::: BELLE SOARES ::


Belle Soares em um de seus espetáculos na Praia do Jacaré, Paraíba.

Belle Soares em um de seus espetáculos na Praia do Jacaré, Paraíba.

…E em mais uma ida à Praia do Jacaré para ver o pôr do sol, vi uma pequena que deixava todos paralisados admirando sua intimidade com o violino e sua beleza e simpatia, soava uma música suave e que acalmava a todos que ali estavam. Tem sido assim em todas essas tardes lindas de verão para o turistas que chegam ao local.

A jovem musicista Belle Soares, 21 anos, faz seus espetáculos junto a outros músicos, como por exemplo o Jurandy do sax que ao terminar  o bolero de Ravel dá espaço à música linda e delicada que ecoa do violino da Belle.  O cenário é  de arrepiar, o sol e o mar em perfeita sintonia.  A violinista faz sua música com tamanha perfeição que chega a atrair para o local turistas de todo o mundo, todos querem conhecer esse talento que enche de orgulho todos os paraibanos.

A bela Belle, tem dois dois perfis lotados no site de relacionamento o orkut, graças a sua simpatia, simplicidade e popularidade. Num desses perfis, consegui manter contato com a mesma que me enviou um release da sua  vida musical e em seguida me respondeu algumas perguntas.

PARABÉNS BELLE PELO SEU TRABALHO E OBRIGADA PELA ATENÇÃO.

RELEASE:

Belle Soares, natural de João Pessoa-PB, iniciou seus estudos em teoria musical aos 7 anos (1994), na Escola de Música Antenor Navarro (EMAN-FUNESC-PB), e aos 11 anos (1998) começou a estudar violino, pelo método tradicional, na Escola de Música SPAAC-PB. Aos 13 anos (2000), ingressou no Centro Musical Susuki, sob a orientação do professor Ademar Rocha (violinista da Orquestra Sinfônica da Paraíba – OSPB), onde permaneceu pelo período de quatro anos. Retornou a Escola Antenor Navarro aos 17 anos (2004), curso de Técnica Musical, tendo como professores de teoria musical, Mabel Hipólito, Nadya Amorim, Pedro Wellington, Luiz Carlos Durier e Rogério Borges, e instrumental, Sandra Aquino e Yerko Tabilo (2004 – 2007), e Renata Simões (2008) até o presente momento. Participou de mini cursos com os professores Sheyla Yatsugafu (SP) e Daniel Guedes (RJ), durante o XIII e XVI Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga (2002 e 2005), em Juiz de Fora – MG. Convidada pela Banda Sinfônica (RJ) a fazer participação especial no Concerto Bicentenário do Corpo de Fuzileiros Navais, no Teatro Paulo Pontes – FUNESC-PB, em 2008, sob a regência do Capitão-Tenente Marcos Rabelo. Atualmente, é violinista do restaurante Bombordo, no ponto turístico da praia do Jacaré – PB, no qual executa músicas clássicas e populares.

Fiz algumas perguntas a Belle sobre trabalho, preferências musicais, ideias e projetos:

“Sou natural de João Pessoa – PB. A ideia de eu tocar lá no jacaré foi o seguinte: Eu sempre ía lá ver um amigo meu que toca violino. Então, eu já tinha esse sonho de um dia poder tocar por lá, nem que fosse só por uma vez. Daí, um dia eu recebi a ligação de minha amiga Danielle que tinha uma sorveteria por lá e ela me põe para falar com uma violinista que toca num restaurante chamado Bombordo. Foi aí que tudo começou. Essa violinista chamada Juliana, precisava de uma substituta pois ela não poderia tocar todos os dias lá. E aí foi quando eu comecei no dia 08 de Dezembro de 2007 a tocar no Bombordo. No começo tive algumas dificuldades é lógico mais depois que fui pegando o jeito eu me tornei o que me tornei e aí hoje em dia tem até pessoas que vão lá só pra me ver. Isso é uma felicidade que não tem tamanho para mim. A questão do reconhecimento, é tudo para qualquer artista. E quando você ganha isso, você está feito!
Minha mãe é bailarina, e daí eu sempre desde pequena escutei músicas clássicas e já fiz ballet também. Daí com uns 7 anos eu vi uma amiga tocando violino e fiquei louca. Desde então eu quis entrar em uma escola de música para aprender o tal instrumento. E foi aí que tudo começou como diz o meu relese. Para ficar mais claro, ninguém na minha família é musicista. Eu sou a primeira e eu quem tomei essa iniciativa e tive como tenho até hoje o apoio da minha mãe e do meu padrasto, tanto é que virou minha profissão, minha paixão, minha vida! Digo a você que escuto de tudo! Sou bem eclética e vou desde o clássico até o rock pesado. Mais te confesso que sou bem romântica e nas minhas horas de “solidão” ehehe, escuto muito trilhas sonoras de filmes do Wall Disney, ou qualquer outro filme sem ser Wall Disney. Adoro trilhas sonoras de filmes. Também escuto Bach, Vivaldi, Corelli, entre outros. Mais também não deixo de lado o forrozinho arretado! ehehhe.. Eu amo forró e adoro dançar e cantar também, inclusive agora estou tocando e cantando, no meu cd vocês podem comprovar isso!
Com relação ao cd foi tudo muito rápido para mim. Eu conheci uma turista mineira chamada Linda Saab lá no jacaré mesmo, e daí ela quis me ajudar a gravar o cd. Todos os turistas me pediam, todos os dias eu escutava isso. Foi a partir dessa turista mineira que eu comecei a trabalhar nesse projeto. Daí ela conseguiu um encontro meu com Marcus Viana (compositor, cantor, violinista. produtor musical e etc, faz trilhas sonoras das novelas da Rede Globo e um de seus grandes sucessos foi na novela Pantanal e O clone com a música – A miragem). Quando conheci Marcus tudo mudou em minha vida a ponto dele querer me produzir e o fez. Gravei meu cd em seu estúdio (Sonhos e Sons), sob toda a direção dele e tudo mais. A escolha das músicas foi de acordo com o gosto dos turistas. Fiz uma pesquisa e muitos deles gostariam que no meu cd tivessem as músicas que eu toco lá no jacaré. Coloquei então elas menos a música do Roberto Carlos – Como é grande o meu amor por você, mais as outras estão todas no cd inclusive o Bolero de Ravel, incluindo mais outras 3 que mais gostava e A Miragem de Marcus Viana.
Ai! São tantas músicas que mais gosto de tocar, difícil dizer uma, mais a que eu posso citar seria uma música que contêm no meu cd que é Zombie - The Cramberries. Eu gosto muito dessa banda! Eu acho que a que eu não posso deixar de tocar seria a Ave Maria pois além de trazer um grande conforto e paz pra todos nós, é bastante bonita e cativante.”

“Bem, além de musicista – cantora, sou também professora de violino e pedagoga. Faço curso de pedagogia na federal e pretendo um dia trabalhar a música como forma de terapia para as crianças que tenham alguma deficiência e também em hospitais. Tudo isso em forma de ação social.”

“Quem quiser adquirir o meu cd, posso enviar por sedex quem não for da minha cidade, é só me mandar email dizendo quantos quer e qual a cidade que devo mandar =) belladona_violinista@hotmail.com

“Acho que é isso. Espero que tenham gostado! =)”

Belle Soares.

Belle, em um bar na Praia do Jacaré, em apresentação.

Belle, em um bar na Praia do Jacaré, em apresentação.

Izi, BELLE e eu em uma de suas apresentações na Praia do Jacaré.

Izi, BELLE e eu em uma de suas apresentações na Praia do Jacaré.

Belle Soares - Praia do Jacaré.

Belle Soares - Praia do Jacaré.

CD da violinista Belle Soares.

CD da violinista Belle Soares.

No estúdio, gravando seu primeiro CD.

No estúdio, gravando seu primeiro CD.

Confira algumas apresentações da Belle acessando os links a seguir:


http://www.youtube.com/watch?v=21JRAt8HlaU

http://www.youtube.com/watch?v=hXWvaw8QXnI

http://www.youtube.com/watch?v=6pIIJGecHTM

http://www.youtube.com/watch?v=z7W2BNnbwfQ

http://www.youtube.com/watch?v=e5ZtVbwIWp0

E com muito orgulho apresento-lhes: CLÓVIS JÚNIOR!

Criador e criatura. Clóvis Júnior e sua obra.

Criador e criatura. Clóvis Júnior e sua obra.

Clóvis Junior, Guarabirense radicado em João Pessoa.

Clóvis Junior, Guarabirense radicado em João Pessoa.

Clóvis Júnior nasceu na cidade de Guarabira – PB, meu conterrâneo, radicado em João Pessoa, onde veio morar desde os 17 anos de idade. O artista trabalha com pinturas, esculturas e gravuras. Sua primeira participação como artista plástico foi no ano de 1983, aos 18 anos de idade. Em 1985, ingressa no curso de educação artística – UFPB. Faz curso de gravura, Prof. Hermano José, UFPB.

Clóvis Júnior nasceu na cidade de Guarabira – PB, radicado em João Pessoa, onde veio morar desde os 17 anos de idade. O artista trabalha com pinturas, esculturas e gravuras. Sua primeira participação como artista plástico foi no ano de 1983, aos 18 anos de idade. Em 1985, ingressa no curso de educação artística – UFPB. Faz curso de gravura, Prof. Hermano José, UFPB.

Dono de muitos prêmios, Clóvis Júnior se destaca com premiações de 1° lugar em diversos concursos pela ONU em 1993. Contando no seu currículo com 35 exposições individuais no Brasil e no mundo e mais de 50 exposições coletivas e salões. Há outra série de exposições coletivas e participações na Bienal Naifs do Brasil, em São Paulo; Exposição Bikoo-kem(Eco 92), no Rio de Janeiro. Para nosso orgulho, Clóvis está entre nós, criando e se inspirando na Paraíba, mas já se tornou um fenômeno nacional. De 1983 até hoje, soma em seu currículo uma lista de 16 exposições internacionais, destacando-se trabalhos realizados na Flórida, Nova York, Washington, Ovar, Paris, Buenos Aires, Alemanha, Itália, Londres, entre outras. Hoje, o artista tem trabalhos publicados em livros importantes como “Brazilian Knotd – Embaixada do Brasil – Londres”; “Brasilian Art – São Paulo”; participou de vários livros de Bienal Naifs do Brasil; “XXVIII Anuário do Clube da Criação de São Paulo”; “10 Anos do Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro”.

Dono de muitos prêmios, Clóvis Júnior se destaca com premiações de 1° lugar em diversos concursos pela ONU em 1993. Contando no seu currículo com 35 exposições individuais no Brasil e no mundo e mais de 50 exposições coletivas e salões. Há outra série de exposições coletivas e participações na Bienal Naifs do Brasil, em São Paulo; Exposição Bikoo-kem(Eco 92), no Rio de Janeiro. Para nosso orgulho, Clóvis está entre nós, criando e se inspirando na Paraíba, mas já se tornou um fenômeno nacional. De 1983 até hoje, soma em seu currículo uma lista de 16 exposições internacionais, destacando-se trabalhos realizados na Flórida, Nova York, Washington, Ovar, Paris, Buenos Aires, Alemanha, Itália, Londres, entre outras. Hoje, o artista tem trabalhos publicados em livros importantes como “Brazilian Knotd – Embaixada do Brasil – Londres”; “Brasilian Art – São Paulo”; participou de vários livros de Bienal Naifs do Brasil; “XXVIII Anuário do Clube da Criação de São Paulo”; “10 Anos do Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro”.

FONTE: www.clovisjunior.com.br


Prêmios e Salões

  • 2008: Comenda “Gente que faz a nossa Paraíba”, Guarabira, PB.
  • 2008: Medalha Honorífica Osmar de Araújo Aquino, Guarabira,PB.
  • 2007: Medalha Augusto dos Anjos, Assembléia Legislativa da Paraíba, João Pessoa, PB.
  • 2006: Participação do Livro Artistas Brasileiros, Senado Federal, Brasília, DF.
  • 2006: Título de Cidadão Pessoense, João Pessoa, PB.
  • 2006: Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 2005: Participação do Livro Brazilian Art, São Paulo, SP.
  • 2005: Artista paraibano selecionado para compor Calendário 2005, CHESF, João Pessoa, PB.
  • 2004: Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 2004: III Bienal Internacional de Gravuras, Jundiaí, SP.
  • 2003: XXVIII Anuário do Clube de Criação de São Paulo, SP.
  • 2003: 10 anos do Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, RJ.
  • 2000: XV Noite da Cultura da Paraíba, Menção Honrosa, João Pessoa, PB.
  • 2000: V Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo, SP.
  • 1997: Lendas e Crenças: Mostra Itinerante de Arte de São Paulo, SP.
  • 1996: Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba, SP.
  • 1996: 1° Salão Mercosul de Arte Sacra, Grande Menção Honrosa, Buenos Aires, Argentina.
  • 1996: Troféu Paraíba Artista Plástico do Ano, João Pessoa, PB.
  • 1993: 1° Lugar no Concurso Nacional de Cartazes Contra as Drogas, Promovido pela ONU, Brasília, DF.
  • 1992: Mostra Internacional de Arte Ingênua e Primitiva, Menção Honrosa, Piracicaba, SP.
  • 1990: 3° Lugar no Concurso Listel/Telpa, Catálogo Telefônico da Paraíba, PB.
  • 1987: 1° Lugar no Concurso Listel/Telpa, Catálogo Telefônico da Paraíba, PB.
  • 1986: Salão Cenas da Cultura Popular, Piracicaba, SP.
  • 1985: A Presença do Mar nas Artes Plásticas, Galeria Pedro Américo, João Pessoa, PB.
  • 1985: Prêmio Aquisição Salão São João, Galeria Pedro Américo João Pessoa, PB.
  • 1985: VI Salão Municipal de Artes Plásticas, (artista convidado), João Pessoa, PB.
  • 1983: XXXVI Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, Recife.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Clóvis_Júnior

Obra do artista plástico Clóvis Junior.

Obra do artista plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

Obra do artista Plástico Clóvis Junior.

A entrevista a seguir foi  retirada do site:  www.brazilianartists.net :

Londres fica mais colorida neste verão

A arte de Clóvis Júnior arde e encanta brasileiros apaixonados por sua terra natal.

Por Georgia Martins*

O suspiro alto e a alegre surpresa foram minhas primeiras reações ao ver o colorido dos quadros de Clóvis Júnior na Galeria 32 da Embaixada Brasileira em Londres. Artista plástico há 20 anos, o poeta das telas Clóvis Júnior nos recebe com a mesma beleza e simplicidade que vemos em seus quadros. Seguidor e expoente brasileiro da arte naïf, acostumou-se a fazer exposições internacionais, principalmente após ter recebido o primeiro prêmio no Concurso Nacional de Cartazes promovido pela ONU em 1993, tendo seu trabalho divulgado em mais de 150 países. Suas últimas exposições passaram por Portugal, Alemanha, Milão, Nova Iorque, Paris, entre outros. Em Londres, apresenta até o dia 26 de junho a exposição Magic Paintings, seguindo depois para a Embaixada do Brasil em Berlim.

A explosão de cores característica de seu trabalho retrata, como ele mesmo define, um Cordel colorido. Paraibano e morador de João Pessoa, tem muito a mostrar sobre nossa cultura nordestina.

A cultura naïf tem origem na França pelos pincéis de Russeau, que registra então as primeiras marcas de uma arte ingênua, primitiva, natural, como é definida. Pintar a fauna, o meio ambiente e o folclore, com incursões sociais no meio do caminho também são traços marcantes da pintura naïf.

Leia abaixo entrevista exclusiva concedida por Clóvis Júnior ao www.BrazilianArtists.net para o jornal Brazilian News.

BA: Há uma citação de Jorge Amado sobre a pintura naïf em que ele disse o seguinte: “Sou daqueles que acham que a única pintura brasileira que possui caráter realmente nacional e se expressa numa corrente de nossa cultura mestiça é a pintura naïf, ingênua, primitiva – cada um escolha a designação que lhe pareça melhor”.

Depois do pai da palavra nordestina eu quero saber de você. A arte naïf não é uma arte de origem brasileira mas podemos dizer ser a mais brasileira das artes?

Clóvis: Eu considero a mais brasileira das artes por que a gente vê a nossa cultura nela. A pintura naïf representa muito bem os nossos povos, nossos costumes, nossas festas folcloricas, quer dizer, tem uma identidade e força muito grande por que representa diretamente os movimentos que acontecem no país e o pintor é um repórter clássico, ele reproduz aquilo que vê pras pessoas poderem ver tambem.

BA: Podemos dizer então que é uma arte popular com tendências folclóricas. Voce acredita que essa é uma característica da pintura naïf em geral ou pintar o folclore é uma contribuição essencialmente brasileira nesse estilo de arte?

Clóvis: O folclore é uma fonte de inspiração tamém para a pintura naïf, não que ele seja obrigado a pintar somente isso, a arte naïf é livre. Eu por exemplo prefiro pintar o lado bom da vida, a alegria, a harmonia, o bem estar do ser humano. De violência já basta o que a gente vê na televisão. Claro que o artista pode mostrar o que quiser mas eu prefiro pintar o lado bom da vida, acho que o espírito é esse.

BA: E a questão da crítica social percebida em seus quadros, como você a retrata?

Clóvis: Pintei uma vez um dragão caindo no Congresso em Brasilia e um político da minha cidade quando viu o quadro ficou chocado por que ele não entendeu a mensagem e nem eu quis dizer a ele o que era. A mensagem está no que você pensa, né? Um outra vez pintei um quadro do bando de Lampião chegando no Congresso com os políticos corruptos atrás.O quadro não era assim agressivo mas tinha também uma mensagem política que não é direta, ela é surrealista. Meu trabalho tem muito disso, esse surrealismo, essa coisa meio fantástica, de ilusão, do imaginário. Não estou diretamente ligado à pintura tradicional naïf de pessoas do interior, gosto de trabalhar com o surrealismo de quebrar as figuras também. Por exemplo, criei uma vez um Lampião montado em um cavalo marinho. Se eu tivesse feito um cavalo comum seria mais um pintado, mas eu fiz ele vir em uma outra forma, em uma outra roupagem. Na minha imaginação ele foi à Brasilia assim, com uma festa grande atrás dele.

BA:O historiador brasileiro Jose Pierre afirma que o artista naïf se mantém sempre como um “primitivo de épocas futuras”. Voce concorda? Qual o futuro da pintura naïf brasileira?

Clóvis: O brasileiro ao longo do tempo foi tão colonizado, globalizado que a nossa auto-estima era muito pouca, só via o outro lado, nunca valorizava os artistas da terra. A pintura naïf também sofreu muito isso, essa rejeição por ser uma pintura simples que não seguia um padrão de qualidade acadêmica. Eu, por exemplo, no começo sofri muitas críticas por alguns artistas de outras escolas por ser um pintor primitivo mas mesmo assim eu segui em frente e hoje estou aqui, fazendo o meu trabalho, o resultado está aqui. Assim como em todas as outras tendências artísticas, sempre vai haver uma pessoa pra dar continuidade. A pintura naif não tem moda, passa tudo na frente dela e ela segue caminhando com sua característica particular. Não importa em que época estamos, ela é natural, tem seu lugar certo na arte.

BA:Os brasileiros que visitam sua exposição conseguem identificar todo um significado social retratado em seu quadros por que estes são aspectos de nossa cultura. E os europeus, como reagem ao seu trabalho?

Clóvis: Infelizmente o europeu na maioria das vezes tem mais olhos pra nossa pintura que os próprios brasileiros. É engracado que quando eles vêem meu trabalho, tem apenas uma noção do que é o Brasil, eles vêem que o Brasil é um pais que ainda está por ser descoberto, não sabem a potência que o país tem, da alegria de um povo que independente de crise está sempre com sorriso na boca, não precisa ser rico ou pobre pra ser alegre. Certa vez estava com uma exposição em Buenos Aires e uma pessoa me perguntou: ‘Por que vocês só vivem sorrindo se ganham tão pouco?’ Eu tomei um choque com aquela pergunta. Na época a Argentina estava bem e aí eu disse ‘mas por que vocês ganham tão bem e são todos tão tristes?’

BA: Percebi que você tem umas xilogravuras expostas também. Tem aí uma influência de Cordel?

Clóvis: Esses quadros na verdade são cordéis coloridos, os traços da xilogravura estão todos aí, é puro cordel. A arte no cordel nasceu pela necessidade de se expressar, é outro movimento da pintura junto com a poesia. Eu faço a xilogravura também, que é assim um trabalho muito particular, é como se fosse uma mágica. Você com um papel, estilete, um lápis, um cartão e pronto, ja fez uma xilogravura, que é mágica pela sua simplicidade. O bom da xilogravura pro meu trabalho é que ele quebra o colorido.

BA: O tema da sua exposição é “Pinturas Mágicas”. Mágicas por que?

Clóvis: Porque você pode criar a mágica em cima de cada quadro. Eu posso dizer que esse quadro é isso e você imagina de outra forma, ele dá essa possibilidade de você viajar, de também fazer parte dele. Aí que está a magia da pintura dos meus quadros, deixar as pessoas à vontade com eles.

A exposição aconteceu dias 10 a 26 de junho de 2004 na Galeria 32, Embaixada do Brasil em Londres.

* Geogia Martins é poeta e estudante do curso de jornalismo da PUC-SP. Atualmente vivendo em Londres, ela participa do movimento www.BrazilianArtists.net.

FONTE: http://www.brazilianartists.net/profiles/clovisrossi/interview_portuguese.htm

Em 2010…

Que em 2010, você: ECONOMIZE ÁGUA!

Que em 2010, você: ECONOMIZE ÁGUA!

Que em 2010, você consuma MENOS CARNE!

Que em 2010, você consuma MENOS CARNE!

Que em 2010, você APAGUE A LUZ!

Que em 2010, você APAGUE A LUZ!

Que em 2010, você DEIXE O CARRO EM CASA!

Que em 2010, você DEIXE O CARRO EM CASA!

Que em 2010, você CONSUMA ORGÂNICOS!

Que em 2010, você CONSUMA ORGÂNICOS!

Que em 2010, você USE MENOS PAPEL!

Que em 2010, você USE MENOS PAPEL!

ue em 2010, você UTILIZE MENOS SACOLINHAS PLÁSTICAS!

ue em 2010, você UTILIZE MENOS SACOLINHAS PLÁSTICAS!

Que em 2010, você PROSPERE DE FORMA SUSTENTÁVEL!

Que em 2010, você PROSPERE DE FORMA SUSTENTÁVEL!

Que em 2010, você SEJA VOLUNTÁRIO DO MUNDO!

Que em 2010, você SEJA VOLUNTÁRIO DO MUNDO!

Que em 2010, você MUDE O MUNDO!

Que em 2010, você MUDE O MUNDO!

O FUTURO

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A mente humana é movida a sonhos e ao imaginário. Se pararmos para pensar o que é na verdade o rompimento de um ano para outro… Nada, se não a simples passagem de um dia para o outro. Mas como somos abastecidos de energia lúdica e de progressões fictícias, preferimos acreditar que tudo mudará em questão de segundos, aqueles segundinhos que contamos antes do dia 31  de dezembro se transformar em 01 de janeiro.

O homem esquece que não há como se mudar uma vida ou toda herança ética adquirida ao longo de sua existência em míseros segundos. A humanidade esqueceu de ser humano, de refletir a sua essência ou até mesmo de indagar suas atitudes. Somo cada vez mais desumanos, não respeitamos o meio-ambiente, não respeitamos nossos amigos e não respeitamos nós mesmos.  O que se vê são pessoas comprometidas com o fútil, a inveja, a ganância… preocupam-se com o “aparecer”. Há uma disputa assirradissíma de quem aparece mais que quem…

Não há mais valores na sociedade, não se vê honestidade no olhar das pessoas, não se vê mais cumplicidade, companherismo, fidelidade, amor ao outro e nem tão pouco piedade.

O futuro é algo incerto, pertence a algo superior a nossos desejos… E é essa incerteza do amanhã que as pessoas não procuram pensar ou refletir sobre ele. Não sabemos o que acontecerá o amanhã para nós. Sabemos que o sol vai nascer mas não sabemos de nós mesmos. Não temos certeza de nada nessa vida. E na verdade o que fica, o que é eterno são seus pensamentos, sentimentos, conduta, postura, atitudes e a ética humana…

Espera-se que ano que vem sejamos todos melhores, mas não economicamente, não em grandezas materiais, não em aquisições materiais. Sejamos maiores como SERES HUMANOS. Deseja-se que a humanidade se liberte de tanta futilidade, falsidade, hipocrisia e falta de ética que nos cerca e nos corrompe.

Que tenhamos LUZ e VIDA ano que vem… FELIZ 2010 PARA TODOS!

“A tristeza durará para sempre” – Estas foram as últimas palavras de Vincent Van Gogh

Vincent Willem Van Gogh

Nasceu em Zunderrt, uma cidade próxima a Breda, na província de Brarrabante do Norte, nos Países Baixos (mais conhecidos no Brasil e em Portugal como Holanda). Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa, e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will).

Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida.

Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois para Paris.

No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria.  Ele então decidiu retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia. Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdam, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros.

Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas

para tomar aulas com Willem Roelofs , que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva.

Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten, onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Vicent Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um enérgico ”nunca”. Porém, Van Gogh insistiu em sua idéia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia.

Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse.

Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio.

Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia.

Com pouco dinheiro, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor freqüente de absinto. Foi nesta altura que entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas.

Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia.

Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartre com Theo.         Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rue Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou noEstúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.[1] Este último, alcóolatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto. O absinto possuía como principal ingrediente uma planta alucinógena de nome Artemisia absinthium e cuja graduação alcóolica era de 68%. O absinto, também conhecida como “fada verde” devido aos efeitos alucinógenos, foi responsabilizado por alucinações, surtos psicóticose mesmo mortes.

Através de Theo, conhece Monet, Renoir, Sisley, Pissarro, Degas, Signac e Seurat.

Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat.

A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebens tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy, entre outros.

Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No próximo ano, decide mudar-se de Paris.

Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas.

Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A Casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos.

Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, freqüentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços.

Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: “Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos”, queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida pelas mesmas.

Em 23 de dezembro de 1888, após a saída de Gauguin para uma caminhada, van Gogh o segue e o surpreende com uma navalha aberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, que embrulha em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta sua amiga, Rachel. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada acontecera. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade. Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital.

Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto-Retrato com a Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles.

O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas.

Quatro semanas após seu retorno do hospital, van Gogh apresenta sintomas de paranóia e imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso.

Rejeitado pelo amigo Gauguin e pela cidade, descartados seus planos da comunidade de artistas, se agrava a depressão de van Gogh, que tinha como único amigo seu irmão Theo, que por sua vez estava por casar-se. O casamente de Theo constribui para a inquietação de Vincent, que teme pelo afastamento do irmão.

Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole, perto de Saint-Rémy-de-Provence, naProvença. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas.

Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas, recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet. Em Auvers Van Gogh produz cerca de oitenta pinturas.

Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia), Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo. As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: ”La tristesse durera toujours” (em francês, ”A tristeza durará para sempre”).

Na ocasião, o diagnóstico de Van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista empsiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual Van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predonimavam a violência e as alucinações. No entanto, Van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição.

A doença de Van Gogh foi analisada durante os anos posteriores e existem várias teses sobre o diagnóstico. Alguns como o doutor Dietrich Blumer, em artigo publicado no American Journal of Psychiatry, mantém o diagnóstico de epilepsia do lobo temporal, agravada pelo uso do absinto.

Algumas Obras do Pintor:

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A italiana 1887

A Noite Estrelada

A Noite Estrelada

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Os Comedores de Batata

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Sunset

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Van Gogh Auto retrato

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Quarto de Van Gogh

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1.
A Divina Comédia -Dante Alighieri
2.
A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3.
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4.
Dom Casmurro -Machado de Assis
5.
Cancioneiro -Fernando Pessoa
6.
Romeu e Julieta -William Shakespeare
7.
A Cartomante -Machado de Assis
8.
Mensagem -Fernando Pessoa
9.
A Carteira -Machado de Assis
10.
A Megera Domada -William Shakespeare
11.
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12.
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13.
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14.
Dom Casmurro -Machado de Assis
15.
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16.
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17.
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18.
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19.
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20.
Macbeth -William Shakespeare
21.
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22.
A Tempestade -William Shakespeare
23.
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24.
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25.
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26.
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27.
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28.
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29.
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30.
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31.
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32.
A Mão e a Luva -Machado de Assis
33.
Arte Poética -Aristóteles
34.
Conto de Inverno -William Shakespeare
35.
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36.
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37.
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38.
A Metamorfose -Franz Kafka
39.
A Cartomante -Machado de Assis
40.
Rei Lear -William Shakespeare
41.
A Causa Secreta -Machado de Assis
42.
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43.
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44.
Júlio César -William Shakespeare
45.
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46.
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47.
Cancioneiro -Fernando Pessoa
48.
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49.
A Ela -Machado de Assis
50.
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51.
Dom Casmurro -Machado de Assis
52.
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53.
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54.
Adão e Eva -Machado de Assis
55.
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56.
A Chinela Turca -Machado de Assis
57.
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58.
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59.
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60.
Iracema -José de Alencar
61.
A Mão e a Luva -Machado de Assis
62.
Ricardo III -William Shakespeare
63.
O Alienista -Machado de Assis
64.
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65.
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66.
A Carteira -Machado de Assis
67.
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68.
Senhora -José de Alencar
69.
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70.
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71.
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72.
Sonetos -Luís Vaz de Camões
73.
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74.
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75.
Iracema -José de Alencar
76.
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77.
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78.
O Guarani -José de Alencar
79.
A Mulher de Preto -Machado de Assis
80.
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81.
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82.
A Pianista -Machado de Assis
83.
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84.
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85.
A Herança -Machado de Assis
86.
A chave -Machado de Assis
87.
Eu -Augusto dos Anjos
88.
As Primaveras -Casimiro de Abreu
89.
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90.
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91.
Quincas Borba -Machado de Assis
92.
A Segunda Vida -Machado de Assis
93.
Os Sertões -Euclides da Cunha
94.
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95.
O Alienista -Machado de Assis
96.
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97.
Medida Por Medida -William Shakespeare
98.
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99.
A Alma do Lázaro -José de Alencar
100.
A Vida Eterna -Machado de Assis
101.
A Causa Secreta -Machado de Assis
102.
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103.
Divina Comedia -Dante Alighieri
104.
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105.
Coriolano -William Shakespeare
106.
Astúcias de Marido -Machado de Assis
107.
Senhora -José de Alencar
108.
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109.
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110.
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111.
A ‘Não-me-toques’ ! -Artur Azevedo
112.
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113.
Obras Seletas -Rui Barbosa
114.
A Mão e a Luva -Machado de Assis
115.
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116.
Aurora sem Dia -Machado de Assis
117.
Édipo-Rei -Sófocles
118.
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119.
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120.
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121.
Tito Andrônico -William Shakespeare
122.
Adão e Eva -Machado de Assis
123.
Os Sertões -Euclides da Cunha
124.
Esaú e Jacó -Machado de Assis
125.
Don Quixote -Miguel de Cervantes
126.
Camões -Joaquim Nabuco
127.
Antes que Cases -Machado de Assis
128.
A melhor das noivas -Machado de Assis
129.
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130.
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131.
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132.
Helena -Machado de Assis
133.
Contos -José Maria Eça de Queirós
134.
A Sereníssima República -Machado de Assis
135.
Iliada -Homero
136.
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137.
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138.
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139.
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140.
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco.. -Fernando Pessoa
141.
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142.
A Carne -Júlio Ribeiro
143.
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144.
Don Quijote -Miguel de Cervantes
145.
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146.
A Semana -Machado de Assis
147.
A viúva Sobral -Machado de Assis
148.
A Princesa de Babilônia -Voltaire
149.
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150.
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151.
Papéis Avulsos -Machado de Assis
152.
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153.
Cartas D’Amor -José Maria Eça de Queirós
154.
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155.
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156.
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157.
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158.
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159.
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160.
Almas Agradecidas -Machado de Assis
161.
Cartas D’Amor – O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162.
Contos Fluminenses -Machado de Assis
163.
Odisséia -Homero
164.
Quincas Borba -Machado de Assis
165.
A Mulher de Preto -Machado de Assis
166.
Balas de Estalo -Machado de Assis
167.
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168.
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169.
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170.
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171.
CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172.
Cinco Minutos -José de Alencar
173.
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174.
Lucíola -José de Alencar
175.
A Parasita Azul -Machado de Assis
176.
A Viuvinha -José de Alencar
177.
Utopia -Thomas Morus
178.
Missa do Galo -Machado de Assis
179.
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180.
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181.
Hamlet -William Shakespeare
182.
A Ama-Seca -Artur Azevedo
183.
O Espelho -Machado de Assis
184.
Helena -Machado de Assis
185.
As Academias de Sião -Machado de Assis
186.
A Carne -Júlio Ribeiro
187.
A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188.
Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189.
Antes da Missa -Machado de Assis
190.
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191.
A Carta -Pero Vaz de Caminha
192.
LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193.
A mulher Pálida -Machado de Assis
194.
Americanas -Machado de Assis
195.
Cândido -Voltaire
196.
Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197.
El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198.
Conto de Escola -Machado de Assis
199.
Redondilhas -Luís Vaz de Camões
200.
Iluminuras -Arthur Rimbaud
201.
Schopenhauer -Thomas Mann
202.
Carolina -Casimiro de Abreu
203.
A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204.
Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205.
Memorial de Aires -Machado de Assis
206.
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207.
A última receita -Machado de Assis
208.
7 Canções -Salomão Rovedo
209.
Antologia -Antero de Quental
210.
O Alienista -Machado de Assis
211.
Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212.
Alma Inquieta -Olavo Bilac
213.
A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214.
A Semana -Machado de Assis
215.
Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216.
A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217.
Esaú e Jacó -Machado de Assis
218.
Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219.
História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220.
A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221.
Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222.
Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223.
Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224.
A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225.
Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226.
As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227.
O LIVRO D’ELE -Florbela Espanca
228.
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229.
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230.
Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231.
A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232.
Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233.
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234.
A Bela Madame Vargas -João do Rio
235.
Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236.
Cinco Mulheres -Machado de Assis
237.
A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238.
O Cortiço -Aluísio Azevedo
239.
RELIQUIAE -Florbela Espanca
240.
Minha formação -Joaquim Nabuco
241.
A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242.
Auto da Alma -Gil Vicente
243.
345 -Artur Azevedo
244.
O Dicionário -Machado de Assis
245.
Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246.
A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247.
AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248.
Cinco minutos -José de Alencar
249.
Lucíola -José de Alencar
250.
Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251.
A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252.
A Alegria da Revolução -Ken Knab
253.
O Ateneu -Raul Pompéia
254.
O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255.
Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256.
A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257.
Noite de Almirante -Machado de Assis
258.
O Sertanejo -José de Alencar
259.
A Conquista -Coelho Neto
260.
Casa Velha -Machado de Assis
261.
O Enfermeiro -Machado de Assis
262.
O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263.
Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264.
A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265.
Poemas -Safo
266.
A Viuvinha -José de Alencar
267.
Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268.
Contos para Velhos -Olavo Bilac
269.
Ulysses -James Joyce
270.
13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271.
Cícero -Plutarco
272.
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273.
Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274.
As Religiões no Rio -João do Rio
275.
Várias Histórias -Machado de Assis
276.
A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277.
Bons Dias -Machado de Assis
278.
O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279.
A Capital Federal -Artur Azevedo
280.
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281.
As Forças Caudinas -Machado de Assis
282.
Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283.
Balas de Estalo -Machado de Assis
284.
AS VIAGENS -Olavo Bilac
285.
Antigonas -Sofócles
286.
A Dívida -Artur Azevedo
287.
Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288.
Uns Braços -Machado de Assis
289.
Ubirajara -José de Alencar
290.
Poética -Aristóteles
291.
Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292.
A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293.
Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294.
Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295.
Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296.
Via-Láctea -Olavo Bilac
297.
O Mulato -Aluísio de Azevedo
298.
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
299.
Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300.
A Pata da Gazela -José de Alencar
301.
BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302.
Vozes d’África -Antônio Frederico de Castro Alves
303.
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304.
O que é o Casamento? -José de Alencar
305.
A Harpa do Crente -Vania Ribas Ulbricht


Arnaldo Jabor para as mulheres com mais de 30.

mulher na praia



Isto é para as mulheres de 30 anos pra cima…
E para todas aquelas que estão entrando nos 30,
e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 30…
E para homens que têm medo de meninas com mais de 30!!!
“ A medida que envelheço, e convivo com outras,
valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30.
Estas são algumas razões do porquê:
- Uma mulher de 30 nunca o acordará
no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?”
Ela não se importa com o que você pensa,
mas se dispõe de coração se você tiver intenção de conversar.
- Se a mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica
à sua volta resmungando.
Ela faz alguma coisa que queira fazer.
E, geralmente è alguma coisa bem mais interessante.
- Uma mulher de 30 se conhece o suficiente
para saber quem é, o que quer e quem quer.
Poucas mulheres de 30 se incomodam com
o que você pensa dela ou sobre o que ela esta fazendo.
- Mulheres dos 30 são honradas.
Elas raramente brigam aos gritos com
você durante a ópera ou no meio de um
restaurante caro. É claro, que se você merecer,
elas não hesitarão em atirar em você, mas só
se ainda sim elas acharem que poderão se
safar impunes.
- Uma mulher de 30 tem total confiança
em si para apresentar-te para suas melhores amigas.
Uma mulher mais nova com um homem tende a
ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela
não confia no cara com outra mulher.
E falo por experiência própria. Não se fica
com quem não confia, vivendo e aprendendo né???
- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados
para uma mulher de 30. Elas sempre sabem….
- Uma mulher com mais de 30 fica linda usando
batom vermelho. O mesmo não ocorre com
mulheres mais jovens.
- Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota,
se você estiver agindo como um!
- Você nunca precisa se preocupar onde se
encaixa na vida dela. Basta agir como homem,
e o resto deixe que ela faça;.
- Sim, nós admiramos as mulheres com mais
de 30 por um “sem” números de razões.
Infelizmente, isso não é recíproco.
Para cada mulher de mais de 30, estonteante,
inteligente, bem apanhada e sexy,
existe um careca, velho, pançudo em
calças amarelas bancando o bobo para
uma garçonete de 22 anos.
Senhoras, EU PEÇO DESCULPAS:
Para todos os homens que dizem,
“porque comprar uma vaca se você pode
beber o leite de
graça?”, aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra
o casamento, sabe por quê?
Porque as mulheres perceberam que
não vale a pena comprar um porco inteiro
só para ter uma lingüiça.

Nada mais justo.”


Arnaldo Jabor

Como tudo começou – Creúsculo/Twilight

É fascinante a história de sucesso dessa autora, a Stephenie Meyer. Fuçando em seu site (www.stepheniemeyer.com) descobri como a mesma fez essa genial obra que deu origem as suas sucessoras:

“Eu recebo uma tonelada de perguntas sobre como eu vim com a história de Twilight e como consegui-lo publicado. Posso estar matando minha página de FAQ, fazendo isso, mas aqui está toda a história:

A Escrita: Eu sei a data exata em que começou a escrever Crepúsculo, porque ele também foi o primeiro dia de aulas de natação para os meus filhos. Então eu posso dizer com certeza que tudo começou em 2 de junho de 2003. Até este ponto, eu não tinha escrito nada além de alguns capítulos (de outras histórias) que nunca cheguei muito longe, e nada desde o nascimento do meu primeiro filho, seis anos antes.

Eu acordei (naquele 2 de junho) a partir de um sonho muito vívido. No meu sonho, duas pessoas estavam tendo uma conversa intensa em uma campina na floresta. Uma dessas pessoas era apenas uma garota a sua média. A outra pessoa era fantasticamente linda, brilhante, e um vampiro. Eles estavam discutindo as dificuldades inerentes ao fato de que A) eles foram caindo no amor com os outros, enquanto B) o vampiro estava particularmente atraído pelo cheiro do sangue dela, e estava tendo um momento difícil imobilizar-se de matá-la imediatamente. Por que é essencialmente uma transcrição do meu sonho, por favor consulte o capítulo 13 ( “Confissões”) do livro.

Embora eu tivesse um milhão de coisas para fazer (ou seja, fazer café da manhã para as crianças com fome, vestir e trocar as fraldas das crianças, disse, encontrando as roupas de banho que ninguém coloca longe no lugar certo, etc), eu fiquei na cama, pensando o sonho.Fiquei tão intrigado com a história do casal sem nome que eu odiava a idéia de esquecê-lo, era o tipo de sonho que faz você querer chamar sua amiga e chatear ela com uma descrição detalhada. (Além disso, o vampiro era tão enervante de boa aparência, que eu não queria perder a imagem mental.) Involuntariamente, acabei por me levantei e fiz as necessidades imediatas e, em seguida, colocar tudo o que eu poderia possivelmente em banho-maria e sentou-se ao computador para escrever algo que eu não tinha feito há tanto tempo que eu me perguntava por que eu estava incomodando. Mas eu não queria perder o sonho, então eu digitei o máximo que eu podia lembrar, chamando os personagens de “ele” e “ela”.

Desse momento em diante, não passou um dia que eu não escrevo alguma coisa. Em dia ruim, eu teria que digitar apenas uma ou duas páginas, em bom dia, gostaria de terminar um capítulo e então alguns. Eu escrevia principalmente à noite, depois que as crianças estavam dormindo, para que eu pudesse me concentrar por mais de cinco minutos sem ser interrompido. Eu comecei na cena no prado e escreveu até o fim. Então eu voltei para o início e até escreveu as peças se encaixassem. Eu dirigi o ponto de ouro “que ligavam no final de agosto, três meses depois.

Levei algum tempo para encontrar nomes para a dupla anônima. Para o meu vampiro (quem eu era apaixonado desde o primeiro dia), decidi usar um nome que já tinha sido considerado romântico, mas que havia caído de popularidade nas últimas décadas. Sr. Charlotte Bronte’s Mr. Rochester e Jane Austen Ferrars foram os personagens que me levaram ao nome de Edward. Eu fiquei tentando e descobri que se encaixa bem. Meu personagem feminina foi mais difícil. Nada que eu nomeou parecia perfeito. Depois de passar tanto tempo com ela, eu a amava como uma filha, e nenhum nome foi bom o suficiente.Finalmente, inspiradas por esse amor, eu dei-lhe o nome que eu estava guardando para a minha filha, que nunca tinha aparecido e era pouco para colocar em uma aparição neste ponto: Isabella. Hurra! Edward e Bella foram nomeados. Para o resto dos personagens, eu fiz um monte de pesquisar nos registros censitários de idade, à procura de nomes populares nos tempos que eles haviam nascido. Algumas curiosidades: Rosalie era originalmente “Carol” e Jasper foi o primeiro “Ronald”. Eu gosto de os novos nomes muito melhor, mas de vez em quando eu escorregava e trocava Carol ou Ron por acidente. É realmente confunde as pessoas que lêem meus rascunhos.

Pela minha definição, eu sabia que precisava de algum lugar ridiculamente chuvoso. Virei-me para o Google, como eu faço para todas as minhas necessidades de investigação, e olhou para o local com maior precipitação em os U. S. Este acabou por ser a Península Olímpica no estado de Washington. Puxei mapas da área e estudá-los, procurando por algo pequeno, fora do caminho, cercado por florestas … E ali, exatamente onde eu queria que fosse, era uma pequena cidade chamada “Forks”. Não poderia ter sido mais perfeito se eu tivesse chamado-o eu mesmo. Eu fiz uma pesquisa de imagens do Google na área, e se o nome não tinha me vendido, as fotografias belíssimas teria feito o truque. (Imagens como essas da Floresta Hoh (uma curta distância de Forks). Veja também garfos-web.com). Na pesquisa Forks, eu descobri o a Reserva La Push, o lar da tribo Quileute. Quileute, a história é fascinante, e alguns membros da tribo fictícia rapidamente tornou-se intrínseca à minha história.

Todo esse tempo, Bella e Edward estavam, literalmente, as vozes na minha cabeça. Eles simplesmente não se calaram. Eu ia ficar até tão tarde quanto eu poderia estar tentando fazer todas as coisas em minha mente digitado para fora, e depois engatinhar, exaustos, na cama (meu bebê ainda não estava dormindo durante à noite, até o momento) só para ter outra conversa iniciar na minha cabeça. Eu odiava perder alguma coisa por esquecimento, assim que eu levantar a cabeça para trás e para baixo para o computador. Eventualmente, eu tenho uma caneta e um caderno ao lado da minha cama para anotar. Era sempre um desafio emocionante de manhã para tentar decifrar as coisas que eu tinha rabiscado através da página no escuro.

Durante o dia, eu não podia ficar longe do computador, qualquer um. Quando eu estava preso em aulas de natação, nos 115 graus da luz do sol Phoenix, gostaria de enredo e regime e voltar para casa com tantas coisas novas que eu não conseguia digitar rápido o suficiente. Foi o seu verão Arizona típico, quente, ensolarado, quente e quente, mas quando penso voltar aos três meses, eu me lembro de chuva e frio coisas verdes, como se eu realmente passasse o verão na Mata Olímpicos.

Quando eu ia terminar o corpo do romance, comecei a escrever epílogos … lotes de epílogos.Isso acabou induzindo-me para o fato de que eu não estava pronta para abrir mão de meus personagens, e eu comecei a trabalhar na sequência. Enquanto isso, continuou a editar Crepúsculo de uma forma muito obsessiva-compulsiva.

Minha irmã mais velha, Emily, era a única que realmente sabia o que estava fazendo. Em junho, eu comecei a lhe enviar capítulos que acabei eles, e ela logo se tornou minha melhor torcida. Ela sempre foi verificar para ver se eu tinha algo novo para ela. Emily foi quem primeiro sugeriu, depois que eu tinha terminado, que eu deveria tentar obter Twilight publicado.Fiquei tão chocada pelo fato de eu realmente terminar um livro todo, que eu decidi olhar para ele.

Para dizer o mínimo, eu era ingênua sobre a publicação. Eu pensei que funcionava assim: você imprimia uma cópia de seu romance, embrulhava em papel pardo, e enviava-o para uma editora. Ho ho ho, isso é uma boa. Comecei procurar (naturalmente) e comecei a descobrir que essa não era a forma como é feito. Todo o conjunto com consulta de letras, agentes literários, apresentação simultânea contra envios exclusivos sinopses, etc, foi extremamente intimidante, e eu quase não saia. Certamente não era a minha crença no talento fabuloso que me fez avançar, eu acho que era justo que eu amava tanto os meus personagens, e eles estavam tão real para mim, que eu queria que outras pessoas os conhecesse também.

Eu subscrevi a WritersMarket.com e compilou uma lista de pequenos editores que aceitaram propostas não solicitadas e algumas agências literárias. Foi nessa época que minha irmã caçula, Heidi, mencionado site Janet Evanovich para mim. Em seu Q e A para a seção de escritores, Janet E. mencionado Writers House, entre alguns outros, como “a coisa real” no mundo das agências literárias. Writers House passou na minha lista de desejos como o mais desejável, e também menos provável.

Eu mandei as consultas em torno de quinze (e ainda sinto borboletas no estômago residual quando dirijo pela caixa Enviei as cartas-emails deles era aterrorizante.). Afirmo que, para o registro, que minhas consultas realmente me sugaram, e eu não culpo ninguém que me enviou uma rejeição (fiquei com sete ou oito deles. Eu ainda tenho todos eles, também). A rejeição que realmente foi ferido em uma pequena agência que realmente ler o primeiro capítulo antes que ela deixou cair o machado sobre mim. O pior rejeição que eu recebi veio depois de Little, Brown , me pegou de um contrato de três livros, por isso não me incomoda em tudo. Eu vou admitir que eu considerava enviar de volta uma cópia dessa rejeição grampeado ao escrever-te o meu negócio começou em Publisher’s Weekly, mas tomei o caminho mais elevado.

Minha grande surpresa veio na forma de um assistente Writers House chamado Genevieve. Eu não consegui descobrir até muito mais tarde o quão sortudo eu era, despeja que o general não sabia que 130.000 palavras, é um pedaço inteiro de um monte de palavras. Se ela soubesse que 130K palavras seria igual a 500 páginas, ela provavelmente não teria pedido para vê-lo. Mas ela não sabia (enxugando o suor da testa), e ela pediu para ler os três primeiros capítulos. Fiquei emocionada ao receber uma resposta positiva, mas um pouco preocupada porque eu senti o início do livro não fazia parte mais forte. Eu enviei fora desses três capítulos e recebi uma carta de volta uma semana depois (eu mal conseguia abri-la, minhas mãos estavam tão fracas, com medo). Era uma carta muito simpática. Ela voltou com uma caneta e duas vezes sublinhado a parte onde ela digitou o quanto ela gostava de os três primeiros capítulos (eu ainda tenho essa carta, é claro), e ela pediu para todo o manuscrito. Esse foi o exato momento em que percebi que eu poderia realmente ver Twilight na cópia, e realmente um dos pontos mais feliz em toda minha vida. Eu fiz um monte de gritos.

Cerca de um mês depois de eu ter enviado o manuscrito, eu recebi um telefonema de Jodi , um agente literário bem honesto, que queria representar o meu livro. Eu tentei muito duro para soar como uma profissional e uma adulta durante essa conversa, mas eu não tenho certeza se eu enganei ela. Mais uma vez, minha sorte foi enorme (e eu não costumo ter sorte-Eu nunca ganhei nada na minha vida, e ninguém pega um peixe quando eu estou no mesmo barco), porque Jodi é o super-agente. Eu não poderia ter acabado em melhores mãos. Ela é advogada, ninja (parte que está trabalhando para ganhar o seu cinturão negro, agora, sem brincadeira), uma editora bastante surpreendente em seu próprio direito, e uma grande amiga.

Jodi e eu trabalhamos por duas semanas em Twilight para entrar em forma antes de o enviar para os editores. A primeira coisa que trabalhei foi o título, que começou como Forks (e ainda tenho um ponto minúsculo soft para esse nome). Então nós polimos até alguns pontos ásperos, e Jodi mandou para nove diferentes editoras. Isso realmente mexeu com a minha capacidade de dormir, mas felizmente eu não estava em suspense por muito tempo.

Megan Tingley, de Megan Tingley Books, da Little, Brown and Company, leu Crepúsculo em um vôo cross-country e voltou para a Jodi dias após o fim de semana de Ação de Graças com um acordo de preferência tão grande que eu sinceramente pensava Jodi foi puxando a minha perna especialmente a parte onde ela recusou a oferta e pediu mais. O resultado foi que, até ao final do dia, eu estava tentando processar a informação de que não só foi o meu livro vai ser publicado por uma das maiores editoras de adultos jovens no país, mas que eles iam me pagar para ele. Por muito tempo, eu estava convencido que era uma piada realmente cruel prática, mas eu não poderia imaginar que iria para esses extremos selvagem para desempenhar uma farsa sobre essa hausfrau um insignificante.

E foi assim que, no decurso de seis meses, Twilight foi sonhado, escrito, e aceito para publicação.

Manter as coisas ficando louca, o que com o negócio de filmes e todos os pré-publicação atenção que Twilight continua a receber. Embora eu tenha chegado impaciente ao longo do tempo, estou feliz que eu tive nos últimos dois anos para tentar chegar a um acordo com a situação. Estou muito ansioso para finalmente ter Twilight nas prateleiras, e mais um pouco assustada também. No geral, ele foi um verdadeiro trabalho de amor, amor por Edward e Bella e todo o resto dos meus amigos imaginários, e estou muito feliz que outras pessoas chegaram a conhecê-los agora.”

Stephenie Meyer

Stephenie Meyer

Stephenie Meyer e os atores  Robert Pattinson (Edward) e Kristen Stewart (Bella).
Stephenie Meyer e os atores Robert Pattinson (Edward) e Kristen Stewart (Bella).
Capa do livro Twilight

Capa do livro Twilight

A autora com os atores Edi Mue Gathegi (LAURENT) e Peter Facinelli (CHARLISLE CULLEN)

A autora com os atores Edi Mue Gathegi (LAURENT) e Peter Facinelli (CHARLISLE CULLEN)

Visite: www.stepheniemeyer.com

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Libertinagem – Manuel Bandeira

LIBERTINAGEM

(Manuel Bandeira)

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“Libertinagem contém os poemas que escrevi de 1924 a 1930 – os anos de maior força e calor do movimento modernista. Não admira pois que seja entre os meus livros o que está mais dentro da técnica e da estética do modernismo”. (Manuel Bandeira)

SÍNTESE


1. Obra publicada em 1930, Libertinagem é composta por trinta e oito poemas. Embora comporte características da primeira geração modernista, como o humor, os versos livres e brancos, a linguagem mais coloquial e o cotidiano, o toque especial do poeta faz-se presente em todos os poemas: a simplicidade, responsável pelo refinamento da obra.
2. Libertinagem é, portanto, a novidade, o erotismo, a musicalidade, a força de imagens, o cunho biográfico, a paixão pela vida e a visão da morte, a infância, a pureza, a crítica, a liberdade, a saudade, o amor, a alegria, a tristeza, a evasão, a solidão.

CARACTERÍSTICAS DA OBRA:

01. Recusa da poesia comedida. Bandeira não emprega nenhuma métrica padrão. Rejeição aos padrões literários vigentes.
02. Cultivou as formas fixas do Parnasianismo e também fez experiências com o Concretismo.
03. Sua poesia assemelha-se a uma espécie de diário íntimo em que os acontecimentos do mundo se refletem nas imagens da vida íntima e pessoal, como se a expressão poética resultasse da soma entre a confidência e a notação exterior, a contemplação da realidade.
04. Reveste seus poemas de um tom irônico e, tantas vezes, amargo.
05. Poesia Confessional – apresentação de vultos familiares, brincadeiras e festas de ruas, cenas que ficaram na memória do poeta como mágicos.
06. A morte – a morte é tratada com  ironia e humor negro (Poema – Piada).
07. O Lirismo romântico- grande subjetividade onde o poeta demonstra um neo-romantismo.
08. Metalinguagem.
09. A Evasão – cria um mundo paralelo à realidade, onde os desejos e as fantasias são realizados.
10. A solidariedade e religião –

Como elemento da cultura brasileira, o catolicismo se apresenta fazendo menção:

À festas e cerimônias do calendário religioso: “Profundamente”; “Poema de finados” ;

Na referência a figuras do imaginário católico:  O Anjo da guarda”;

Na paródia de preces : “Oração do saco  de Mangaratiba”; “Oração  a “Teresinha do menino Jesus”

Citações bíblicas:  “ Teresa”

Há sempre uma certa ironia na reações entre o poeta e a fé católica.

TEXTOS:
01) Porquinho-da-Índia – Poema de tom narrativo e memorialista. Destaca a pureza, a inocência de uma criança que dedica todo seu afeto a um bicho de estimação. O toque de humor fica por conta do verso final, espécie de conclusão em que se introduz a fala do eu lírico. Epifania.

02) Teresa – Poema-paródia do texto lírico de Castro Alves chamado O “adeus” de Teresa. Antilírico, o poeta revela distância da idealização, confirmando, na última estrofe, a presença das transformações seja no plano físico, seja no sentimental.
O texto de Castro Alves é uma exaltação à beleza e ao erotismo da mulher amada, contudo, a última estrofe revela traição:
“A vez primeira que eu fitei Teresa
Como as plantas que arrasta a correnteza
A valsa nos levou nos gritos seus…
E amamos juntos… E depois na sala
“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala…
E ela, corando, murmurou-me: “adeus!”
(Castro Alves)

“A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo

Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.”
(Manuel Bandeira)

03) Madrigal tão engraçadinho – “Madrigal” é uma pequena composição poética. O lirismo amoroso surge do ponto de vista de uma criança que exalta o ser amado, porém por meio de uma comparação inusitada: o porquinho-da-Índia.
O grande momento do poema está nessa comparação, porque ela é sinônimo de sinceridade e alto valor.

04) A Virgem Maria – As figuras que aparecem na primeira estrofe revelam a realidade opressora e a morte se pronunciando. Ansiedade, ira e hipocrisia compõem o quadro do enterro até que, em oposição à escuridão e à morte, surge a imagem da Virgem Maria da qual o poeta só ouve a voz dizendo-lhe que “fazia sol lá fora”. É a vida, a liberdade.

05) Oração no Saco de Mangaratiba – O pedido do poeta a Nossa Senhora se dá em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e refere-se à vida. Enfadado, opõe a morte que o espreita, à vida que, apesar de comprida, lhe parece tão mal cumprida. Mistura duas variedades lingüísticas: escrita culta e uma modalidade da língua oral-popular. Versos eneassílabos.
Nossa Senhora me dê paciência
Para estes mares para essa vida!
Me dê paciência pra que eu não caia
Pra que eu não pare nesta existência
Tão mal cumprida tão mais comprida
Do que a restinga de Marambaia!…”

06) Poema tirado de uma notícia de jornal – A morte é o grande tema. Trata-se de uma notícia de jornal sobre a morte de mais um favelado. A miséria anônima e irônica (vem do alto, no morro da Babilônia, como o jardim suspenso da Babilônia) desce e chega à Lagoa Rodrigo de Freitas (lugar da classe alta no Rio de Janeiro). O drama e o elemento narrativo unem-se ao ritmo: versos longos na introdução e no desfecho. Versos curtos, dissílabos quando se trata do prazer.
“João Gostoso era carregador da feira-livre e morava no morro da Babilônia num  barracão sem número
Uma noite ele chegou no Bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.”


07) Andorinha – A vida, simbolizada pelo pássaro, é o exterior, o mundo, o cotidiano, todas as “coisas” que contrastam com o sofrimento, a tristeza do poeta que constata: não pôde viver o que queria, passou a vida à toa e, agora, só a morte o aguarda.

08) Evocação do Recife – A subjetividade, o memorialismo, a infância, o folclore e a cultura popular caracterizam esse famoso poema de Manuel Bandeira.
. O eu lírico revive cenas do passado, como se fosse menino outra vez.
. Surgem pessoas com as quais conviveu: parentes, vizinhos, amigos. Até os nomes das ruas eram líricos: Rua da União, do Sol, da Aurora.
. A morte reforça que a cidade de Recife de seu passado fora-se como seu avô, restou-lhe apenas a memória.
“Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
— Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância”

09) Não sei dançar – Poema que abre o livro Libertinagem e traz elementos típicos da primeira geração modernista: os versos livres e brancos, aproximação do surrealismo, referência ao carnaval e à mistura de raças, às doenças “tropicais” e à crítica irônica à indiferença. Os prazeres escapistas acenam para o poeta.

10) O major – como apregoavam os modernistas, a poesia nasce a qualquer momento, é concebida pelo encontro com situações mais diversas do cotidiano. A beleza se esconde nos fatos mais banais, a ternura está nas coisas mais simples.
O major morreu.
Reformado.
Veterano da Guerra do Paraguai.
Herói da ponte do Itororó.
Não quis honras militares.
Não quis discursos.”

11) Pneumotórax – Refere-se à doença de Manuel Bandeira – a tuberculose. A morte, novamente em evidência, é tratada em tom jocoso da primeira geração modernista: humor negro, coloquialismos, auto-ironia, além da técnica de marcação teatral com o emprego do diálogo.
“Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
…………………………………………………………………………………

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.”


12) Irene no Céu  - Embora o poema refira-se à imagem de uma pessoa querida pelo poeta, presente em sua infância, Irene representa também a mulher escrava, submissa, inferiorizada. O poeta sutilmente opõe a relação branco e negro na segunda estrofe, onde Irene pede licença a São Pedro, chamando-o de meu branco.
“Há ainda a exaltação à linguagem coloquial. A fala de São Pedro ordena: “- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” Na linguagem normativa, o correto seria conservar o tu ou empregar o verbo na 3ª pessoa do singular. Assim, teríamos:
- Entra, Irene. Tu não precisas pedir licença
- Entre, Irene. Você não precisa pedir licença “

13) Vou-me Embora Pra Pasárgada  - Nesse poema, Bandeira busca a utopia, a evasão, o lugar onde possa realizar-se, onde fuja da morte, onde se mesclem os elementos reais e o nonsense, onde a doença não será empecilho porque simplesmente não existirá, onde a infância será revivida e os homens e mulheres que participaram de sua vida, presentes, representados por Rosa.
“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.”

14) Poema de Finados – A morte a autocomiseração. Na primeira estrofe, o poeta dirige-se a um interlocutor – tu – refere-se a cemitério e à sepultura do pai; na segunda, ao ritual de se colocar flores na sepultura e orar. Na terceira estrofe, a explicação: o sofrimento, a amargura, já não há mais nada. Sente-se um morto vivo. Versos octossílabos
Amanhã quem é dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.”

15) Poética – Espécie de plataforma teórica da poesia modernista, Poética é um texto de propostas e críticas. Propostas modernistas e críticas ao tradicionalismo, representado pela estética parnasiana. Propõe a liberdade de expressão, a autenticidade, rompendo com o parnasiano tanto no plano do significante quanto do significado. Trata-se, portanto, de um poema metalingüístico.
“Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
[...]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.”

16) Lenda brasileira – Trabalha mitologia, a epifania, o humor e evasão.
“A moita buliu. Bentinho Jararaca levou a arma à cara : o que saiu do mato foi o veado Branco! Bentinho ficou pregado no chão. Quis puxar o gatilho e não pôde.
- Deus me perdoe!
Mas o Cussarim veio vindo, veio vindo, parou junto  do caçador e começou a comer devagarinho o cano da espingarda.”

17) Macumba do Pai Zusé – Evasão, morte e aspectos do Brasil.
“Na macumba do Encantado
Nego véio pai de santo fez mandinga
No palacete de Botafogo
Sangue de branca virou água
Foram vê estava morta!”

18) Camelôs – A poesia do cotidiano, evasão e evocação da infância.
“Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão:
O que vende balõezinhos de cor
O macaquinho que trepa no coqueiro
O cachorrinho que bate com o rabo
Os homenzinhos que jogam boxe
A perereca verde que de repente dá um pulo que engraçado
E as canetinhas-tinteiro que jamais escreverão coisa alguma.”

19) O cacto – A poesia do cotidiano, metalinguagem e reflexão. Envolve conceitos e conhecimentos da história da arte e da mitologia, até se envolver na dura realidade do seco Nordeste, evocado a partir de sua árvore-símbolo.
“Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas
[privou a cidade de iluminação e energia:
- Era belo, áspero, intratável.”

20) Comentário musical – A poesia do cotidiano e epifania.
“O meu quarto de dormir a cavaleiro da entrada da barra.
Entram por ele dentro
Os ares oceânicos,
Maresias atlânticas:
São Paulo de Luanda, Figueira da Foz, praias gaélicas da Irlanda…”

21) Pensão familiar – Paródia da linguagem jornalística. Denúncia da insensibilidade da imprensa. Fatos são narrados de forma impessoal. Linguagem seca, sintética e referencial.
“Jardim da pensãozinha burguesa.
Gatos espapaçados ao sol.
A tiririca sitia os canteiros chatos.
O sol acaba de crestar as boninas que murcharam.
Os girassóis
amarelos!
resistem.”

22) Namorados – Coloquialismo, ironia e bom humor.
“O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta
listada?
A moça se lembrava:
— A gente fica olhando…
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.”

23) Profundamente – o poeta confunde os tempos em função da emotividade. Aí surgem os avós, a saudade do passado identificada pelas vozes de um tempo remoto, encarcerados na memória dos seus seis anos. Dessa evocação surgem personagens como Totônio Rodrigues, Rosa, Tomásia.
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.”

24) Palinódia – É uma retratação poética. Algo que foi dito no passado é retificado no presente. Epifania, ludismo e experimentalismo.
“Quem te chamara prima
Arruinaria em mim o conceito
De teogonias velhíssimas
Todavia viscerais.
Hoje em verdade te digo
Que não és prima só
Senão prima de prima
Prima-dona de prima
- Primeva.”

  • Teogonia – gênese dos deuses (universo mitológico grego)
  • Primeva – retorno a tempos primordiais.

25) O impossível carinho – metalinguagem, evasão, lirismo e evocação da infância.
“Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
Eu soubesse repor –
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!”

26) Mulheres – A poesia do cotidiano, evocação da infância e leve erotismo.
“Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido…
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.”

27) O último poema – a ca­racterização autobiográfica é conduzida para recordações da infância, sempre tratada com melancólica proximidade; são relatadas as reminiscências mais longínquas do poeta, que refletem a amargura de perceber-se contemplando o final de uma vida poética:
Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

28) O anjo da guarda – Singela homenagem que o poeta faz à irmã morta. Memorialismo, lirismo e evasão.
“Quando minha irmã morreu,
(Devia ter sido assim)
Um anjo moreno, violento e bom,
- brasileiro.
Veio ficar ao pé de mim.
O meu anjo da guarda sorriu
E voltou pra junto do Senhor.”

29) Chambre vide – A poesia do cotidiano e reflexão.
“Petit chat blanc et gris
Reste encore dans la chambre
La nuit est si noire dehors
Et le silence pèse.”

30) Bonheur Lyrique – Autobiografia, melancolia e lirismo.
Coeur de phtisique
O mon coeur lyrique
Ton bonheur ne peut pas être comme celui des autres
Il faut que tu te fabriques

31) Mangue - traços da piedade Cristã mesclados à religião afro-brasileiras “Mangue”.
“Mangue mais Veneza americana do que o Recife
Cargueiros atracados nas docas do Canal Grande
O Morro do Pinto morre de espanto
Trapiches alfandegados
Catraias de abacaxis e de bananas
Há macumbas no piche
Eh cagira mia pai
Eh cagira
E o luar é uma coisa só”

32) Belém do Pará – Memorialismo, lirismo e exaltação da pátria.
“Bembelelém
Viva Belém!
Belém do Pará porto moderno integrado na equatorial
Beleza eterna da paisagem
Bembelelém
Viva Belém!

33) Cunhantã – A poesia do cotidiano, lirismo e aspectos do Brasil.
“Vinha do Pará.
Chamava Siquê.
Quatro anos. Escurinha. O riso gutural da raça.
Piá branca nenhuma corria mais do que ela.”

34) Cabedelo – Evasão, melancolia, lirismo e intertextualidade.
“Viagem à roda do mundo
Numa casquinha de noz:
Estive em Cabedelo.
O macaco me ofereceu cocos.”

35) Noturno da rua da Lapa – Autobiografia, melancolia, epifania e experimentalismo.
“A janela estava aberta. Para o que não sei, mas o que entrava era o vento dos lupanares, de mistura com o eco que se partia nas curvas cicloidais, e fragmentos do hino da bandeira.
Não posso atinar no que eu fazia: se meditava, se morria de espanto ou se vinha de muito longe.”

36) Na boca – Autobiografia e pessimismo.
“Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval
Paixão

Ciúme
Dor daquilo que não se pode dizer”.

37) Noturno da parada Amorim – Epifania e evasão.
“O violoncelista estava a meio do Converto de Schumann
Subitamente o coronel ficou transportado e começou a gritar:
- Je vois des anges! Je vois des anges!
- E deixou-se escorregar sentado pela escada abaixo.”

38) Oração a Teresinha do menino Jesus – Autobiografia, melancolia e evasão.
“Perdi o jeito de sofrer.
Ora essa.
Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza.
Quero alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!
Santa Teresa não, Teresinha…
Teresinha… Teresinha…
Teresinha do Menino Jesus.”