participante dos processos de crescimento acadêmico, pois fiz pesquisa de Iniciação Científica em Variação Linguística, um pontapé inicial para o meu mestrado na mesma área, e vários cursos de extensão oferecidos pela universidade. Após o mestrado, iniciei minha longa jornada pelas salas de aula, e fui professora de português, redação e literatura no Ensino Fundamental, Médio e no Cursinho, o que contam, se não me falha a memória, cinco longos anos em turmas de, no mínimo, sessenta alunos. Na UEPB, já são sete anos galgados no ensino da Língua Portuguesa para turmas formandas. O doutorado veio como aplacamento de um desejo antigo de voltar a estudar Literatura Inglesa, por isso, decidi modificar minha área de atuação e estou na reta final de minha pesquisa em Literatura e Cinema, trabalhando com a autora inglesa Virginia Woolf e sua literatura existencialista. E se você ainda me perguntar se continuarei a estudar, a resposta é sim, pois já tenho planos para o pós-doutoramento, possivelmente em 2015.



Jordélia : Por que escolheu trilhar a carreira acadêmica? Foi uma escolha planejada ou ela foi acontecendo pouco a pouco?


Rosângela : Totalmente planejada. Eu sempre gostei muito de estudar e isso é meio caminho andado para a academia. Não se concebe o professor que não estuda, que não se atualiza e está sempre em busca de inovações em sua área de atuação. Do amor pelos estudos surgiu a vontade imensa de ensinar e assim tornei-me professora. Os professores magníficos que tive também foram um grande incentivo e sou muito grata a eles pela dedicação e apreço com que entravam, todos os dias, em sala de aula, meio que “contaminado” a gente de vontade de também ser professor.


Jordélia : Professora, além de intelectual, a senhora sempre foi bem quista entre seus alunos de graduação/licenciatura, sempre conhecida por sua dedicação e afeto aos alunos e à profissão. Gostaria que falasse, por gentileza, um pouco sobre essa relação.

Rosângela : A relação professor-aluno para mim é a base de todo o processo de ensino-aprendizagem. Não consigo conceber uma aprendizagem que parte do vácuo ou da grosseria, da ignorância, da ameaça e do medo. Para mim, a mediação de conhecimentos é fundamental para que ambos, aluno e professor, possam aprender um com o outro. Paulo Freire dizia que “Mestre não é aquele que ensina, mas o que, de repente, aprende.” Existe tanto conhecimento inato em meus alunos e tantas são as minhas descobertas a respeito disso, que me sinto privilegiada e feliz de poder trabalhar com eles, de aprendermos juntos, não apenas os conteúdos teóricos da sala de aula, mas saber transformar esses conteúdos na própria vida e no universo diversificado que existe em cada um de nós. Acho que a relação professor-aluno não é propriamente acadêmica, mas é sim uma relação de vivências e experiências ímpares. E muitos de meus alunos nunca negligenciaram o fato de nossa boa relação e nunca a viram como algo permissivo ou descontextualizado. Sempre trabalhamos juntos na construção do saber, norteados pelo respeito mútuo, pela exigência construtiva e pela certeza do nosso engrandecimento como acadêmicos.



Jordélia : Qual o sentido, para você, de ser educadora?

Rosângela : É a própria vida. Ensinar me dá fôlego e sustentação para enfrentar os mais rígidos desafios, os mais complexos conteúdos e os altos e baixos de uma profissão que, muitas vezes, é desvalorizada e desprestigiada. Não existe recompensa maior para uma educadora do que poder ver seu aluno crescer academicamente, falar com eloqüência, discutir os assuntos da atualidade, ter discernimento sobre a própria prática da vida em sociedade. Isso é revigorante e faz com que, mais e mais, a vontade de mediar conhecimentos com aqueles que valorizam a academia seja o sentido de toda a nossa existência.



Jordélia : No Brasil, as mudanças de modelos educacionais acabam não amadurecendo e o que se tem visto são avaliações baixas do sistema educacional, universidades em todas as esquinas, um baixo nível acadêmico, alunos cada vez mais alienados, um sistema que privilegia quem pode pagar, etc… Para você, qual o reflexo disso?

Rosângela : Sinto muito, muitíssimo, que a educação não seja valorizada como deveria. Mas, como sempre digo em sala de aula, essa situação é muito conveniente para nossos governantes. O investimento em educação de qualidade originaria cidadãos comprometidos, de verdade, com sua cidadania. Esses mesmos cidadãos elegeriam os melhores governantes, exigiriam melhorias de vida e um sistema de saúde e educação capaz de competir com o dos países mais desenvolvidos. O problema do sucateamento da educação é um problema de ordem política, é o interesse da classe dominante. Sentido-se inferior a tudo e vítima do descaso dos governantes, o povo se anula e se deixa levar pela falta de comprometimento dessas pessoas. Sei que a tomada de ação voluntária é um ato muito difícil, mas se as pessoas reconhecessem o poder que teriam através da educação, uma nova era na base social brasileira seria implementada. Infelizmente, já se criou um círculo vicioso de professores que sucumbiram ao descaso e que, de um modo ou de outro, desistiram de lutar por melhoria. De outro lado, estão os que são bem pagos, mas não trabalham, porque não gostam de ensinar e simplesmente escolheram sobreviver ao sistema, e ganharem o seu dinheiro. Quem perde com isso são aqueles que poderiam ter se tornado verdadeiros cidadãos. O reflexo do caos da pseudo-educação que temos nesse país é um sujeito apático, descompromissado e intolerante. Há muita profissionalização de ensino superior nos dias de hoje, mas acredito ser questionável o número de profissionais que saibam realmente o porquê de dois e dois ser quatro.




Jordélia : Muito obrigada Professora, para mim foi uma honra entrevistá-la.

Rosângela : Imagina, você ficar me agradecendo pela entrevista. Eu adoro falar sobre a academia e me sinto honrada de você lembrar sempre de mim.

NÃO PODE DEIXAR DE OUVIR



MONIQUE KESSOUS


A cantora, compositora e instrumentista carioca Monique Kessous é dona de uma voz que não dá para deixar de ouvir sem querer ouvir novamente . Teve participação no álbum Stevie Wonder in Bossa e Covers in Bossa, entre outros. Quando a música “Com Essa Cor” entrou para a trilha da novela Ciranda de Pedra, o Brasil começou a tomar conhecimento de Monique. E o primeiro CD da cantora agora está sendo distribuído pela Som Livre. O disco se chama exatamente Com Essa Cor. É um disco pop, mas que tem influência de MPB, jazz, música nordestina, bossa nova, etc… A direção musical é da própria Monique e ela tocou vários instrumentos como piano, violão, cajon, acordeon e percussão. A intérprete dividiu os arranjos com o produtor Flávio Mendes. Todas as faixas são de Monique, com exceção de “Valsinha”, clássico de Vinicius de Moraes e Chico Buarque. Já “Comunique-se” é uma parceria de Monique e Roberto Menescal.

Com essa cor – Monique Kessous
Eu vou só


Vou buscando um tempo de sonhar


Vou chegar
Vai saber
Que muda o dia de qualquer um
Se o sol chegar, é bom
Tudo é melhor
Com essa cor
Eu vou só
Vou buscando um tempo de sonhar
Vou chegar
Vai saber
Que muda o dia de qualquer um
Se o sol chegar, é bom
Tudo é melhor
Com essa cor
No fundo
O mundo é que nem um
Chão de sementes
Eu faço da terra molhada
O meu jardim
Espero as flores se abrirem
Como se a gente soubesse
Que o amor nunca vai ter fim
Eu vou só
Vou buscando um tempo de sonhar
Vou chegar
Vai saber
Que muda o dia de qualquer um
Se o sol chegar é bom
Tudo é melhor
Com essa cor
No fundo
O mundo é que nem um
Chão de sementes
Eu faço da terra molhada
O meu jardim
Espero as flores se abrirem
Como se a gente soubesse
Que o amor nunca vai ter fim
No fundo
O mundo é que nem um
Chão de sementes
Eu faço da terra molhada
O meu jardim
Espero as flores se abrirem
Como se a gente soubesse
Que o amor nunca vai ter fim
No fundo
O mundo é que nem um
Chão de sementes
Eu faço da terra molhada
O meu jardim
Espero as flores se abrirem
Como se a gente soubesse
Que o amor nunca vai ter fim.

15 MOTIVOS PARA LER SEMPRE


Os Livros podem mudar seu futuro. E bastam 15 minutos de leitura por dia!


Não é exagero! Com poucos minutos você já aproveita os benefícios que a prática da leitura traz. Nem é preciso ler textos complicados. Acompanhe um jornal, uma revista ou mesmo um blog: ajuda muito.
O QUE O HÁBITO DE LER PODE FAZER POR VOCÊ:
1. SOLTAR A IMAGINAÇÃO;
2. ESTIMULAR SUA CRIATIVIDADE;
3. AUMENTAR SEU VOCABULÁRIO;
4. FACILITAR A ESCRITA;
5. SIMPLIFICAR A COMPREENSÃO DAS COISAS;
6. MELHORAR A COMUNICAÇÃO;
7. AMPLIAR SEU CONHECIMENTO GERAL;
8. MOSTRAR SEMELHANÇAS EM PESSOAS DIFERENTES;
9. REVELAR NOVAS AFINIDADES;
10. LEVAR A MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS;
11. DESENVOLVER SEU REPERTÓRIO;
12. EMOCIONAR E CAUSAR IMPACTO;
13. LIGAR SEU SENSO CRÍTICO NA TOMADA;
14. MUDAR SUA VIDA;
15. MELHORAR SEU RENDIMENTO NO COLÉGIO, FACULDADE, TRABALHO.

Gripe Suína

Só para “quebrar” um pouco a tensão que estamos vivendo!



Mal Secreto – RAIMUNDO CORREIA

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!

Ariano Suassuna

Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, é um defensor militante da cultura doNordeste. Nasceu na Cidade da Paraiba (hoje João Pessoa) na capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), num dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de umaprocissão que ocorrera no dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do estado. Ariano viveu os primeiros anos de sua vida noSítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba.

Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai, João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930), no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe, Rita de Cássia Vilar, a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri paraibano.Ainda em Taperoá, Ariano teve conhecimento da morte do seu pai, que ocorreu dentro da cadeia de eventos que sucederam e estavam ligados à morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, e, como produto destes acontecimentos, sua família precisou fazer várias peregrinações para diferentes cidades, a fim de fugir das represálias dos grupos políticos opositores ao seu falecido pai.

De 1933 a 1937, Ariano residiu em Taperoá, onde fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.”

CRITICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL

Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’.
A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça.
Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro(Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo.
O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde.
Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plenapraça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.